A mulher de César não será canonizada, mas as canonizações devem ser como a mulher de César

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Canonizações desastradas, sem obediência a todo o processo, de santos controversos, ou por pura "querência" do pontífice reinante são comuns em toda história da Igreja. 

Clemente V, por exemplo, canonizou dois desafetos de Bonifácio VIII para "marcar posição".

Se quiserem relembrar uma outra freqüência do expectro, inclusive recente, a canonização de ("um grande santo" - *aguardando verificações*) também queimou a etapa do "advogado de Diabo", e olha que teve gente que conviveu com o ilustre que disse que o altar era a última coisa que tal homem merecia...

Mesmo semana retrasada, a canonização de Anchieta foi por poder pontifical, não havendo evidências de milagres como pede o processo.

Eu pessoalmente penso que os  processos de canonização devem ser como a mulher de César: não basta serem honestos, devem parecer honestos, cumprindo todas as formalidades. 

Mesmo que sejam legais sem as formalidades, ficam melhores com elas... 


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19 comentários:

  1. Caro Frei,

    Fiquei curioso com sua descrição de S. Escrivá. Você poderia ser mais claro? Você acha que S. Escrivá não merecia ser santo ou estar falando dos comunistas que o odeiam?

    ICXC NIKA.

    Abraço,
    Pedro Erik

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    1. A secretária dele foi dispensada como a "advogada do Diabo", o que ela falou dele no trato pessoal não parece de um santo. Simples assim.

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    2. É para isto que existe o "advogado do Diabo"

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    3. Eu, como professor, de vez em quando aparece um aluno (a) que me acusa de ser grosso, sem nenhuma razão (ou por ter tirado uma nota baixa) e sob protestos dos outros.

      Concordo sobre a importância do advogado do diabo, mas acho que você jogou veneno sobre S.Escrivá de forma desnecessária.

      Abraço,
      Pedro Erik

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    4. Ah, tenha certeza que na Glória ele não está dormindo na pia por minha causa :)

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    5. Por sua causa? Na Glória? Não. Nenhum santo.
      Nós é que deveríamos dormir na pia por nossos erros.

      Rezemos pelo grande Escrivá. Era um ser humano, de certo deveria ter pecados, mas Deus sabe o que os comunistas o atacaram e ainda atacam hoje em dia.

      Santidade no trabalho, santidade no blog.

      Grande abraço,meu amigo, Frei.
      Pedro Erik

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    6. Acho que desta vez o senhor pisou na bola feio. A senhora Carmen Tapia não era secretária dele. Era secretária regional na Venezuela. Há bastante diferença aí.

      São Josemaría Escrivá pode ter tido muitos defeitos, ele mesmo os admitia, mas acho que não houve santos sem defeitos.

      E em setembro deste ano o sucessor dele Dom Alvaro del Portillo será beatificado.

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    7. OK, que seja. Registrado. Veja que escrevi apenas "secretária", não secretária particular.

      Mas eis ai a demonstração cabal que não se deveria pular etapas. Todos os processos têm o advogado do Diabo, cujo testemunho é ouvido e registrado. Afinal, mesmo que supostamente o canonizado tenha tido um comportamento ruim, ora bolas, presume-se que a santidade de vida é arrepender-se, confessar-se e seguir adiante. Mas o fato de não terem anexado esta etapa do processo sempre lançou esta sombra de suspeita, e para sempre vão dizer "é, mas porque não ouviram a secretária?"

      Aprendi - a duras penas - que nós devemos seguir as formalidades para nos preservar.

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    8. Caro Frei Rojão.

      A própria Carmen Tapia, no ano anterior a canonização de São Josemaría Escrivá, se retratou e explicou pontos do seu livro: http://dimarzio.info/it/articoli/chiesa-cattolica/75-persone-e-gruppi-riconosciuti/opus-dei/182-dichiarazione-di-maria-del-carmen-tapia.html

      Mais, a figura do Advogado do Diabo foi suprimida pelo Papa João Paulo II em 1983. O processo de Monsenhor Josemaría Escrivá começou em 1981 mas só foi concluído em 1986 quando esta figura já não mais estava em vigor.

      Que os membros do Opus Dei se mexerem para canonizar São Josemaría o mais rápido possível isto é fato, que pode ter havido atropelamentos no processo também é fato, que há ainda passagens históricas da vida dele não conhecidas idem.

      No entanto acho que foi um péssimo exemplo para o texto.

      Curioso que um amigo meu que também lê este blog achava que o Frei Rojão era um membro do Opus Dei escrevendo sob um pseudônimo.

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    9. Bem, já fui chamado de franciscano, depois de jesuíta, agora de (super)numerário do Opus Dei. Significa que estou melhorando, ehehehhe

      Quanto à abolição da figura do advogado do Diabo, acredito de boa fé que não tenha sido abolido. De qualquer forma, enviei uma consulta a homens mais doutos que eu. Se for verdade, hei de corrigir o texto.,

      Meu caro, será que me redimi com vocês?

      http://freirojao.blogspot.com.br/2014/04/o-cristao-saberia-defender-acima-de.html

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  2. Tem havido na net vários questionamentos acerca de elevação aos altares de papas, mesmo o agora S José de Anchieta que foram bons servos de Deus, mas teriam tido certas limitações, o que os impossibilitaria serem exemplos tidos como perfeitos modelares de virtudes sob todos os ângulos, como o conhecido papa S Pio X, por exemplo.
    Parece que alguns teólogos gostariam que se seguissem os trâmites anteriores, sem dispensa do "advogado do diabo", comprovação de 2 milagres; ainda que estivessem corretas para que não gerassem dúvidas do ato de canonização..

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    1. Esta é minha posição, Roger, num mundo convulsionado, tanto o pontífice quanto o santo preservariam sua memória com os trâmites todos seguidos

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    2. A minha opinião é claríssima: Ainda que não sejam obrigatórios para a validade da canonização, os trâmites de todos os processos de canonização deveriam ser seguidos de maneira rígida, sem desvios, e conduzidos de maneira impecável pelo bem da Igreja e fortalecimento da devoção dos fiéis e união ao pontífice

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    3. Sem dúvida, concordo com posição do sr. frei no tocante ao assunto; prevalece o poder das chaves: "E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus". Mt 16,19 e 18,18.

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  3. Concordo com sua opinião Frei Rojão.

    Sou contra essas canonizações relâmpagos e duvidosas de papas. Agora, parece, basta se tornar chefe da Igreja, significa santidade.
    Não creio que todos os papas se tornem santos, penso que não era assim em tempos anteriores do cristianismo.
    Ser papa vira ambição, orgulho, objetivo de carreira. Pra mim não é isso que deve representar um papa, antes de tudo deve ser referência de humildade, serviço à Igreja e amor a Deus.
    Não me agrada de como tem agido a Igreja a respeito da canonização de papas.
    Espero que isto venha realmente da vontade de Deus.

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  4. Em relação a canonização dos papas recentes, acho que ninguém vai ter muita pressa quanto ao grande Bento XVI... lamentável.

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  5. E a verificação?

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