Regra prática geral e universal, sem exceções, para Teologia e Exegese

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6 Comentários
Se Jesus disse nos evangelhos "A" e os Apóstolos (e sucessores) ensinam que é "A", ora bolas, é "A". Ponto final.

Ponto final.

Não insista. Só se discute como faremos "A" ser mais divulgado. Jesus disse que nem um i (ou j, depende da tradução) cairiam da Lei Divina. Então não tirem um ensinamento inteiro dela. Apenas Jesus Cristo, o Verbo, teve capacidade de dar a lei divina, deu de maneira velada, junto do Pai, a Moisés no Monte Sinai e deu em definitivo e as claras nos Santos Evangelhos aos Apóstolos e à Igreja católica. Nossa Senhora, a maior de todas as criaturas em perfeição e glória, em sua sabedoria disse nas bodas de Caná: "Fazei tudo o que Jesus vos disser". Não dá para ir além de tamanha sabedoria comprimida.

Mesmo que eventualmente discutamos se tal santo disse assim e outro disse assado, trata-se apenas de uma comparação de espelhos, a luz vem de um só lugar, do Sol que é Cristo, os santos, papas e teólogos da Igreja apenas a refletem nos tempos em que vivem. Todo ensinamento vem de Cristo, o único ensinamento é o de Cristo. Nestes últimos 2000 anos apenas repetimos Cristo com o auxílio do Espírito Santo. Disse Santo Antônio, disse São Tomás, disse Santo Agostinho, disse Santa Teresa, em certo sentido apenas repetiram fielmente como bons alunos que eram, quem disse foi o Cristo, eles dizem apenas o que Cristo ordenou que dissessem, eles crêem no que o Cristo disse. Todo santo é um fiel imitador de Cristo, nos ensinamentos e na sua vida. 

Mas vivemos num tempo de relativismo, fujam dele! Se Jesus disse "A" é "A". Não é B nem C, nem AB nem ABC. Nem que é "a minúsculo" ou "A conforme a conveniência". Não tem "veja bem" nem "sim e não" nem "depende". "A" é "A" e não pode ser B se B não é igual à "A". Esta é a regra dos santos, esta é a regra que FAZ os santos.

Nisso se resume toda boa exegese e teologia. E o que vier além disso vem do Maligno.


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6 comentários:

  1. Uma observação o certo é Santo Tomás, e não São Tomás. Ele é uma exceção a regra por ser tão venerado na Igreja e por sua imensa contribuição Teológica e filosófica. Para os santos do antigo testamento a regra é parecida, se aplica a forma longa (Santo) também. Exemplo: Santo Moisés, e Santo Davi.

    Fonte: No instante de 4:24 Padre Paulo inicia a explicação disso. E em 5:40 sobre Santo Tomás
    https://padrepauloricardo.org/episodios/por-que-os-profetas-do-antigo-testamento-nao-sao-canonizados

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    1. É uma regra antiga e em franco desuso. E compreensível, por causa da aliteração sanTOTOmás que é mais áspera o ouvido. Em certo sentido análogo foi o que derrubou o M de U'a mão, não só o mamão propriamente dito, ou que fez Camões escorregar no churrasco e colocar uma maminha no soneta "Alma minha gentil que te partiste". Em inglês não há este efeito, então eles continuam Saint Thomas Aquinas, mas as flores do Tejo são mas delicadas que as do Tâmisa...

      Sendo assim, São Tomás, por amor à sonoridade. Afinal, tal a veneração de São Tomás que não só falaria Santo Tomás, mas Sansão Tomás, ainda que o próprio Aquinate, humilíssimo, fosse me repreender por isto, e lembraria que "dentre os nascidos de mulher nenhum é maior que João Batista" e o venerável Tomás de Kempis, infeliz e provavelmente nunca São Tomás ele mesmo, diria na Imitação de Cristo que desagrada aos santos discutir quem é o maior deles.

      No mais de Tomás, o próprio site do Vaticano em português usa ambas

      http://gsearch.vatican.va/search?client=default_frontend&output=xml_no_dtd&proxystylesheet=default_frontend&sort=date:D:L:d1&entsp=a__policy_documenti&wc=200&wc_mc=1&oe=UTF-8&ie=UTF-8&ud=1&exclude_apps=1&filter=0&q=São+Tomás+de+Aquino&ulang=en&ip=201.43.43.76&access=p&entqr=3&entqrm=0&start=10

      Enfim, uma interessante discussão como a sonoridade das palavras no português geram letras ou as suprimem:

      http://veja.abril.com.br/blog/sobre-palavras/consultorio/camisa-listrada-ou-camisa-listada/

      No mais a mais, até mesmo um município foi batizado usando a regra geral apocopada, portanto não se pode afirmar que seja erro usá-la, pois figura no vernáculo de linguagem oficial.

      http://staquino.web476.uni5.net/principal.asp

      Sendo assim, uso São Tomás mesmo.

      "Ah, mas e a tradição?" - ora, nem tudo que é antigo presta. Por isso que não somos judeus,e o próprio Cristo dissera que diriam que "o vinho velho é melhor".

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    2. Mas o catolicismo difere do protestantismo exatamente pela tradição. O senhor e protestante frei? Ou e ignorância mesmo? No último caso Deus te perdoará.

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    3. SENHOR ANÕNIMO TANTO FAZ SÃO TOMÁS OU SANTO TOMÁS ESTE FOGE A REGRA DE ANTES DE NOMES DE SANTOS COM VOGAL USA SANTO ( SANTO ANTÓNIO )E ANTES DE NOMES DE SANTOS COM CONSOANTES USA SÃO ( EX SÃO PEDRO ).

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  2. NEGATIVO! Que visão míope da Igreja fundanda por Nosso Senhor! O catolicismo difere do protestantismo porque ele É O FUNDANDO POR JESUS CRISTO NOSSO SENHOR, enquanto o protestantismo é uma mentira em todos os sentidos.

    Francamente! Quanta estupidez! Chamar-me de protestante por causa do "dízimo do hortelã e do cominho" que é usar Santo ou São! O reino de Deus é mais que gramática! É por causa de tradicionalistas caricatos como você que a Santa Tradição é difamada.

    Francamente!

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  3. NA DITADURA DO RELATIVISMO PROTESTANTE, SIM, VALE PELO LIVRE ARBITRIO O QUE CONVIER!
    NA IGREJA CATÓLICA, AO CONTRARIO!
    Quando se frequentam blogs protestantes como costumo, nos comentários se sente uma enorme frustração entre si, pois o se acusarem mutuamente de heresias são recorrentes, nunca acharem um aproximado denominador comum, devido cada um de nós ser diferente.
    Afinal, cada cabeça, uma sentença, sendo eles dos tipos dos conhecidos, intrincados e discordantes entre si Malafaia, Caio Fabio, Edir Macedo, Rodovalho etc ..
    Assim, as diferenças entre a Igreja católica e as seitas são acessorias e muito mais ainda fundamentais, nos mais variados matizes e situações, até em número de livros, pois cada protestante é uma igreja diferente da outra, mesmo dentro da seita a que pertence, sendo apenas muito unidos para criticarem a Igreja católica, mesmo assim, cada qual a seu modo.
    Os santos católicos, diferentemente, apesar se diferirem uns dos outros, no essencial se mantiveram unânimes; as diferenças se situaram nas questões secundarias, discutíveis, e nunca ao modo pessoal apresentaram um Mestre ao sabor pessoal, dos tempos e ocasiões, como ocorre nas seitas.

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