Meditações na Páscoa - II ''A última ceia''

/
0 Comentários
Meditações na Páscoa - II



A última ceia

Qual dos apóstolos compreendeu que ali era a última ceia? Nenhum deles. Nem Pedro nem João, nem Tiago nem André. Talvez Judas Iscariotes tivesse uma bela idéia, mas ele também não advinhava ao que seus atos levariam.

Assim são as coisas de Deus. Para os discípulos, era mais uma ceia de Páscoa, a terceira desde andavam com Jesus. Mais uma ceia! 

Mas Jesus sabia que aquela era a última ceia.

Pedro começou a perceber que havia algo errado e perguntou para onde iria Jesus. Ah, bons tempos em que os papas percebiam os sinais dos tempos, ainda que atrasados! Mas Pedro fez fanfarronada: quando Jesus disse que ele não poderia o seguir, ele reiterou que seguiria, recebendo de volta a profecia do galo de sua negação.

Estavam às vésperas da salvação do gênero humano, às vésperas do Opus Magnus do Salvador e evento máximo da Criação, ainda assim os discípulos, os mais chegados, o núcleo mais alto da Igreja nascente, não percebiam.

Assim somos nós, homens. Deus prometeu que o dia do juízo chegaria sem que percebêssemos. O dia da salvação chegou e Jesus não cessou de avisar aos discípulos, eles não perceberam. Duvidamos das promessas de Deus, achamos que elas não irão se cumprir, mas quem sabe estejamos às vésperas dela? 

Hoje o que você chama de jantar pode ser seu último jantar. E o que você chama de dia de tristeza pode ser conhecido como o último dia de tristeza.



Você também pode gostar

Nenhum comentário:

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.