Santos e santarrões, vidas comparadas

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São Francisco de Assis não ficava falando de pobres, pobres, pobres, pobres, pobres...

Ele era pobre, e pobre voluntariamente. Ele entregou sua vida e seu exemplo. Quem quisesse que o seguisse. E como seguiram!

São Francisco não ficava falando que a Igreja deveria ser isso ou aquilo de pobre. Ele dizia o que ELE deveria ser, e no máximo orientava o que seus frades deveriam ser. E ao não se arrogar o direito de dizer o que o papa, cardeais e bispos deveriam ser, Francisco trouxe para si diversos papas, dezenas de cardeais e centenas de bispos. A santidade verdadeira é como magnetismo: atrái sem vermos, trabalha à distância, é fácil de ser sentida, não precisa de relatórios de bispos, nem pressão de arcebispos, nem análises de Congregações, nem chamegão de papas camaradas.

Eis a diferença entre os santos de ontem e os santarrões de hoje. Os primeiros eram pobres. Os segundos falam de pobres.

É por isso que em vida o santo pobre Francisco de Assis tinha dezenas de milagres. É por isso que na morte o suposto santo que só fala de pobres não tem nem uma graça, nem uma unha encravada curada para chamar de sua.

É por isso que o povo, vendo a santidade escancarada deste Francisco pobre, exigiu que o santo fosse canonizado oficialmente. Já os supostos santos "que falam de pobre" precisam de conspiração eclesiástica para serem canonizados.


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