Contra a linguagem enrolada

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1 Comentários
Isaiah Berlin - Uma retórica pretensiosa, uma obscuridade ou imprecisão deliberada ou compulsiva, uma arenga metafísica recheada de alusões irrelevantes ou desorientadoras a teorias científicas ou filosóficas (na melhor das hipóteses) mal compreendidas ou a nomes famosos, é um expediente antigo, mas no presente particularmente predominante, para ocultar a pobreza de pensamento ou a confusão, e às vezes perigosamente próximo da vigarice.

Karl Popper - É por razões deste teor que acho tão difícil discutir qualquer problema sério com o professor Habernas. Tenho certeza de que é perfeitamente sincero. Mas penso que não sabe como colocar as coisas de modo simples, claro e modesto, em vez de um modo impressionante. A maior parte do que diz parece-me trivial. O resto parece-me errado.

Karl Kraus - Professores de ciências humanas aprenderam com seus mentores franceses que há uma forma de escrever que sempre será considerada "profunda", contanto que ela seja (a) subversiva e (b) ininteligível. Enquanto um texto puder ser lido, de alguma forma, contra o status quo da cultura e da sociedade ocidentais, minando a sua pretensão de autoridade ou verdade, não importa que ele seja sem sentido. Pelo contrário, isso é apenas uma prova de que o seu argumento opera em um nível de profundidade que faz com que ele seja imune às críticas.



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Um comentário:

  1. Os deliberadamente imprecisos e confusos são no presente um tipo requisitadíssimo via comunistas, mercadoria preciosa para tentarem justificar o indefensável e se manterem imunes ás críticas; como que o dom de empregar o máximo de palavras e ideias complexas para expressarem o mínimo de pensamento, mesmo assim com intenção de desviar-se do foco, também para não serem entendidos corretamente e passarem-se por intelectuais.
    E ajudarem ainda mais na instalação do caos!

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