Política Eclesiástica para Conservadores - Capítulo IX

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Parte II

Principados e Potestades (continuação)



Leiam os textos anteriores:

Capítulo VI - Parte II
Capítulo VII  - Parte II
Capítulo VIII - Parte II 




Capítulo IX
Vosso nome é Legião

Nosso Senhor Jesus Cristo disse que se o sal perdesse o gosto, serviria apenas como esterco. Estas palavras, como todas as de Jesus, são de uma profundidade extrema. Não há doutrina melhor para um fiel que ler os quatro evangelhos, não há doutor melhor que o Verbo. É Cristo o Sol do qual todos os santos refletem o brilho. É a doutrina de Cristo o mais excelente de todos os ensinamentos em toda História.


E se o sal perder o gosto? Digo para vocês, hoje em dia o sal perde o gosto, e vira até açúcar, seu oposto.


O profeta Isaías com propriedade já falou sobre este cúmulo da maldade: Que se poderia fazer por minha vinha, que eu não tenha feito? Por que, quando eu esperava vê-la produzir uvas, só deu vinagre?  Ai daqueles que ao mal chamam bem, e ao bem, mal, que mudam as trevas em luz e a luz em trevas, que tornam doce o que é amargo, e amargo o que é doce! (Is 5,5.20).


Cristo, e antes dele seu servo Isaías, falaram da perversão do propósito das coisas. A perversidade maior chama-se Mal. O que é o Mal? O Mal é o oposto do Bem nos princípios, mas não é algo real como o Bem. O Mal perverte o sentido do bem, modificando o propósito do Bem. O Mal não tem existência, mas é uma operação de subtração de um bem intrínseco. Anjos são bons, anjos transtornados em Inimizade com Deus são demônios. Desejo é bom, mas o desejo desenfreado ou pelas coisas erradas é pecado. Paixões são boas, impelem o homem na sua psique, mas as paixões podem se dirigir a temas imorais, daí tornam-se más. A Criação é boa, mas foi corrompida pelo Mal e ela está com um bem reduzido.


Há uma perversão nas instituições humanas chamado aparelhamento. O aparelhamento está para as instituições como um Mal, como uma subtração de seu fim bom. Hoje em dia os grandes mestres do aparelhamento são as esquerdas.


A esquerda se infiltra em todas as instituições humanas e as aparelham, colocando seus quadros em posições-chave para que a instituição não mais cumpra seu fim, mas o fim do partido, o Moderno Príncipe, nas palavras de Antônio Gramsci, o grande e mais bem sucedido teórico comunista que defendeu a mudança cultural tão gradual que o socialismo seria obtido sem uma revolução cruente, mas gradual. A era que vivemos é a era do absoluto sucesso do gramscianismo em detrimento do tradicional leninismo de tomada armada do poder.


Em certo sentido, com seu viés anticristão, a esquerda não deixa de ser o aparelhamento político de demônios e de Satanás. Não pensem que o aparelhamento é apanágio de Gramsci apenas, faz parte da estratégia esquerdista mais primitiva. Após a Revolução de Fevereiro russa, que depôs o czar, o governo provisório de Petrogrado era dividido entre o governo provisório republicano e os sovietes de trabalhadores. Lênin forcejou para aparelhar os sovietes com seus bolcheviques. Antes do golpe de estado bolchevique de outubro contra a República russa de Kerensky, o mote bolchevique era “todo poder aos sovietes”, porque o soviete estava aparelhado por ele! Após o golpe, os sovietes, aparelhados, ratificaram a tomada de poder leninista. E logicamente eles sumiram na importância governamental nas mãos do partido bolchevique. Uma vez usada, a instituição aparelhada é abandonada, como aquela joaninha que serviu de comida à larva da vespa parasita.


Sendo assim, um sindicato, aparelhado, não defende mais os interesses de seus membros, mas o do Partido esquerdista que o comanda. Os sindicatos são exemplos clássicos. Da mesma maneira Centro Acadêmicos. E a UNE, então? Mas o aparelhamento é total. Seu nome é legião. A última década foi marcada pelo sucessivo, bem-sucedido, contínuo e initerrupto aparelhamento do governo federal pelo PT, bem como o Ministério Público, Polícia Federal, Supremo Tribunal Federal, Itamaraty e – ouso dizer – quiçá Forças Armadas. Tudo, tudo, tudo eles tentaram aparelhar, tudo tentaram fazer parte do Partido-Estado. São como a Legião de Demônios que dominou o pobre dos gerasenos.


Esta infiltração se deu na Igreja também. Recordando um pouco de História, o PT surgiu também nas sacristias católicas, gerado na época do governo militar, uma época tola em que um governo tecnocrata abandonou a luta cultural e deixou a esquerda livre para plantar a hegemonia que nos escraviza. Evento histórico semelhante ocorreu no início dos anos trinta, lutar contra o nazismo era ser pelo comunismo. Ai veio o pacto Molotov-Ribentropp e os comunistas ficaram com a cara no chão. Mas no Brasil poucos a época souberam da aliança entre os militares e um militante sindical com codinome de “Barba” via Romeu Tuma Pai. O pacto Geisel-Lula não foi, contudo, sabido à época.


Infelizmente na esteira da Teologia da Libertação, na época inclusive apoiada por João Paulo II, um santo papa que derrotava o comunismo na Europa, mas não percebeu que plantava esta desgraça na América Latina, muitos padres tornaram-se mais ativistas, e é natural que um sacerdote lute pelas liberdades civis numa ditadura. Infelizmente -  como repito esta palavra! – ser contra a ditadura tornou-se o monopólio moral da esquerda. O clero foi arrastado na voragem, tendo a TdL como embasamento teórico.


Podem falar o que quiser, mas o povo da Teologia da Libertação sabe e soube jogar muito bem o jogo de psicologia e política eclesial. Muito, muito bem. Bem diferentemente dos rad-trad. Não é a toa que hoje em dia você pode falar os piores horrores marxistas e anexos heréticos pelagianos/arianistas debaixo do nariz dos bispos e está tudo bem... Mas fale algo mais conservador que você é cassado impiedosamente como cismático lefrebista e jogado de escanteio, mesmo que no meu velho livrinho de teologia esteja escrito que heresia é mais grave que cisma. É muito triste. Muito, muito triste e lamento pelas vocações perdidas com isto. Eis o joio crescendo no meio do trigo. Os conservadores precisam aprender a jogar melhor.


Vejo dois grupos igualmente perigosos no debate católico hoje: Os que dizem que tudo vai irremediavelmente mal, num comportamento perigosamente sectarista. Os que afirmam, com ou sem sinceridade, que tudo vai bem e que dizer o contrário é deslealdade. Como sei que a verdade é que há joio e trigo no campo, digo que há coisas boas e más, uns pontos vão bem, outros vão mal. E apanho dos dois lados. Invariavelmente a se falar de qualquer grupo – Qualquer um que seja - sempre se houve a réplica: “É, mas tem gente boa lá também”. Certamente que há. Neste mundo marcado pelo pecado, nem o Mal tem a vitória absoluta, nem o Bem. Tal é o efeito do pecado, a Criação está capenga, nem tem todo Bem a que foi destinada, nem o Mal é capaz de triunfar ante o Bem original.


A geração TdL formada nesta época do regime militar viu o PT sendo formado, chocando o ovo da serpente. Infelizmente esta geração envelheceu e tornaram-se os líderes da Igreja, veneráveis bispos e cardeais, carregando um evangelho politizado e pouco espiritual. E de tal forma estão envelhecidos e cercados de entablishment que deram de ombros às condenações da TdL por João Paulo II e o então cardeal Ratzinger. Não se ensina truques novos a burros velhos. Flertam de maneira tão perigosa com o esquerdismo que se levarmos a ferro e fogo às excomunhões antigas aos que professam o comunismo, temos que considerar a apavorante possibilidade que muitos bispos estão excomungados e que cardeais eleitores dos últimos papas também. Como disse Isaías, citado pelo próprio Senhor: “Este povo me serve com os lábios, mas seu coração está longe de mim”. O pior é que esta mesma geração foi perseguidora implacável dos conservadores, especialmente de suas vocações. São falsos profetas, e falso profeta é aquele que quer transformar teologia em sub-sociologia, esta madrassa de marxistas. Estes são os falsos profetas, que se dizem falar em nome de Deus, mas falam em nome de Baal de Moscou, do Moloc de Havana, da Azerá do Foro de São Paulo. Que tenham parte com Satanás e seus anjos!


Chegamos num ponto delicado que é a CNBB. As Conferências Nacionais de Bispos (CN) são órgãos administrativos da Igreja visível enquanto instituição humana. Elas estão previstas no atual Código de Direito Canônico (CDC) artigos de 477 ao 459. Reparem que usei “orgão administrativo”. As CN não são diferentes de um conselho de condôminos de um prédio. As CN não são diferentes de um zelador. As CNs não são diferentes dos subprefeitos das grandes cidades. A estrutura hierarquica sobrenatural da Igreja se define pelo sacramento da ordem, bispos, presbíteros e – em menor grau, diáconos. A Igreja é uma coleção de dioceses e as dioceses tem suas paróquias, dioceses e paróquias são o território de pastoreio dos bispos e presbíteros, e quem tem responsabilidade tem autoridade. Observem que “comunidades” e CEBs (Comunidades eclesiais de base) não tem existência sobrenatural na Igreja.


Dentre as dioceses, goza de prerrogativa a do sucessor de Pedro, o bispo de Roma que é o papa. O fiel deve obediência hierárquica ao seu bispo e ao papa, o maior dos bispos, mas ainda bispo, assim como Pedro era o chefe dos apóstolos, mas ainda apóstolo como os outros onze. Papas são bispos, cardeais são bispos, arcebispos são bispos. É do sacramento da ordem em grau episcopal que vem a autoridade, o poder de “compelir sobrenaturalmente”, o poder de ministrar todos os sacramentos e o poder de ligar e desligar na estrutura da diocese. Não vou entrar no extenso tema dos graus dos cardeais, metropolitas, patriarcas, primazes, prefeitos de congregações, núncios e outros cargos da cúria romana nem do status do bispo de Roma. Fica para o leitor apenas este ensinamento certo, a autoridade do bispo que vem na sucessão apostólica é a base de todo poder sobrenatural de comando na Igreja. Ser bispo é a base de tudo.


A Conferência episcopal, instituição permanente, é o agrupamen­to dos Bispos de uma nação ou determinado território, que exercem em conjunto certas funções pastorais a favor dos fiéis do seu território, a fim de promoverem o maior bem que a Igreja oferece aos homens, sobretudo por formas e métodos de apostolado convenientemente ajustados às circunstâncias do tempo e do lugar, nos termos do direito. – CDC 477


Um agrupamento de deputados faz o Poder Legislativo? Não. Um agrupamento de Diretores de uma empresa faz seu conselho? Também não. Um agrupamento de juízes faz o Judiciário? Não.  Da mesma maneira, uma conferência nacional de bispos não tem poder de bispos. Mesmo um sínodo de bispos não tem poder de bispos. O poder apostólico dos bispos não é repassado a uma CN. Uma CN é uma abstração, enquanto um bispo é um homem em concreto. É um agrupamento como diz o CDC.


A questão é que é difícil a Santa Sé, como estrutura administrativa, conversar com as centenas de bispos do mundo individualmente (as visitas ad limina dos bispos ao papa são uma lembrança periódica da unidade dos bispos com o bispo de Roma). Portanto as CNs vem a calhar, a Santa Sé fala às CNs, as CNs repercutem aos bispos locais em sua língua e no seu fuso horário. E as CNs “recolhem” os interesses locais dos bispos e levam à Santa Sé e conversam com os governos locais, que não falariam com todos os bispos. As CNs não tem poder dos bispos. As CNs não podem compelir os bispos à ação. Mas as CNs acabam sendo os “porta-vozes“ nacionais da Igreja católica. O CDC dá também poder normativo às CNs. Cito aqui um lista não-extensiva de normas que compete às CNs, o leitor pode encontrar mais no código: Determinar normas para os candidatos ao diaconato (236), formação de sacerdotes (242), trajes eclesiásticos (284), associações públicas de fiéis nacionais (312), eleição de representantes para os Sínodos dos bispos (346), colégio dos cônegos diocesanos (495), livros paroquiais (535), estatutos do catecumenato (788), obras pelas missões (792), educação católica (804), aprovação de edições ecumênicas das escrituras (825), participação de religiosos em meios de comunicação (831), participação de não-católicos em sacramentos “in extremis” (844), celebração batismal (851, 854, 877, etc), celebração do crisma e confissão (895, 964, etc), matrimônio e ordenação (1062, 1031,1120,1126, etc), santuários nacionais (1231). Paro aqui, leitor, senão o texto fica muito longo. O que desejo que seja observado é quem são funções administrativas, não doutrinárias. É a CN quem dá a “forma e métodos de apostolado convenientemente ajustados às circunstâncias do tempo e do lugar” citando literalmente o Código.


Uma das mais importantes funções da CN ainda, é ser ela quem fornece à Santa Sé os padres passíveis de se tornarem bispos (377). E se querem dar um pouco de risada pensando em nossas PUCs, é função da CN e dos bispos vigiar para que as Universidades católicas adiram à doutrina (810)... Sim, podem rir, leitores, riam que faz bem...


Chegamos ao busílis. Como estrutura administrativa da Igreja, a CNBB foi aparelhada pela esquerda. Primeiro, porque há bispos de esquerda (animus meminisse horret!!!). Segundo, porque sendo um órgão, a CNBB tem funcionários leigos que devem lealdade a partidos políticos. É unir a fome à vontade de comer.


Sendo assim, a CNBB, aparelhada, acaba guinando a Igreja católica à esquerda (animus meminisse horret!!! - Versão 2). E dado a preguiça natural dos bispos e sua atenção aos problemas diocesanos, ela usurpa o múnus de ensinar dos bispos. Daí vem todas as distorções de ensinamento que vemos, por exemplo, nas traduções erradas do missal e das Campanhas da Fraternidade filo-marxistas. E como é a CN que fornece à Santa Sé os possíveis candidatos ao episcopado, temos um círculo vicioso de maus bispos escolhendo maus padres para a nova geração de maus bispos. Portanto um padre que denuncie sua CN tenha certeza que renunciará a toda chance do episcopado. Na teoria, nem haveria porque um padre denunciar ao agrupamento de seus bispos, mas eis os efeitos diabólicos do aparelhamento, que corrompe a função da Conferência Nacional.


Portanto é errado, erradíssimo, que um fiel use a CNBB como fonte de autoridade religiosa e vista nela uma mitra. O problema é que os próprios bispos acabam vendo na CNBB uma fonte de autoridade e acatam o que ela diz. Isso é particularmente agravado porque “Lex orandi lex credendi”, a função de determinação litúrgica local da CN acaba influenciando sobrenaturalmente em uma certa autoridade de doutrina. Não adianta brigar com esta verdade verificada já nos primórdios da Igreja, crê-se como se ora, o missal tem muito poder sobre o catecismo. Quem dá normas para celebrar sacramentos, que é ponto de doutrina, acaba tendo certo poder na forma como a doutrina é apresentada. Missas lixo, fé lixo. Casamentos lixo, fé lixo. Batismo lixo, fé lixo. Lixo entra, lixo sai.


O cachimbo entorta a boca, e todos se acostumaram desde os bispos aos leigos, a verem na CNBB – aparelhada pela esquerda – uma fonte de autoridade sobrenatural e a representante da Igreja católica no Brasil. Ai é muito fácil algum “assessor” da CNBB falar bobagem “pela CNBB”, sem contar os livros de musicas e folhetos de missa que só faltam ser ilustrados com um logo do MST ou um símbolo maçônico.


É preciso que os leigos sejam corajosos de darem de ombros à CNBB no que ela ensina de errado e fora das funções dadas pelo direito canônico. E é preciso que os bons bispos sejam mais corajosos ainda de retomarem o controle da CNBB, que existe para servi-los, não para comandá-los. A crise na Igreja é uma crise de bispos. São os bispos que tem em mãos o poder supremo sobrenatural e a administração central da Igreja local. Milhões de católicos leigos estão prontos para trabalhar em temas sociais e políticos. Bastava que os bons bispos se levantassem para orientá-los, não os entregar nas mãos dos lobos vorazes que usam a CNBB mais para destruir a Igreja e usá-la como um anel nas mãos do moderno príncipe, o Partido, nas palavras de Gramsci. Não muito diferente do cesaropapismo que os Imperadores bizantinos e Czares faziam com os metropolitas de Constantinopla e Moscou, ou mesmo o rei inglês com o arcebispo anglicano de Canterbury.


A CNBB não é a cabeça de uma Igreja católica brasileira, mas sim um órgão administrativo a serviço dos bispos da Igreja católica romana no Brasil. Que o leitor saia deste texto com esta firme verdade do Código de Direito Canônico e a propague.  


Qual o remédio? Voltemos ao Êxodo, quando Deus libertou Israel da escravidão do Egito: Aquela geração viu prodígios como nenhuma outra, ainda assim abandonava a Deus e retornava à idolatria egípcia. Finalmente, às vésperas de entrarem em Canaã, a paciência do Altíssimo se esgotou. Nenhum daqueles homens que havia visto os prodígios de Deus e ainda assim duvidado dele entrariam em Canaã. Nem Moisés! Apenas Josué e Caleb. Voltou Israel para o deserto, não entrou em Canãa. Quarenta anos se passaram até que a aquela geração ímpia e pervertida morresse no deserto.


Infelizmente temos que esperar a renovação natural do clero. Esta geração envelhecida da Teologia da Libertação é cabeça dura, como os hebreus que Deus libertou do Egito. Ainda adoram o bezerro de ouro comunista.


Hoje em dia muitos exegetas e historiadores se perguntam como é impressionante como a geração israelita que viu as dez pragas do Egito, a abertura do Mar Vermelho, a manifestação de Deus no fogo e som no Monte Sinai, o milagre diário do maná pôde ter sido tão cabeça dura de reclamar de Deus, propor rebelião, negar o benefício da terra prometida, adorar um bezerro de ouro, desprezar o pão do céu, tentar voltar para o Egito...


Não é nada diferente da ala vermelha da Igreja católica! Esta geração também viu diversos prodígios: Viu a Redemocratização do Brasil, viu o Plano Real. Viu a queda do muro de Berlim, viu o massacre da praça da Paz Celestial, viu o fuzilamento de Ceaucescu, viu o Davi polonês ferindo de morte o Golias do comunismo,  viu a queda da União Soviética nas mãos dos próprios russos, viu os arquivos da KGB se abrindo revelando seus horrores, viu a revelação do holodomor ucraniano e a grande fome chinesa, viu o massacre do Khmer Vermelho, viu os crimes da Coréia do Norte, viu a Guerra Civil na Ex-Iugoslávia. Viu os anos Lula e Dilma, viu o mensalão, viu a corrupção diária em cada novo escândalo, viu o terrorismo do MST, viu a perseguição do sindicalismo gay, viu a máfia de expropriação de falsos quilombolas, viu bispos apanhando de movimentos feministas, viu Césare Battisti, viu o banho de sangue das Farcs, viu o Chavismo, viu a guerra civil venezuelana, viu a crise argentina, enfim... Esta geração viu todo o horror do comunismo e ainda deseja o comunismo!


Assim como os hebreus libertados da escravidão do Egito desejavam voltar para a escravidão do Egito.


O destino de tal geração será a mesma destes hebreus rebeldes e tolos, morrer no deserto. No deserto da falta de Deus, no deserto de uma Igreja esvaziada pelos evangélicos, no deserto da aridez espiritual, no deserto das deformações litúrgicas, no deserto da traição de seus aliados políticos, no deserto da irrelevância histórica, no deserto da perseguição do Estado supostamente laico. Enquanto estes bispos vermelhos não descansarem em seus túmulos com suas almas atormentadas nas chamas infernais, a ira de Deus não vai ser saciada. O tempo de Deus é paciente, mil dias para ele é como mil anos, um a um estes bispos vermelhos estão morrendo como a geração da revolta de Meribá no deserto.


Portanto, assim como Josué e Caleb leais tentaram chamar o povo à razão para que confiassem nas promessas do Altíssimo, assim devemos ser nós: ou os conservadores se tornam cada vez mais assertivos na denúncia das aberrações morais praticadas pela esquerda dentro da Igreja, ou então teremos que acompanhar nosso fim, como a vinha do Senhor que só deu uvas amargas condenada pelas próprias mãos de Deus, como a figueira amaldiçoada por não ter dado fruto.


Deus é fiel, Josué e Caleb foram mantidos vivos por Deus com uma longevidade excepcional para verem Canãa e seus filhos, netos e bisnetos livres e seguros. Assim seremos nós premiados por Deus por nossa fidelidade. Os conservadores darão cento por um de fruto, veremos uma Igreja renovada e santa num Brasil livre, próspero e democrático. 



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5 comentários:

  1. Parabéns! Espetacular,verdadeiro e realmente o que mais precisamos para combater a corja de lobos em pele de cordeiros.

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  2. ARRISCADO SERIA DIZER QUE O MUNDO NÃO ESTEJA INFESTADO DESDE OS SÉCULOS XIX E XX POR ADICIONAIS LEGIÕES INFERNAIS!
    Umas das provas disso seria o post acima numa linguagem inusitada, assim como dos que compartilham do mesmo contundente método em nosso meio, para esse tempo em que percebemos a proliferação dos relativismo de forma sutil - totalmente fora do contexto da maioria dos ensinamentos homiléticos insossos, sob lindas aparências de uma doutrina acessível a todos e "de muito respeito, sem constrangimentos ou sem ferir a sensibilidade de quem quer que seja", gerando um quase outro Evangelho, o versão "light".
    Relembro aqui a "biblia" edição gay em que a sodomia é aprovada por um certo deus, quem sabe seria Thor, Baal, Astaroth ou outro - e as boas obras ao inverso, e que justificaria merecer a dura repreensão de S Paulo expressada em: "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema. Gl 1: 8-9.
    Que país seria esse em que vivemos se as homilias dominicais e outros adaptados ao contexto do dia tivessem o teor com que se expressou nesse post, senão um verdadeiro guia anti relativismo? O Brasil seria outro e influenciaria beneficamente ao derredor, como no caso da varrida pela praga de gafanhotos Venezuela, impedindo de o banho de sangue lá persistir, de forma que todos que colaboram com o mal compartilham do sangue desses oprimidos e assassinados nessa guerra civil, a Siria versão latina. como o PT e os seus eleitores.
    Aliás, se vc votou no PT, considere-se compartilhando dos muitos assassinatos na Venezuela, doutras tramas dessas pestes mortais e penitencie-se!
    Completando o enunciado do comentario incidindo na maioria da relativizada população pós cristã por déficit de verdadeiros evangelizadores:
    No ano de 1864 serão desencadeados do inferno, Lúcifer com um grande número de demônios: eles abolirão a fé pouco a pouco, mesmo nas pessoas consagradas a Deus. Cegá-las-ão de tal forma que, salvo por graça particular, estas pessoas tomarão o espírito destes anjos maus. Muitas casas religiosas perderão completamente a fé e perder-se-ão muitas almas. Os livros maus abundarão na terra e os espíritos das trevas espalharão por toda a parte um relaxamento universal por tudo que seja serviço de Deus e terão um grandíssimo poder sobre a natureza. Haverá Igrejas dedicadas ao culto destes espíritos. Certas pessoas serão transportadas de um a outro lugar por estes espíritos maus e até sacerdotes, porque eles não serão conduzidos pelo bom espírito do Evangelho, que é um espírito de humildade, de caridade e de zelo pela glória de Deus.
    As consequências estão aí: a verdadeira fé desprezada, crescimento desordenado de seitas, varias nações sob o tacão marxista e os castigos cada vez mais intensos, o previsto: "porque o coração deste povo se endureceu: taparam os seus ouvidos e fecharam os seus olhos, para que seus olhos não vejam e seus ouvidos não ouçam, nem seu coração compreenda; para que não se convertam e eu os sare Is 6,9s e Mt 13, 15.

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  3. Frei Clemente Rojão, de fato, isto é ortodoxia católica sem frescura. Estou aprendendo muito com o Senhor.

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  4. Jorge de Arimateia12 de março de 2014 00:05

    Frei Clemente Rojão, o Sr. é um portento de análise lúcida, e domina com excelência a Língua Portuguesa !
    Descobri o seu blogue, por mero acaso. Mas, desde então, sou um leitor fiel dos seus abalizados artigos. Que o Espírito Santo o ilumine, para que continuemos a aprender !
    Paz e Bem, ao estilo de São Francisco !
    Jorge - Portugal

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