O mundo está Putin com o Vladimir

/
4 Comentários
Veja - Para Evert Vedung, especialista em União Europeia e professor emérito de ciência política da Universidade de Uppsala, na Suécia, a Ucrânia está numa encruzilhada e o povo ucraniano é refém da Rússia. “Para Putin [Vladimir Putin, presidente da Rússia] a Ucrânia significa muito. O país foi a joia da coroa do império soviético e, anteriormente, ajudou a consolidar o império russo. Imagine lugares paradisíacos como a Criméia e cidades poderosas como Kiev. A Rússia não quer abrir mão disso”.
Vedung refere-se ao Rus de Kiev, reino do século XIII com sede na capital ucraniana e que se estendia desde os Cárpatos até o rio Volga, ao leste de Moscou. Por muito tempo, o reino foi a população eslava dominante no leste europeu e, posteriormente, formou a atual Ucrânia, a Bielo-Rússia e a própria Rússia. Para ressaltar a importância da Ucrânia para a Rússia, o historiador britânico Tony Judt relembra em seu livro Pós-Guerra, Uma História da Europa desde 1945, que “tanto Nikita Kruschev quanto Leonid Brejnev [ambos ex-presidentes da URSS] eram russos nascido cujas origens estavam no leste da Ucrânia — sendo que Kruschev voltou para lá na década de 1930 como primeiro-secretário do Partido Comunista da Ucrânia”. (...)
A ascensão da Rússia preocupa a União Europeia, explica a pesquisadora grega Elena Lazarou, coordenadora do Centro de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas. “Depois de um período de hibernação após o fim do comunismo que estilhaçou a URSS, a Rússia está voltando a incomodar a Europa”, diz a pesquisadora.
Com históricas tendências imperialistas, a Rússia tem um projeto geopolítico ousado – construir a chamada União Eurasiana para competir com a União Europeia. “O objetivo final de ambos é o mesmo – a formação de uma zona de livre comércio que se estende de Dublin a Vladivostok. A única diferença real é que, devido ao seu tamanho, a União Eurasiana será capaz de negociar um acordo com a União Europeia em termos que são muito mais vantajosos do que os Estados individuais poderiam extrair”, escreveu Nicolai Petro, professor visitante de ciência política da Universidade de Rhode Island em Kiev, em artigo publicado no New York Times. Petro prossegue afirmando que os críticos da União Eurasiana, por seu tamanho territorial e poder, temem que “cedo ou tarde, ela vá se transformar em uma nova encarnação da URSS”.


Explica bem a sucessão russa...



Você também pode gostar

4 comentários:

  1. O QUE HÁ DE TENEBROSO EM MEIO AOS PROTESTANTES E "ORTODOXOS"...
    Seria o Putin ortodoxo por fora e vermelho por dentro?
    Deveriam os segundos, a partir do próprio nome, serem um celeiro de muito cristianismo - ensinando até à Igreja católica o que é ortodoxia cristã - mas na prática vemos ao contrario, a começarem de, Cirilo I, chefe da Igreja Ortodoxa Russa ser ex agente da KGB, amigo pessoal de Putin, frisando que o comunismo surgiu nesse ambiente "muy cristão", ao que parece ainda perdura, bastando ver o esforço que a "ortodoxa" Russia faz para se impor sobre as outras nações, não só a Ucrania, ao estilo dos EUA.
    Nunca se viu falar em santo algum dessas facções cristãs; aliás, são subdivididas em grupos que não comungam bem entre si - o relativismo campeia - e em nosso meio podemos vislumbrar pelos idem protestantes e seus "bons frutos" de cãoversão, bastando para tal conhecer pessoas que lidam com esses como são "sérios e de confiabilidade", e sabem de como apreciam se justificarem ao se enfiarem em casos nebulosos sob a capa de "evangélicos"; mesmo as bancadas nas Câmara e Senado que praticamente se enfiam nas mesmas tretas dos outros "pecadores e mundanos" com os quais não apreciam se comparar, sugerindo serem a mesma face deles, sempre se comportando como refinados fariseus.
    De Putin e de uns Obama da vida tudo se pode esperar, assim como dos que se aliam a eles, como os similares da banda vermelha de nosso STF - melhor, dos eleitores do PT.
    Leva jeito que Putin seria ortodoxo por fora e vermelho por dentro...

    ResponderExcluir
  2. A URSS caiu, o Concílio foi uma bênção e a Missa Nova é melhor que a antiga. E Francisco é Papa, claro.

    ResponderExcluir
  3. Que bom que vc admitiu!!!

    ResponderExcluir
  4. O próximo passo é admitir que o matrimônio não é indissolúvel. Estou me esforçando, com a ajuda dos amigos conservadores logo chego lá.

    ResponderExcluir

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.