Para a degola em fidelidade

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Janela da benção de Clemente VI, Avignon

Houve três abdicações ao papado na História da Igreja: A única que deu certo foi quando havia três papas, e a situação estava de tal forma degringolada que pior que estava não dava e no final tudo deu certo. É importante ressaltar que naquela época tanto a linha sucessória dos cardeais do papa em Roma e do papa em Avignon escolheram o novo papa que pôs fim ao cisma. O rio se fendiu no meio mas depois se re-encontrou. Acredito que de maneira sobrenatural foi isso que pôs fim ao cisma, porque a linha romana vinha de uma eleição viciada sob coação, e atos sob coação são anuláveis de direito, portanto os chamados "antipapas de Avignon" tinham também uma certa legitimidade. E o terceiro papa, coitado, eleito para resolver não teve crédito sendo negado pelos outros dois. Em certo sentido, por excesso de papas não havia papa algum.
Os grandes antipapas

Mas as das vezes em que os sucessores de Pedro estavam sossegados sem oposição e renunciaram, definitivamente, posso escrever sem sobra de dúvida, só houve mal à Igreja nos anos subsequentes. A cátedra de Pedro é forte, e resiste mesmo se o papa passa anos doente e sem trabalhar, ou mesmo vacante. Mas renúncias não caem bem.  Não, definitivamente não cai bem.

Que o Senhor nos livre de todo mal e abrevie este período de provação. Tenham certeza, todos os conservadores irão à degola antes de optarem por um cisma. Afinal, como tão bem falaram os profetas, ao final sempre sobre um resto fiel que salva o todo. Alguns de nós sobreviveremos e reconstruiremos a Igreja.


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3 comentários:

  1. Querido, Frei Rojão, concordo com você, com relação a renuncia do Papa Bento. Fico pensando se ele tivesse ficado pelo menos mais dois ou três anos, o estrago do seu sucessor não seria tao grande. Entretanto se o sucessor viver muitos anos e não se converter, o estrago vai ser medonho. Quanto as suas palavras de os conservadores preferirem a degola ao sisma me deixam feliz. A gente pode ver como os heréticos conseguem viver na Igreja sem se manifestar se sujeitando aos dogmas e à doutrina que eles odeiam. Eles não caem fora, eles ficam. Nisto eles são exemplo para os fiéis, que também precisam suportar toda heresia, toda profanação, todo ultraje a Virgem Maria ao Santíssimo Sacramento e também não sair fora. Porque são os fieis que vão garantir, com a graça de Jesus Cristo, que as portas do inferno não prevaleçam.

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  2. Creio que num período de provação, o melhor caminho que existe, é o caminho da oração.

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