Liberalismo com o dos outros é perfeição evangélica

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Tem umas páginas de supostos "Cristãos libertários" que na verdade deve se chamar "Muçulmanos enrustidos". Por que o "libertarianismo" dela sempre é no sentido de dar mais e mais liberdade para a lei muçulmana sobre o Cristianismo no Ocidente em nome de uma tal "liberdade" e "superioridade moral" do cristianismo. E como distorcem os evangelhos! Os islâmicos podem tudo aqui, nós apenas temos de suportar calados e nos oferecer piedosamente em sacrifício, estupro, e perda de nossos valores. Ah sim, e Israel também não pode se defender, e libertarianamente tem de deixar o Hamas e o Hezbollah fazer tudo lá virar um inferno. Tem caroço nesse angu, e o caroço reza voltado para Meca.

É uma confusão proposital entre mansidão evangélica e pacifismo desenfreado. O Cristianismo NUNCA FOI pelo pacifismo. O direito a auto-defesa, incluso ai a auto-defesa cultural, é amplamante suportado pela doutrina. Mesmo individualmente um homem NÃO PODE em nome de pacifismo ou perfeição evangélica renunciar a defender aqueles a quem tem o dever de proteger. Um pai de família, por exemplo, não pode deixar sua esposa e filhas serem violentadas sem fazer o máximo possível para protegê-las. Você até pode se oferecer individualmente para o sacrifício, mas não pode oferecer aos outros. Dê a sua cara a tapa, dar a dos outros é muito conveniente. Quem em nome de uma distorcida "perfeição evangélica" deixa os seus morrerem na mão dos maus na verdade está dando um nome refinado ao seu pecado de homicídio por omissão. Como disse Sêneca, quem podendo não evita um crime, comete-o.

De maneira análoga é dever do Estado, que não tem virtudes a desenvolver como um homem, defender seus cidadãos e as expressões de religiões que lá existem. Até porque o Estado é de todos, não só de alguém que tenha um valor individual de pacifismo ou concepção torta de liberdade masoquista. Ou seja, não venham com patranhas de "libertarismo" de mão única, distorcendo virtudes cristãs, hereticamente as exagerando e querendo impor como coisas do Estado, porque o Estado não é gente, Estado não recebe sacramentos, Estado não tem virtudes sobrenaturais nem cardeais, Estado não é julgado particularmente pelo Senhor. Os objetivos do Estado e suas leis são diferentes daqueles do homem. Isso não é nem Hobbes nem Maquiavel, isso é Platão e Aristóteles, o dever das leis que compõem o Estado é o bem comum, a ajuda ao desenvolvimento moral dos cidadãos, a proteção e a paz interna e externa, mesmo que com isso tenha de se proteger e se adestrar para a guerra. A César o que é de César, a Deus o que é de Deus. Já é tão difícil fazer o reino de César tender ao bem comum para crentes e não-crentes, quanto mais fazê-lo um arremedo de piedade boboca e teórica.

Acreditarei no tal "Cristão libertário" quando ele exigir libertarianamente igrejas na Arábia, ou receber em sua casa com sua irmã uma dúzia de refugiados, de preferência aqueles compostos apenas por homens fortões sem família.

Para ele, liberalismo com o dos outros é perfeição evangélica.


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Um comentário:

  1. Mas e aí Frei, é possível ser cristão e libertário, considerando que o liberalismo nos permite comprar armas e defender os ideais da Igreja sem incomodação estatal?

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