Naum çeja o aDEvogado do Diabo com çua çapiênsia

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Teologia jabuticaba só dá no Brasil

Usar uma tecnicidade das leis e uma hábil modificação semântica para livrar a cara de um acusado é louvável... se você for o advogado dele. O mau advogado é quem não defende seu cliente, ser justo é para o juiz. Afinal, todos precisam de defesa, santos e pecadores, ou para provar inocência, ou para mitigar penas. Se defender culpados fosse demeritório, nem o Espírito Santo nem Nossa Senhora seriam chamados poeticamente de "advogados" e nós somos sim pecadores e dignos de punição, mas estes advogados procuram nos proteger.

Isso posto, aplica-se aos casos particulares e se você tiver de fato um mandato de defesa de alguém em específico. Você se apenar a tecnicidades para de maneira geral dizer que o Mal não é Mal, isso é imoral. Ai é bacharelismo, é tecnicidade. Ame o pecador e odeie o mal: Defenda os pecadores em específico, mas não o pecado em modo geral.

De tal forma é o conhecimento humano que você pode cair em paradoxos em todas as ciências. A lógica humana tem disso, podemos cair em contradições facilmente. Teologia, direito, filosofia, ciências, todas estão cheias de contradições em que podemos conseguir sem muito esforço. E fazemos uma linda construção de argumentos aqui e ali até finalmente a engole morde o próprio rabo, e provamos por A+B+C...X+Z que dois mais dois são cinco. Nessas horas precisamos ter humildade de não ficar admirado com a construção do pensamento e retornar às premissas mais simples. Se concluir que pedra voa, é mais fácil apagar o raciocínio do que lutar contra as pedras. Se concluir que o pecado é virtuoso e a virtude maligna, opa. Calma ai. 

Isso é especialmente dramático na religião. Concluir que o mal é bem ou que o mal não é tão mal, quase bem, ou com seus argumentos pode incitar alguém ao mal, guarde suas elocubrações. Nem tudo que se rascunha se publica. Construimos muitos castelos de cartas. O reino de Deus não é lógica e canonismos, os códigos canônicos vieram para ajudar, não para modificar uma lei mais alta, que até mesmo os simples entendem. Sim é sim, não é não. O Diabo tentou Jesus com argumentos lógicos, Jesus o despediu com mandamentos simples contra os quais os sofisticados argumentos do Capeta colidiam. E Jesus nao foi ilógico, ele apenas seguiu a lógica mais pura da não-contradição.

Não deixe seus sofisticados raciocínios servirem para ser advogado do Diabo. Diante do Supremo Juiz Altíssimo, valem os artigos simples da Lei Divina.


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