Antipapa não, papa algum!

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(De volta à Cidade de Deus) Se a teoria de Antonio Socci, no livro que está lançando hoje (“Não é Francisco”), for correta, o papa Francisco ter sido eleito num conclave viciado e contrário às regras, por puro princípio do Direito Administrativo, ele não é o romano pontífice, portanto seus atos padecem de vício insanável de competência, são nulos desde a origem e não provocam efeitos, são impassíveis de convalidação, e são nulos ex tunc, em todo o tempo, passado e futuro. Nem é questão de ser antipapa, e sim um usurpador. 

Fica a dúvida, caso e somente caso sua eleição estiver inválida no pressuposto acima, se Bento XVI prossegue sendo o papa oficial, e portanto ainda sob o manto da infalibilidade em fé e doutrina ou se a Sé de Pedro está vacante (já que a renúncia de Bento XVI parece ter cuprido os requisitos legais). É curioso que se dissermos que a renúncia de Bento XVI foi ilegal por ter sido por coação teremos que admitir que a eleição de Urbano VI feita por coação foi viciada e necessariamente elevar os antipapas de Avignon à categoria de papas e seguir a sucessão por eles até Martinho V, o papa que uniu as duas sucessões e acabou com o cisma. 

Os ignorantes do facebook dizendo que sou inimigo do papa e que eu chamei Francisco de antipapa em 3, 2, 1...


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5 comentários:

  1. A aceitação da Igreja Universal (não a do Bispo Macedo, fique claro) não supre eventual vício na eleição? Creio já ter lido isso em algum lugar há muito tempo.

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    1. Não por vício de competência. A convalidação se daria apenas se um superior convalidasse um vício sanável.

      Ora, sendo que superior ao papa apenas é Jesus Cristo, creio que ele não se manifestará neste caso. A Igreja universal não está acima do comando de Pedro.

      E mesmo no direito Administrativo a convalidação se faz com vícios sanáveis. Vícios de competência são insanáveis. É zero. Você não pode botar o chapéu dos outros.

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  2. Ai, Ai, Ai...
    Parece-me que a medida da paciencia com o papa Francisco teria transbordado e A Socci não seria o pioneiro a questionar-lhe abertamente por certos comportamentos e palavras, considerados muitos diferentes dos antecessores – alguns aparentariam até contraditórios – a cada dia vão se ajuntando e poderiam ser a expressão dos insatisfeitos, que agora principiam a externar de forma mais patente e oficial os supostos desacertos, como que estaria aderindo a teorias modernistas e a grupos de esquerda, como à TL.
    Será que a assessoria do papa Francisco tentaria se defender de A Socci ou silenciaria em virtude de não ter de como o contradizer?
    Pelo menos, a quantidade de tradicionais descontentes com certas atitudes do papa Francisco não é pequena, nada desprezível – pelo menos na net - embora o reconheça como nosso papa, alguns não.
    Até o fim do ano após o Sínodo e os encontros com os movimentos sociais teremos muitas novidades; aguardemos quais sejam elas.
    Roger

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  3. Caro Frei Rojão,

    O Código Canônico diz que a renúncia papal, para ser válida, deve ser feita livremente e com a devida manifestação. Antes de levantar questionamentos quanto à validade do Conclave, Socci chegou a questionar se a renúncia de Bento XVI foi realmente expressa de maneira adequada.

    Em relação à liberdade, talvez ainda não existam elementos para fazer os convenientes questionamentos. Mas e quanto à manifestação? O que acha? Bento XVI renunciou apenas ao ministério ativo, mas disse que não renunciava ao múnus e que isso era para sempre. Ou seja, na prática disse que continuava sendo papa, mas que não ia trabalhar. Socci chegou a questionar que tipo de renúncia era essa. De fato, a manifestação da renúncia continua, de certa forma, pouco clara, pois é difícil olhar para Ratzinger e ver um mero bispo como outro qualquer - como aliás deveria ser o caso se a renúncia for válida. Até a batina branca, o nome Bento e o fato de morar no Vaticano contribuem para obnubilar a manifestação da renúncia.

    Como V. Reverendíssima vê essa questão da manifestação da renúncia de Bento XVI? Ele cumpriu os requisitos do Código?

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