Memento homo, quia pulvis es...

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Quarta-feira de cinzas... O dia universal da humildade...

Ah, se as pessoas pensassem cinco minutos só na hora de sua morte, já seriam bem melhores! Mas não! Hoje em dia aquela grande verdade: "LEMBRA-TE HOMEM QUE ÉS PÓ E AO PÓ VOLTARÁS" é negada de todas as maneiras. E não há verdade mais cristalina e evidente.

Nós morreremos. Não adianta cultuar o corpo. Não adianta temer pela saúde. Quem sabe prolonguemos mais cinco, dez, quinze anos a morte inevitável que nos acompanhará por séculos e milênios. Morreremos como morreram nossos pais, nossa face e nosso corpo vão se desfazer em líquidos fétidos, gases voláteis, humus de minhoca, ossos secos num tumulo escuro...

Monasterboice, Irlanda
De que valeu o que fizemos, ó vaidade das vaidades? "Morrem os sábios e os ricos igualmente, morrem os loucos e também os insensatos e deixam tudo o que possuem aos estranhos..." (Sl 48)

Morrerá a bela top-model desejada...
Morrerá o arrogante tirano temido...
Morrerá o seguro milionário invejado...
Morrerá o eloquente político enriquecido...
Morrerá o brilhante professor citado...
Morrerá o pobre mendigo esquecido...
Morrerá o santo monge penitente...

Mas o mesmo salmista profetiza: "Deus porém me salvará das mãos da morte e junto a si me tomará em suas mãos..."


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2 comentários:

  1. No corpo da sua carne, pela morte, para perante ele vos apresentar santos, irrepreensíveis e inculpáveis, Cl 1:22
    Nesse tempo quaresmal refletimos em particular a chegada da morte, ainda que tarde, mas inevitavelmente virá, convidando-nos nessa vida desde já a nos prepararmos para esse futuro, tempo atual que jamais poderá ser dispensado em cuidar primordialmente vivendo o "correr atrás" dos bens desse mundo, relegando a um plano inferior os fundamentos da fé, como vemos tanta gente construindo tantas mansões e exibindo tantos bens, mais se parecendo que ficarão aqui pela eternidade.
    Seria bom olhar para as "beldades" da tv, tudo o mais e dentro em breve sob o: "Tu és pó...

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  2. Desculpe me frei mas o santo monge penitente morre em vida, para o mundo, mas esse nunca mais morre, ele apenas vai para casa.

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