Das destilarias às consciências

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3 Comentários
"Não é porque existem destilarias que as pessoas bebem uísque; é porque as pessoas bebem uísque que existem destilarias".

Ludwig Mises (apud Rodrigo Constantino)

Nota do Frei: É uma daquelas frases simples que todo confessor deve ter na ponta da língua, especialmente com seus "dirigidos" espiritualmente, para cortar na raiz qualquer tentativa de se justificar quanto ao mal. "Ah, eu fiz por causa da propaganda!'. Ai você responde que a pessoa olhou a propaganda. "Mas a mulher estava com um decote" e você responde que não se pode cortar fora os seios das mulheres, nem cobri-las se elas decidem se expor. Se teu olho te leva a pecar, arranque seu olho que é seu, não o out-door. Locais de pecado sempre existirão porque sempre existirão pecadores, mesmo que os cristãos não os frequentem ou consumam, haverá quem frequente ou consuma e onde o cristão que decidir pecar ache o que fazer.

Aliás, se em nome da temperança pública se acabar com as destilarias, virá um Al Capone para lucrar com uísque mais caro e ilegal... E a melhor maneira de acabar com o traficante é desestimular os consumidores. Onde houver consumidores, haverá mercado (e sem a falácia de descriminalização, ok?).  Mesmo que feche o prostíbulo, mesmo que ilumine o parque escuro usado de motel, enquanto houver fornicação, haverá onde se peque. Sem catequese... sem uma catequese forte comentada sobe os riscos do pecado, sobre os riscos eternos do pecado no fogo infernal... especialmente em algo que você não pode proibir mesmo que pudesse, já que ninguém tem controle do pensamento e corpo da pessoa... Ai que devemos fortalecer aquele guardião invisível da alma chamado consciência...

Muitas questões morais práticas. E tudo começou com o segundo austríaco mais amado do mundo (o primeiro é Mozart, antes que vocês pensem besteira...)


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3 comentários:

  1. O frei é austríaco?
    Não se trata de nenhuma pegadinha. Só queria mesmo saber se a escola austríaca é conciliável com a doutrina social da Igreja. Não me parece que seja...

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    1. Sou mineiro da antiga vila de São Gonçalo do Brejo das almas.

      Quanto à pergunta, vai um grande depende. Depende do que você chama de "escola austríaca" (eu prefiro a de música com Salieri). Há de fato críticas de Leão XIII ao liberalismo clássico (a época em que Mises era um adolescente), e recentemente o papa Francisco fez uma referência ao capitalismo na Evangelium, ainda que não tenha sido claro na referencia ao liberalismo clássico (na minha humilde opinião, foi um tanto confuso, como já expus no blog).

      Naquilo que é economia e moralmente neutro, depende de como se toma. Mas na internet tem circulados muito ataques ao liberalismo austríaco supostamente partindo de católicos. Li alguns, não gostei do que li. Parecem-me um tanto empobrecidos de conceitos econômicos (se vai atacar nesta seara, que a entenda) e há uma confusão com os conceitos morais.

      Enfim, não dê crédito a tudo que se lê por ai.

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  2. As ideologias atuais doutrinam sob um forte esquema de transferência de culpa a outros para se justificarem, e evidentemente, contaminam como uma peste virulenta o ambiente, logo, as pessoas são vitimadas pelo vírus, e daí, qualquer coisa lhes serve de salvaguarda, nunca por culpa própria; o erro está do lado de lá, e os políticos do PT são magníficos exemplares desse tipo de comportamento.
    De igual forma, os que vão se confessar e se preparam como um advogado para legislar em causa própria, atenuando as faltas, pior ainda ao omitir e outras similares em que, se analisar bem, talvez o confessor fosse o maior culpado que o penitente; assim, cuidem-se para não saírem piores do que entrarem, confissão inválida e + um grave pecado por cima do outro e ingenuamente admitirem que estão bem com a consciência...

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