Um Abraão, duas sentenças

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No evangelho deste domingo a figura interessante é Abraão. No episódio do Gênesis 18, lido há poucos domingos, ele vivo negocia com Deus a salvação de Sodoma. Hoje, na glória, a responder ao rico epulão ele vira porta-voz de Deus e anuncia a triste inexorabilidade da perdição infernal.

Em certo sentido Abraão explica a Abraão porque Deus não salvou Sodoma, aqueles homens não iriam se converter nem diante de falecidos ressuscitados, quanto não se converteram diante de anjos. Era mais então que Deus salvasse o justo Lot e queimasse o resto no Inferno trazido à Terra de Sodoma.

Pelo menos aos sodomitas incinerados havia a esperança de verem a Abraão, pois a Sodoma teria mais piedade que Cafarnaum e Nazareth, que não só viram o Messias como tentaram o apedrejar. E pior, Cafarnaum e Nazareth tiveram Moisés e os profetas, tiveram o Messias em pessoa, e não se converteram, enquanto Sodoma tinha apenas o exemplo de Lot e Abraão a distância.


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