O papa versus o Formalismo

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Radio Vaticana, homilia de primeiro de abril (sem ironias) - "Eu penso em tantos cristãos, tantos católicos: sim , são católicos, mas sem entusiasmo, mesmo amargurados! 'Sim a vida é assim, mas a Igreja... Eu vou à Missa todos os domingos, mas é melhor não me misturar, eu tenho a fé para a minha saúde, não sinto a necessidade de dá-la a um outro...'Cada um em sua casa, tranquilos para a vida... Tu fazes qualquer coisa e depois chamam-te à atenção: 'Não é melhor assim, não arriscar...' É a doença da inércia, da inércia cristã. Esta atitude que é paralisante do zelo apostólico, que faz dos cristãos pessoas paradas, tranquilas, mas não no sentido bom da palavra: que não se preocupam de sair para dar o anúncio do Evangelho! Pessoas anestesiadas."

"Cristãos hipócritas, como estes. Apenas lhes interessavam as formalidades. Era sábado? Não, não se podem fazer milagres ao sábado, a graça de Deus não pode trabalhar ao sábado. Fecham a porta à graça de Deus! Temos tantos na Igreja. É um outro pecado. Em primeiro os que têm o pecado da inércia, não são capazes de andar em frente com o seu zelo apostólico, porque decidiram de pararem em si próprios, nas suas tristezas, nos seus ressentimentos. Estes não são capazes de levar a salvação porque fecham a porta à salvação."

Os cristãos têm, assim, a possibilidade de ajudarem os outros com duas palavras ditas com ternura e com amor evitando o caminho da inércia, do formalismo e da hipocrisia – afirmou o Papa Francisco – que afirmou serem elas curar e não pecar:

"As duas palavras cristãs: Queres curar-te? Não voltes a pecar. Mas antes cura-se. Primeiro cura-se e depois não voltes a pecar. Palavras ditas com ternura e com amor. E este é o caminho cristão, o caminho do zelo apostólico: aproximar-se a tantas pessoas, feridas neste hospital de campo e também muitas vezes feridas por tantos homens e mulheres da Igreja. É uma palavra de irmão e de irmã: queres curar-te? E depois quando continua em frente, Ah, não voltes a pecar, que não faz bem. É muito melhor isto: as duas palavras de Jesus são muita mais belas do que a atitude da inércia e da hipocrisia.

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Nota do Frei: E mais uma vez nosso amado pai, nosso Santo e legítimo papa Francisco, prega sobre os perigos das enchentes no Saara, sobre a anorexia para os obesos. Ah, em épocas de baguncismo litúrgico, de laxismo doutrinário, bem que eu queria um tiquinho desse formalismo que ele critica, assim como os obesos poderiam aproveitar um pouco a dieta louca dos anoréxicos.

Ah, Santo Padre! Por favor, dê nomes aos bois! Como Diógenes ando com uma lâmpada "Procuro um padre formalista em liturgia no Brasil!". A não ser que procuremos no linguajar CEB-TdL-marxista, ai veremos muitos hipócritas e formalistas em nosso clero, com seu formalismo dialético-marxista, reduzindo a História da Fé em lutas de classes! 

Eu por exemplo vivo ferido por homens e mulheres na Igreja. Como não esquecer dos padres vermelhos, estes homens que perseguem as vocações conservadoras, que querem transformar a Igreja numa excrescência do PT? Estes são os homens que o papa denuncia. Estes são os formalistas da doutrina morta da teologia da libertação, estes são os hipócritas que usam dinheiro da Campanha da Fraternidade para financiar turismo de convescotes de pastorais, estes são os que vivem na inércia de uma Igreja que não vai aos pobres, mas só fala de pobres! São estes prelados que fecham à porta à salvação, e fico muito feliz que o papa os denuncie!

Eu amo nosso papa. Com muita ternura e amor. Porque ele olha para mim, que sou ferido por pessoas na Igreja.

E quem já foi curado, não volte a pecar. 


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4 comentários:

  1. É a típica homilia latino-americana, caro Frei Clemente. Confusa e inócua, infelizmente.

    Além disso, o Papa Francisco está sendo repetitivo, como quem ataca sempre os mesmos inimigos. Lembra que ele na a exortação apostólica Evangelium Gaudium falou de uns que seguem o "neopelagianismo auto-referencial e prometeuco."?

    Ele escreveu:
    "A outra maneira é o neopelagianismo auto-referencial e prometeuco de quem, no fundo, só confia nas suas próprias forças e se sente superior aos outros por cumprir determinadas normas ou por ser irredutivelmente fiel a um certo estilo católico próprio do passado. É uma suposta segurança doutrinal ou disciplinar que dá lugar a um elitismo narcisista e autoritário, onde, em vez de evangelizar, se analisam e classificam os demais e, em vez de facilitar o acesso à graça, consomem-se as energias a controlar."

    Teve gente boa católica que desafiou esta expressão, Frei. Coloquei no meu blog. Veja lá:

    http://thyselfolord.blogspot.com.br/2013/12/e-se-eu-nao-gostar-do-papa-francisco-um.html

    Rezemos pelo Papa, para que reconheça melhor os inimigos da fé.

    Abraço,
    Pedro Erik

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    1. Pedro,

      O campo de joio e trigo existe em cada um de nós. O papa Francisco é metade gênio e metade tolo, como todos nós. Num dia ele nos comove com um profundo ensinamento, no outro dia faz trincar os dentes com um sermão infeliz e contraproducente, que praticamente ataca quem o ama.

      Gosto de pensar que assim também se sente Deus vendo nossos acertos e nossos erros. vendo a nossa figueira dando ora figos, ora espinhos.

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    2. Bonita imagem do joio e do trigo, frei. Você tem toda razão, claro.
      Vou tentar diminuir minha porção de joio.

      Abraço,
      Pedro Erik

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  2. FINANCIAR ENCONTROS "FRATERNAIS" DA CNBB, CEBs, CPTs...
    Nunca fui acostumado a outro tipo de exposição doutrinaria senão do estilo conciso, mais formal do beato João Paulo II, depois vem nosso saudoso emérito Bento XVI com um linguajar que se parece complicado, ambos provêm de línguas antigas declináveis, mas são a concisão sob forma de um texto de tão perfeito que, ao me deparar com esse tipo de linguagem do Papa Francisco, confundo-me, fico sem muitas condições de onde começar; é um estilo de se expor tão diferente dos antecessores...
    Ele lidaria anteriormente sempre nas periferias; outro modo de abordagem evangélica, coisas assim, podendo ser eu um sujeito nada eclético, mas bitolado noutros modelos mais formais...
    Apesar de tudo, adotarei uma frase do sr frei: Ah, Santo padre: por favor: dê nome aos bois!

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