Não se implora ao Sol por piedade

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Tem um ditado árabe do deserto que diz: "Não se implora ao Sol por piedade". Ou seja, não espere compaixão de uma força natural, ela age e não pensa nem sente. O Sol vai te matar no deserto por mais que você peça. Ele não te vê, nem te ouve, apenas brilha implacavelmente.

As leis da economia em certo sentido também são forças naturais, ainda que geradas pela somatória das atividades humanas. Esta crise que estamos vendo no Brasil é simples causa e conseqüência do nosso desgoverno gastão e taxador, que gasta mais que arrecada e vampiriza as forças do país. Durante a bonança, nada fez para aumentar a produtividade, fez todos se endividarem, gastou até as tampas e roubou a não mais poder numa escala faraônica de roubalheira. Qualquer obra do governo custa mais que New Horizons, e o velho Quéops se consideraria econômico ao ver a gastação de dinheiro público aqui.

Não se implora ao Sol por piedade. Somado a isso, o brasileiro continuou mantendo os vampiros no poder. Agora a conta chega. A pirâmide do consumo caiu, e caiu de vez o castelo de cartas. O sonho acabou, a conta chegou, a indústria se arruinou, o dólar disparou e o governo não economiza. A cigarra cantou cantou e cantou, mas não há formigas, não há poupança.

As leis da economia são implacáveis como o Sol. Não reclamem do sistema, reclamem de quem gastou mais que arrecadava, reclamem de quem votou nos bandidos.

Não se implora ao Sol por piedade.

E a crise veio.
Terrível.
Sem piedade.


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