Faturando nas diferenças

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Os episódios do massacre do Charlie Hebdo e da Suprema Corte gayzista americana escancararam a divisão que há nas forças anti-esquerda, os conservadores e os libertários/liberais, o que pode habilmente ser capitalizado pela esquerda jogando com um ou com outro.

No caso do Charlie Hebdo, nós, conservadores, magoados com os ataques que o jornal fazia a religião cristã também, ficamos salobros, horrorizados pelo atentado em si, mas não pelo ataque à imprensa. A esquerda capitalizou porque validou seu discurso que a liberdade de expressão tem limites, o que ela usará contra todos e suas crenças.

No caso da corte americana, os liberais/libertários apalermadamente saíram celebrando uma conquista da liberdade de associação. A esquerda capitalizou porque ajudou a degradar a família tradicional e validou que o Estado tem poder de definir o que é a família, o que usará contra todos e suas crenças.

Enfim, enquanto estes dois grupos não souberem ter uma agenda comum para atacar o inimigo comum da esquerda, coexistindo com suas nem tão grandes diferenças, a esquerda, plástica e sem outro objetivo senão aumentar seu poder, vai saber lidar com as oposições e crenças de seus inimigos para ter vantagens políticas. E sempre vai crescer, porque sempre muda o discurso e fatura.


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