Política Eclesiástica para Conservadores - Capítulo XI

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POLÍTICA ECLESIÁSTICA PARA CONSERVADORES


Livro III
O que fazer



Capítulo XI
Somos homens pecadores no meio de instituições pecadoras.


Chegamos à parte prática de nosso livro. Afinal, não basta sermos conservadores, temos de trazer de volta estes valores à Igreja. 

É importante aqui destacar que temos de ser conservadores, não a caricatura que se faz de conservador. Nem eu me chamo de ultra-conservador. Eu admito que sou meio liberalzinho em algumas coisas, especialmente em economia e tamanho do Estado. Mas se querem me elogiar assim, agradeço, porém sou indigno. De tal forma há confusão em terminologias atualmente nas discussões políticas que se você citar Edmund Burke, o pai do conservadorismo político, por exemplo, você será chamado de liberal, o que não é a mesma coisa. Hoje em dia quem quiser conservar o Estado de Bem Estar Social, ruim, mas infinitamente melhor que um estado revolucionário comunista, será chamado ou de conservador, ou de liberal, ou de ambos, ou até mesmo de nazista (uma tremenda contrafação que ofenderia ao próprio Hitler!). É a torre de Babel. Portanto vamos passar ao largo destes rótulos convenientemente misturados pelo Entablishment esquerdista.  

Parafraseando Chesterton, sou conservador porque quero conservar coisas boas. A doutrina da Igreja, por exemplo. A dignidade do Pontífice Romano, por exemplo. As liberdades individuais vigiadas apenas consciência individual, por exemplo. A Lei Natural, por exemplo... E a boa música, sempre.

O conservador acredita na sabedoria dos antigos, acredita que as coisas que ai estão consagradas são produto de uma inteligente evolução, tentativa e erro mesmo, empirismo e heurística que nunca falha, melhoria contínua, evolução incremental, ainda que lenta. Grosso modo é isso. E é o oposto do pensamento revolucionário, que tem a pretensão satânica de achar que pode gerar algo por canetada e planilha, mesmo a custa de sangue.

Como já discutimos anteriormente, foi feita uma hábil lavagem cerebral para atacar e destruir tudo que há de conservador na Igreja. Mesmo cardeais da Igreja, como Oscar Maradiaga e Bráz de Avis, abertamente colocam como seu programa político o extermínio dos conservadores, logicamente falado por via negativa, através de um suposto progresso (sempre o progresso!). Isso percolou aos fiéis através de décadas de lavagem cerebral esquerdista, seja na educação de leigos, seja na educação dos sacerdotes, conforme discutimos em capítulos anteriores. 

Portanto o conservador na Igreja estará em terreno minado. Nós somos células boas num organismo afetado por uma doença autoimune, seremos atacados pelos nossos próprios glóbulos brancos. Os “cães de Deus” atacam às ovelhas de Deus não aos lobos do Inimigo. Já faz tanto tempo que os lobos assumiram o comando dos pastores que os novos cães não reconhecem mais os lobos e tomam as ovelhas pelos lobos, ou os bons pastores pelos mercenários. A Igreja atualmente muitas vezes se parece com a “Revolução dos Bichos” de Orwell. Lá os porcos assumiram o lugar dos fazendeiros, aqui os lobos assumiram o lugar dos pastores. 

O domínio esquerdista na Igreja já está escancarado e sem vergonha. Cito um exemplo, a carta aberta da “Pastoral” da Juventude onde as suas lideranças admitem terem feito campanha e celebram a vitória do governo esquerdista e abortista de Dilma Rousseff. Poderia citar aqui também a “Pastoral” da Terra de Dom Tomás Balduíno, de nada saudosa memória, já punido por Deus por seus crimes. De Pastoral estes movimentos não tem nada, estão mais para “Lupiniais/Lobais”, Lobais da Juventude, Lobais da Terra.

Isso não é novo. Jeremias foi perseguido pelos judeus fiéis ao rei e aos sacerdotes, patriotas adversários dos inimigos de Israel. Da mesma maneira Jesus, condenado pelo Sinédrio e sacerdotes. Penso que isso é uma consequência do pecado original: Como a humanidade resolver seguir à Serpente e não a Deus, Deus entregou as instituições também ao domínio do pecado. Como a humanidade trocou o servir a Deus por servir aos Demônios, também Deus permitiu que as instituições da humanidade troquem seus propósitos originais pelo seu inverso. Ou pensam que uma agência governamental ou uma diocese seriam imaculadas quando nem os nossos corações o são?

Disse o profeta “Sou um homem impuro no meio de um povo impuro”. E dizemos nós, somos homens pecadores no meio de instituições pecadoras.


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