Est modus in rebus

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Quem rouba uma moedinha de cinquenta centavos da loja não é igual a quem rouba um bilhão de reais do governo assim como quem me agride fisicamente com um tapa no rosto não é igual a quem me agride fisicamente com uma facada no coração. As coisas tem gradação até na lei de Deus. Até pecado mortal e venial tem gradação entre si. Até no mais ridículo dos tribunais do pior dos juízes se sabe que ladrão de galinha não é condenado com a mesma pena de um grande bandido. Até o ridículo Código Penal brasileiro tem pena mínima e máxima, agravantes e atenuantes para o mesmo crime. A Justiça traz uma balança na mão justamente para isso.


Não façam a lei de Deus uma justiça feito uma faca cega, incapaz de avaliar e pesar. 


Até Nosso Senhor ensina isto, colocando gradação em várias parábolas, como, por exemplo, no cisco no olho x trave; Nos dez talentos perdoados (trinta bilhões) x cem moedas; no fariseu Simão que fora perdoado pouco x a prostituta que fora perdoado muito e que tinha portanto muito amor; em Pedro a quem Jesus apenas lavou os pés e negou banho inteiro. Até mesmo quando o anjo de Deus veio para castigar o rei da Babilônia ele disse que o rei havia sido "contado, pesado e medido". Quando Abraão negociou a salvação de Sodoma ele mesmo tentou moderar a ira de Deus com o atenuante de justos que eventualmente morassem na cidade.


Afirmar em grande correção moral de que devemos parar de roubar moedinhas nos comparando com os grandes bandidos da Lava-Jato é, no mínimo, calvinismo, fruto dessa abominável mentalidade prostestante que infectou a cultura brasileiro. Além de defender os bandidos servos do Foro de São Paulo. Não caiam nestes falsos silogismos farisaicos, má lógica e péssima religião. 



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