Fermento do Pragmatismo

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Quando Jesus pede para tomar cuidado "com o fermendo de Herodes e dos fariseus" era justamente sobre as "pequenas concessões", as "concessões pragmáticas". Elas são como fermento, basta um pouquinho...

... ai quando se vê, "o sal perde o gosto", você está virando um Maquiavel de corredor de Congresso ou acabando com as doutrinas da Igreja. Afinal, é só um pouquinho de "pragmatismo".

O Diabo nunca aparece de chifres. Ele sempre vem apelando para a razão e para o racional, para que se pense "pragmaticamente", para que "não se perca com purismos".

Saul pecou por pragmaticamente não destruir Amalec como Deus havia ordenado, afinal, rebanhos poderiam ser aproveitados pragmaticamente. Pragmaticamente Davi mandou matar Urias para não haver um escândalo de adultério danoso ao rei ungido. Pragmaticamente Salomão permitiu a idolatria das esposas para não irritá-las e a seus pais aliados. Assim os reis de Israel como Acab pragmaticamente faziam alianças com os pagãos e adoravam seus deuses para pragmaticamente se unirem contra a Assíria. Pragmaticamente o rei Ezequias aliou-se aos babilônios que mais tarde destruiriam o reino.

A vida de Jesus também teve diversas oportunidades pragmáticas. Pragmaticamente o Diabo foi muito razoável de que poderia transformar as pedras em pão. Pragmaticamente também Jesus não deveria aceitar a morte de Cruz. Pragmaticamente não deveria discutir com fariseus e saduceus. Pragmaticamente não falar palavras duras em seus sermões para que o povo não se afastasse. Pragmaticamente afastar-se da Judéia porque Herodes queria o pegar. Pragmaticamente demitir Judas Iscariotes, o traidor.

Também na vida dos apóstolos este fermento surgia: Pragmaticamente São Pedro queria convencer a Jesus que não deveria ser morto. Pragmaticamente negar a Jesus para não criar confusão no páteo do Sumo-Sacerdote. Pragmaticamente não ofender aos judeus evitando comer com os pagãos convertidos. Pragmaticamente afastar-se de Roma durante a perseguição...

E observem que Jesus foi crucificado por puro pragmatismo de Pôncio Pilatos. Ele até achava o homem inocente, mas "pragmaticamente" era melhor o condenar do que arrumar encrenca com o Sumo-Sacerdote, receber uma denúncia no imperador, ter uma ameaça de rebelião em Jerusalém. É pragmatismo político, meus caros! E Pilatos deve ter sido louvado por pragmaticamente fazer as pazes com Herodes, e com ter feito o Sinédrio sossegar.

Nem falarei da bagunça litúrgica, do relaxamento da doutrina do casamento, da inclusão de milenarismo ecológico... tudo decisões pragmáticas de gente pragmática e inteligentíssima, grandes estrategistas do futuro.
Todas decisões pragmáticas, táticas, baseadas em testadíssimos "frames" políticos muito sábios, muito inteligentes, muito razoáveis...


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