Da impureza ritual e Jesus

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No Antigo Testamento, quem tocasse num leproso tornava-se impuro. Além de medida higiênica da Antiguidade, a impureza ritual veterotestamentária era uma prefiguração do pecado, que sujava tudo o que tocava. (A impureza ritual também era extensiva aos cadáveres, fluxos menstruais e mofo de roupas em diversos graus, vejam o livro do Levítico para mais detalhes.)

Não obstante, Jesus tocou num leproso para o curar, supostamente adquirindo a impureza ritual. Supostamente eu disse, porque sendo ele Deus, era a impureza que desaparecia ao tocar nele. A impureza ritual do Antigo Testamento desaparecia com a aspersão do sangue das vítimas de sacrifício ou da água lustral embebida em hissopo. Temos aqui uma segunda alusão à Paixão de Cristo, Jesus como o sacrifício definitivo era o purificador da impureza por excelência. O leproso e a mulher hemorrágica não apenas ficavam curados ao serem tocados por Jesus, mas livravam-se da impureza.

Ora, todo o pecado é um afastamento de Deus. Ainda assim, pela ação do Espírito de Deus movendo o pecador ao arrependimento, é como se Deus "tocasse no leproso" sem tornar-se impuro, mas começando o processo de cura.


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