O Mercador de Veneza, os pegadores de travestis e os excomungados

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3 Comentários


1. Quem já leu "o Mercador de Veneza"? Lembram-se do "tirar uma libra de carne sem arrancar sangue"? Pois é. Antônio disse que ia pagar a fiança ao usurário Shylock com uma libra de carne, mas Pórcia, como sua advogada, exigiu que Shylock não tirasse sangue, caso contrário cometeria homicídio.

Dizer que apenas o materialismo dialético é - APENAS ELE - causa de excomunhão é uma distinção de emergência, feita para salvar prelados insalváveis e excomungados. Adotemos como hipótese e veremos como é ridículo por absurdo. Porque cai no caso do mercador de Veneza, como tirar a carne sem tirar sangue? Como professar o comunismo sem professar o materialismo dialético? Impossível. Mas o argumento fica bonito em Shakespeare para salvar Antônio, já na Igreja é de um ridículo sem par. 

2. Conheci um homem que saia com travestis. Mas ele não se dizia gay, afinal, ele se orgulhava de - como direi sendo educado??? - estar no pólo ativo da relação, da mesma maneira que o governo é o polo ativo da relação tributária com o contribuinte. Trocando em miúdos, é aquela falácia do "viado não é quem  come, é quem dá". Negativo, transviado são os dois. Ativo e passivo.

A mesma lógica acima está no argumento de que excomungado não é quem colabora com o comunismo, mas sim quem professa o materialismo dialético. Isso é ridículo. Excomungado está ativo e passivo, quem professa o comunismo formal leninista-marxista ou o gramsciano, o materialista-dialético ou quem colabora com ele.

Simples assim, gente. Desbocado assim. E não precisa vir teólogo burro mimicando a escolástica para salvar gente graúda excomungada.  A falácia teve três páginas para ser escrita, a verdade se mostra com dois parágrafos desbocados.


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3 comentários:

  1. É isto mesmo. E nem adianta vim com estorinha de dizer que Cristo pregava uma revolução à sua moda, isto é marxismo puro. Nem dizer que temos que seguir o exemplo de São Francisco de Assis, que serviu aos pobres e oprimidos, ou a uma minoria da época, mentira, São Francisco não fazia nenhuma propaganda, e aliás, alem de não ficar falando, ia e fazia o que tinha que fazer. Duvido quem fica falando de pobre, de oprimido vai lá, se desfaz de tudo que tem e vai trabalhar ao lado dos pobres ensinando como se capina uma roça, sem roubar terra dos outros, ensina economia domiciliar para o sujeito pobre financiar um terreno e aprender na prática as sublimes palavras de Deus: "comerás com o suor do teu rosto". Ou despojar-se dos bens todos e ir viver no meio de gente pobre, que não usa creminho da natura nem da boticário, muito menos perfuminho de reles 200 reais, se lava com sabonete de supermercado, fede a suor e que não toma banho duas, três vezes por dia, ou vai limpar a bunda de um bebê, porque afinal, para esta gente, o negócio é só usar a palavra pobre, porque quando um pobre de verdade chega perto, torce o nariz, afinal, pra estes esquerdopatas, na verdade, pobre fede.
    Duvido algum excomungado fazer como manda a doutrina social da Igreja, pois isto implica em ter que trabalhar. Já como manda marx e caterva, basta ficar falando e pronto.

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  2. desculpa canalha.... ah eu não professo materialismo dialético... eu só favoreço a implantação da reforma politica comunista, portanto não sou comunista..... afff fala sério...só esse cinismo já seria suficiente pra ir pro inferno....

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  3. Eu sou leigo, mas quem professa o materialismo dialético não seria, na prática, um ateu? Qual seria o sentido de excomungar os ateus?

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