Direito à Auto-Defesã Cristã

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Você tem todo o direito a se defender com suas armas de um agressor, eventualmente o matando, havendo os seguintes requisitos (Teologia Moral, Del Grego, Vol I, Tratado V, Cap II, Artigo III e confira também Catecismo da Igreja Católica § 2263-2265):

a) Agressão injusta - A agressão é imerecida, está ameaçando grandes bens do defensor. Aqui não importa a motivação do agressor. Ou seja, se o sujeito está vindo efetivamente te degolar, você tem o direito de se defender, não importa se ele está de caso pensado ou um louco que simplesmente surtou. Você tem de se defender. Um louco em surto não tem culpa em si da morte que pode causar, mas você deve defender-se dele.

b) Defesa de bem maior, como a vida (sua ou alheia), a liberdade ou a pureza - Ou seja, você pode se defender em caso de tentativa de te materem, de te sequestrarem, de te estuprarem, ou eventualmente ameaçarem estes bens maiores por um bem menor (por exemplo, um iminente latrocínio). Ou seja, não é nonada, é um bem maior que precisa ser defendido. (A proposito, isto exclui a honra e fama. Sua reputação não é um bem maior que requeira atos extremos e excepcionais de defesa e o dano a elas não é iminente, mas um ato contínuo)

c) Mal iminente e reação no momento - O agressor virá fazer o mal a você naquele momento. Não tem postergação, é ali mesmo, não adianta esperar polícia ou ajuda. Agora ou nunca. (Guardar a defesa para depois do Mal feito é um auto-engano para justificar a vingança.) Você vai se defender no ato e efetivamente evitar o mal, não repará-lo.
Também deve-se moderar a defesa conforme a agressão e no limite que impeça o mal de se concretizar. Está correto matar seu iminente assassino para se defender, mas não ir matar seu filho também (supondo que o filho do assassino também não é um iminente assassino).

De acordo com o Catecismo, "a Legítima Defesa pode não somente ser um direito, mas um dever grave, para aquele que é reponsável pela vida dos outros". Ou seja, aplica-se à Legítima Defesa a defender os seus. Em resumo, defenda sua família.

Felizmente, tal são as virtudes das armas que a simples exposição delas evita e intimida para agressões. Mas se a agressão ainda for iminente, sem remorsos injustos, meta bala.


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