Muçulmanos versus muçulmanos

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Deixem-me explicar algo sobre o Islã: Você pode pegar pelo Alcorão e pelos Hadith (Atos e palavras de Maomé aos companheiros) o que você quiser, seja os 30% de Islamzinho Paz e Amor ou 70% de Islãmzão Jihad, Tiro, Porrada e Bomba. A parte Paz e Amor costuma estar mais no Alcorão, e isso que os missionários muçulmanos costumam traduzir de maneira bem açucarada. A parte Hard-Core está nos Hadith, e é difícil achar em português, mas é grande parte o que compõe a Sharia, a lei Islâmica.

Ou seja, você tem normas de igual valor teológico que apenas a dialética e teologia conseguem discernir. A exegese muçulmana costuma valorizar mais os últimos ensinamentos de Maomé por serem mais atuais, ou seja, mais o senhor da guerra em Medina que o profeta em busca de fiéis em Meca, que foi expulso pelos pagãos árabes. E todos estes 1400 anos de jihad tiveram seu embasamento.

A solução seria prestigiar os muçulmanos da visão moderada, se sinceros. Porém algum muçulmano liberal e moderado, que siga as partes tolerantes e generosas da lei islâmica não tem como teologicamente vencer sobre os extremistas ao estilo Al Qaeda nem Estado Islâmico. Porque são normas de igual valor e que perdem para as normas mais rígidas pelo critério da temporalidade e da aplicação prática (Você na prática governa um Califado com a Sharia, não com moderação e tolerância).

E tem mais, pela interpretação hard-core do Islã, você pode matar os hereges muçulmanos que distorcem o Islã. Ou seja, os muçulmanos radicais naturalmente eliminam os moderados como hereges, enquanto os moderados não tem esta visão nem ânimo. Isso explica, por exemplo, porque num embate entre moderados e radicais, como a Fatah versus o Hamas em Gaza, os radicais sempre vencem. Assim como o Estado Islâmico venceu os governos moderados e quase-laicos (quer dizer, o mais 'laico" que o Islã permite) da Síria e Iraque (mesmo a Síria sendo uma ditadura). Assim como a Fraternidade Muçulmana  meteu no bolso os moderados do Egito (só derrotada excepcionalmente por um golpe militar de moderados "muito bem armados"). 

Em certo sentido com os muçulmanos ocorre o mesmo que com os comunistas, depois de chegarem ao poder eles se matam violentamente em busca da "ortodoxia". Isso vemos no Estado Islâmico, matando muçulmanos sírios, iraquianos e jordanianos a rodo, depois dos cristãos, logicamente. Pergunte ao Estado Islâmico o que ele acha dos governos muçulmanos da Arábia Saudita, Síria, Iraque, Jordânia e Irã, e ele dirá que são infiéis que distorcem o Islã, mesmo a Arábia Saudita com seu Islã quase que calvinista.

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Pelo menos estes são sinceros


Atualizo este texto com a prática da "taquia", a enganação deliberada, permitida por Maomé em pessoa, que um muçulmano pode ter com um infiel para enganá-lo para fins missionários. Ou seja, você pode estar exteriormente dialogando com um "falso moderado", porque ele está se usando de taquia para te enganar, ou seja, ele secretamente deseja a sua morte de acordo com a Sharia. Quem quiser se informar mais sobre a taquia, recomendo a obra de Mohamed El-Tayeb, "Taqiya - Deliberate Deception", mais referencias aqui


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