Da inveja oculta

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1 Comentários
Um sintoma terrível de inveja ou raiva oculta é você secretamente se incomodar com elogios verdadeiros a um terceiro.

Exemplo, se você ouvir "Como o João é gentil", sendo que o João não é um completo crápula notório, e se você sentir a vontade (mesmo que não faça) de dizer "Não!" é que tem um sentimentozinho, um viciozinho lá no fundo roendo. Pode até ser que só você saiba que o João é um canalha, neste caso é excusável. Mas se tecnicamente o João não é mau e você sente aquela vontadezinha de retrucar ou mitigar, do tipo, "nem tanto" ou "eu sou mais" ou "o meu amigo Paulo é mais", combata essas sementes de orgulho e inveja que estão lá feito batatinha de tiririca na sua alma. 

Temos de ter a capacidade de ouvirmos elogios sinceros à terceiros sem nos incomodarmos. Isso é uma bem-aventurança. O João é bom, e se for bom mesmo, complemente dizendo que ele é ótimo, excelente pessoa, bom amigo e pai zeloso. 

A virtude cardeal da Justiça é dar a cada um também o seu mérito.


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Um comentário:

  1. O invejoso é um descontente com a vontade de Deus!
    Porque foi doar tais qualidades a fulano: inteligência, sabedoria etc., seja o que for, ele não merece; bem que poderia ser eu, mas logo a ele?
    As conjunções adversativas sempre podem estar ocultando uma secreta inveja, no mais profundo do ser, enfatizando quando se a usa com intuito de diminuir injustamente as qualidades alheias devido ao ranço instigado pela inveja interior...
    Éla é uma das pragas que infestam as ideologias comunistas: inveja e cobiça dos bens alheios!
    Roger

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