Política Eclesiástica para Conservadores - Capítulo VII

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Parte II
Principados e Potestades (continuação)

Prossigo meu opúsculo. Publiquei a parte I como um PDF  em forma de Ebook, agora avancemos à parte II.  
A parte VI anterior está aqui

Capítulo VII
Entre a foice, o martelo, o cifrão, a libertinagem, o crescente e a estrela
Há três grandes blocos de poder no mundo se consolidando. Os três tem a Igreja católica como inimiga. Não tem problema. Derrotamos a Roma pagã, os bárbaros arianos, os Califas, a Revolução Francesa e a União Soviética, todos estes juraram ver o sepultamento da Igreja e a Igreja os viu sendo sepultados, haveremos de os derrotar também. Confio na promessa de Deus que as portas do Inferno não prevalecerão. Mas mãos à obra, o inimigo liderado pelo Inimigo está mais esperto do que nunca. Natural, porque como diz o Apocalipse, o Anticristo seduziria em muito os habitantes da terra.


O primeiro bloco é o político-militar, o bloco Eurasiano, que rigorosamente é o antigo bloco Sino-Soviético, grosso modo composto por Rússia e China. A Rússia e a China abandonaram o comunismo econômico, que é impraticável, não abandonaram o comunismo político. Putin é o Czar da Rússia e como os velhos Czares tem o patriarca da Igreja Russa como seu chaveirinho, calando, pisando e prendendo a oposição. Quando falo da Igreja russa do patriarcado de Moscou, não digo isto por prazer de atacar nossos irmãos católicos separados, mas para alertar contra a atração que as defesas ortodoxas da Igreja russa exerce sobre alguns católicos romanos deslumbrados por força do dunguinismo e da ideologia eurasiana. A igreja de Moscou é uma igreja nacional e tem uma agenda nacional, ao contrário da Igreja romana que é universal e independente dos poderosos do mundo. Ao se revestir de conservadorismo, o governo russo quer ganhar autoridade moral contra o decadente e libertino Ocidente, enquanto movimenta sua máquina de guerra: Geórgia (Abicásia e Ossétia), Moldávia (Tranístia) e Ucrânia (Criméia) são exemplos do imperialismo eurasiano nascente. (atualizado após a invasão da Criméia)
O segundo bloco é o ocidental-financista composto pelos grupos financeiros na Europa Ocidental e Estados Unidos tutelando democracias cada vez mais frágeis no ocidente cada vez menos cristão. Resisto a chamá-los de capitalistas porque eles desejam ser o pós-capitalismo, um capitalismo tão engessado pela força de monopólios e poder estatal que estes grupos ricos nunca serão destronados. Em certo sentido, nós brasileiros e o papa vivemos neste bloco, ainda que ele seja inimigo acérrimo do pontífice. Através de ampla divulgação e financiamento, estes grupos financiam o marxismo cultural, a destruição das famílias e a descristianização do Ocidente.
O terceiro bloco é o bloco muçulmano que lembra as fronteiras do Império Otomano em sua glória. Se o primeiro é o poder político-militar, se o segundo é o poder midiático-financeiro, este é o poder teocrático da Sharia e da lei do Alcorão que sonha num califado mundial baseado na lei islâmica, que não separa estado de religião. Este bloco está por trás da Primavera (que é inverno) árabe, da guerra civil na Síria, na islamização dos regimes turcos, tunisianos e egípcios, da Al-Qaeda e equivalentes sunitas, do Hezbollah e equivalentes xiitas. Ainda que dividido entre sunitas (com a minoria wahabita) e xiitas (com a minoria alauita) que se matam, eles são unidos no desejo de massacrar cristãos e varrer o nome de Nosso Senhor do Oriente. E têm sido extremamente bem sucedidos, diga-se de triste passagem...
Estes blocos não são homogêneos, tem suas diferenças internas o que não impede denominadores comuns políticos do bloco. No primeiro, por exemplo, Rússia e China variam em como lidam com os cristãos, enquanto a Rússia está virando a campeã dos valores familiares, a China trata os cristãos ainda a bala mesmo (se tem algo que permaneceram fiéis ao maoísmo é no ódio ao nome de Cristo). No segundo, por exemplo, a Europa e os EUA ainda tem suas cotoveladinhas econômicas e na Otan. No terceiro, sunitas e xiitas disputam o califado explodindo mutuamente seus fiéis no Iraque, Egito e agora no banho de sangue da Síria.
Quem é o menos ruim? O primeiro e o terceiro te matam de uma vez, o segundo te envenena aos poucos. Estes blocos se aliam e se desaliam, se alinham e se desalinham em suas agendas. Um dia entrarão em guerra? Não sei, porque compreendem muitos Estados-nações. Em muitas condições eles são rivais, em outras são aliados. Por exemplo, a mídia do segundo bloco constantemente ignora os massacres cometidos pelo terceiro bloco contra os cristãos. O primeiro bloco intervém para manter o desbalanceamento no terceiro bloco na questão Síria. O primeiro bloco não permite o avanço do segundo bloco no leste europeu, mormente agora na Ucrânia. O enfraquecimento do cristianismo pelo segundo bloco leva a aumentar a atração da igreja russa no primeiro bloco. O segundo bloco, em sua desastrosa intervenção na Líbia e Egito, pavimentaram a consolidação do terceiro bloco por lá. América Latina é joguete nas mãos do primeiro e do segundo blocos assim como o Conselho de Segurança da ONU, já a África subsaariana e Europa do segundo e terceiro blocos, Síria, Cáucaso, Índia, Caxemira, Paquistão são disputados entre o primeiro e terceiro, e assim vai... Nada de linhas definidas, nada de muro de Berlim, é uma guerra fria fluida. Se Nabucodonosor viu em seu sonho um mundo representado por barro e ferro que não se misturavam, hoje em dia ele veria barro, ferro e plástico que ora se misturam e ora se separam... Em certo sentido, se parece um pouco com o mundo de 1984. É o mundo de 2014. Só que ao invés de três nações comunistas, temos três blocos, um meio a meio comunista, um financista e um muçulmano.
Porque vivemos nele, o segundo bloco é nossa maior ameaça liderando o marxismo cultural e a degradação da vida cristã. O terceiro é ameaça através do terrorismo, mas por hora está muito ocupado em matar seus próprios cristãos para vir nos pegar ainda. O primeiro por hora não é grande ameaça para os cristãos ocidentais (mas ai dos cristãos chineses e norte-coreanos!).
E o Vaticano? O Vaticano sabe disto tudo, mas por hora é obrigado a fazer cara de paisagem, como sempre foi em toda a sua História, já que o enfrentamento aberto de cada um destes blocos é suicídio. Não necessariamente para o papa em Roma, mas para os cristãos que vivem nos blocos. Um dos maiores problema da Igreja nem é que os Estados Pontifícios são indefesos, é que os cristãos que vivem nos países inimigos da Igreja é que são indefesos. Que Roma se exploda, se derrubarem a Basília de São Pedro faremos outra, ela é bonita demais porém ainda é tijolo e argamassa. Mas uma vida morta não tem reposição... Do mundo inteiro os relatos de atrocidades chegam ao Pontífice Romano, mas ele não vai lutar com saliva, deve agir as ocultas pelo bem dos cristãos mesmo que o custe ser chamado de covarde por quem quer ver o papa dar murro em ponta de faca. É a sina de Pio XII.
Deus tem caminhos misteriosos para proteger sua Igreja e derrotar seus inimigos. Quando Cristo disse que seu Reino não era deste mundo significa também que seu reino não luta com as armas, dinheiro, propaganda e bombas deste mundo. A Igreja luta sendo derrotada pelo mundo continuamente e vencendo no final. É misterioso e sublime, porque escapa à lógica humana, como algo que é tão atacado e perde tanto vence, e como seus inimigos, feito o ídolo de vários metais na Babilônia do sonho de Nabucodonosor, caem destruídos por uma pedra que não foi atirada por mãos humanas. Ao mesmo tempo sabemos que o Apocalipse de São João fala do ataque final do Anticristo contra a Igreja católica, e toda geração consigo se pergunta se não será ela a geração da perseguição final, ou a maré da perseguição virá e retornará. Seremos nós que participaremos da Páscoa final da Igreja? Seremos nós que morreremos nas mãos da Besta que enche os povos da Terra de pasmo e adoração?
"O tempo presente é, segundo o Senhor, o tempo do Espírito e do testemunho mas é também um tempo ainda marcado pela "tristeza" e pela provação do mal, que não poupa a Igreja e inaugura os combates dos últimos dias. E um tempo de expectativa e de vigília (...) A Igreja só entrará na glória do Reino por meio desta derradeira Páscoa, em que seguirá seu Senhor em sua Morte e Ressurreição.. Portanto, o Reino não se realizará por um triunfo histórico da Igreja segundo um progresso ascendente, mas por uma vitória de Deus sobre o desencadeamento último do mal que fará sus Esposa descer do Céu..." Catecismo da Igreja Católica, 672.677
Observem esta doutrina profunda: "o Reino não se realizará por um triunfo histórico da Igreja segundo um progresso ascendente". O Reino não é deste mundo, não seguirá as regras deste mundo.
Isso não quer dizer que devemos ficar passivos aos ataques numa resignação que Deus fará tudo cair do céu e vencer nossos inimigos. Como os Santos Macabeus de outrora, temos que nos rebelar contra este mundo e estes impérios do Mal que tentam nos garrotear. Nenhum santo do passado assistiu à Igreja sendo atacada e massacrada passivamente, lutaram com suas orações, seus braços e com sua voz. Mesmo quando eram calados, lutavam com seu exemplo de cristãos e bons cidadãos. Se eram decepados, esfolados ou torturados, resistiam e por vezes até ironizavam seus carrascos, como o diácono São Lourenço que sendo torturado posto por cima de brasas, pede para que o virem porque um dos lados já estava bem-passado.
Hoje em dia os católicos se vêem entre estes blocos de poder como a católica Polônia na Segunda Guerra Mundial, primeiramente dividida e depois disputada entre os irmãos gêmeos heterozigóticos nazismo e comunismo. Não importa o lado que ganhasse, a Polônia seria butim. Os nazistas massacraram e instalaram na Polônia o açougue-matadouro de seus campos de prisioneiros infames. Já os comunistas vieram, massacraram os líderes poloneses que sobravam (ainda tentando colocar a culpa nos alemães) e trouxeram o pais para debaixo de sua cortina de ferro. Ainda assim foi na Polônia que a Igreja fermentou a destruição da Toda-Poderosa União Soviética. Um sacerdote, Wojtyla, de maneira sobrenatural feriu de morte o comunismo. E a ruína começou na Polônia, foi lá que um sindicato, o Solidarnosc,  se levantou contra o "Partido dos Trabalhadores" pela primeira vez mostrando que o Partido Comunista não tem nem nunca tinha representado a classe trabalhadora. E durante a greve dos estivadores de Gdansk (era a primeira greve geral contra o regime comunista desde o massacre dos também estivadores de Kronstadt, massacre ordenado pelo próprio Lenin), ante a notícia que o governo ia intervir, o que fizeram os poloneses? Se puseram de joelhos e rezaram o Pai-Nosso.  O Pai-Nosso contra o Partido Comunista! Basta estudar a História desses gloriosos anos, foi na Polônia que os pés de barro e ferro do ídolo do comunismo foi atingido por uma pedra que mão humana não havia lançado. O simbolismo é forte aqui, pedra é Pedro, e Wojtyla, o papa João Paulo II, era o Sucessor de Pedro. Quem diria que a pobre e católica Polônia seria a pedra na funda do Santo Davi católico que derrubaria o Golias soviético? Quem diria que o simples padre Wojtyla, que ministrava aos jovens curso de noivos em segredo dos comunistas, seria o pastor Davi que lançaria a Polônia contra os filisteus do Pacto de Varsóvia? Quem diria que aquele Pai-Nosso impediu que Gdansk fosse uma nova Kronstadt? Deus tem caminhos misteriosos mas justos. Caiu a ira do Senhor sobre a estrutura podre dos poderosos de Moscou: Como o anjo vingador ferindo de morte os exércitos do ímpio Senaquerib, os próprios partidos comunistas soviéticos se dissolveram como a cera do salmo que se derrete em contato com o fogo e se voltaram contra a União Soviética, desmantelando-a como as muralhas de Jericó, como o exército amonita que enlouquece e passa a se matar ante às orações dos levitas. Queira o Senhor Deus que semelhante ocorra à Pequim, Pyongyang e Havana!
Esta geração de fato viu este triunfo, porém perseguição maior ainda se avoluma. Para encerrar este capítulo, analisaremos uma dobradinha que o Segundo e Terceiro bloco fazem cuja única vítima é a Igreja.
A liberdade de expressão é um conceito caríssimo que o ocidente católico desenvolveu e só ele poderia se desenvolver, porque apenas o ambiente da liberdade católica poderia o permitir.
Sou obrigado a fazer uma digressão apologética. Antes que algum hipócrita venha falar sem conhecer do Index Librorum Proibitorum, outra lenda negra protestante-iluminista, eu lembro que meia dúzia de censuras eclesiásticas nem se compara às rígidas censuras calvinistas e puritanas, ou a censura sistemática estatal dos mais diversos governos ao longo da história, mormente os esquerdistas. O próprio católico Copernico adiou a publicação de seu livro de heliocentrismo por medo da oposição protestante. Da mesma maneira em relação à Inquisição: Ainda que os medievais não fossem os paladinos liberais do livre discurso, ninguém era queimado em praça pública por falar contra a Igreja, muito pelo contrário, o prestígio que os escritos de Joaquim de Fiore e Willian de Occan tiveram em vida, mesmo que ensinassem erros escatológicos como o primeiro, ou feroz oposição ao papa como o segundo, mostra que o ambiente intelectual medieval era bem mais sadio e livre que hoje em dia. Se a Igreja fosse a babadora reacionária inimiga da liberdade que dizem, o próprio Lutero não gozaria dos seus cinco minutos de fama com as suas furadas 95 teses (e foram bem breves, as teses absolutamente não tiveram o sucesso que tardiamente os protestantes atribuiram a elas). Ora, se Lutero divulgou é porque ele mesmo sabia ter ampla liberdade para tanto, aquele mau monge alemão absolutamente nunca demonstrou em vida a menor vocação para o martírio. É verdade que Huss e Bruno foram queimados em hasta pública, mas tal foram os excessos políticos de seus movimentos - em séculos diferentes – que a condenação deles foi sim uma reação estatal à confusão civil que provocaram. Em defesa deste exemplo, cito que tanto que Savonarola e Santa Joana D´Arc foram queimados pelas autoridades civis não pelo que ensinaram, mas pela sua ação política, Savonarola tumultuando Florença, e Joana D´Arc foi morta pelos ingleses pelo seu crime de guerra nas sua liderança na vitória francesa. É tudo política. Acusações de "heresia" era apenas uma infâmia extra que se tentava colocar nos desafetos dos governos, afinal, os medievais ligavam para isto. Não só os medievais. Nos processos de Moscou ou nos expurgos da Revolução Cultural chinesa, os condenados também faziam auto-acusações de "heresia" contra o regime, quando na verdade era apenas desafetos dos poderosos da vez, Stálin e Mao.
Retorno: A liberdade de expressão é filha do Ocidente, e, conquanto imperfeita na Idade Média e Renascimento, foi através das revoluções liberais inglesas e da independência americana que atingiram seu estado atual (se alguém quiser citar a liberticida Revolução Francesa, lembrarei o Comite de Salvação Pública de Robespierre). Hoje em dia ela é ponto pacífico, e de tal forma está entranhada que até o Código de Direito Canônico a recepciona:
§ 2. Os fiéis têm a faculdade de expor aos Pastores da Igreja as suas necessidades, sobretudo espirituais, e os seus anseios. § 3. Os fiéis, segundo a ciência, a competência e a proeminência de que desfrutam, têm o direito e mesmo por vezes o dever, de manifestar aos sagrados Pastores  a sua opinião acerca das coisas atinentes ao bem da Igreja, e de a exporem aos restantes fiéis, salva a integridade da fé e dos costumes, a reverência devida aos Pastores, e tendo em conta a utilidade comum e a dignidade das pessoas. Código de Direito Canônico, Can 212
Outra digressão: Alguns querem que este trecho se refira apenas a uma comunicação diretamente feita em particular à hierarquia, sem exposição pública, como se fosse um "Processo Administrativo" em que a própria administração se julga. Pela letra do Código não é possível depreender isto. Sendo a Igreja a assembléia dos fiéis, a observação da "opinião pública" dos fiéis por vezes é o único juiz que pode fazer a hierarquia agir, mormente quando há membros mal-intencionados nela envolvidos (não sejamos inocentes de achar que não há mercenários em meio aos pastores). Quem duvidar do que escrevi, veja como os bispos são sôfregos e fracos ao punir aos maus padres, e só o fazem quando os escândalos beiram tal nível que são divulgados nos jornais.   
A liberdade de expressão é garantida por Deus e protegida pelas democracias ocidentais. Ponto pacífico. Abusos desta liberdade se contém com a liberdade de recorrer a Justiça e/ou responder nos termos da liberdade. Muito bem. Liberdade de falar mal da religião está compreendida? Sim, está.
Mas esta liberdade na prática é assimétrica. Porque nossos irmãos da "religião de paz" (como diria Barack Hussein Obama) do Terceiro Bloco, o muçulmano, não tem esta liberdade como valor. E alguns deles simplesmente matam quem fala mal do Islã. Simples assim. Veja o caso das charges dinamarquesas, mataram o autor. Veja o quipropó líbio em Bengazi em que o próprio embaixador americano foi currado e linchado (Nota: Não que não tenha sido uma desculpa, tanto a administração americana falhou em proteger a embaixada que pediu socorro como o tumulto que causou o ataque à embaixada foi cautelosamente programado)
Muito bem, mas nossos amigos do Segundo Bloco, ciosíssimos de sua proteção aos direitos da liberdade de expressão, querem defender seu direito de falar mal de religião... ai falam mal do cristianismo, que nunca flertou com a morte de seus críticos como a religião de paz (como diria Barack Hussein Obama). É o exemplo clássico do "papagaio come alpiste e periquito leva a fama". Para defender seus direitos de falar mal da religião ameaçados pelo terrorismo muçulmano, nossos amigos falam mal do cristianismo, que nunca os ameaçaria.
Da mesma maneira fraudadores intelectuais líderes do movimento neo-ateu como Sam Harris usam o medo do extremismo muçulmano como argumento contra as religiões. E no Ocidente, na prática, contra qual religião os neo-ateus se voltam? O pacífico cristianismo! De novo, "papagaio come alpiste e periquito leva a fama". Estes fraudadores intelectuais não tem coragem de dizer as suas verdades sobre o Islã. Não tem coragem de dizer que os Islã faz isto ou aquilo errado. Nunca você verá um seguidor de Dawkins argumentando que Allah é o monstro do espaguete voador. Nunca. Eles têm medo. A coragem deles é assimétrica. Todas as culpas do Islã eles colocam sobre todas as religiões do mundo, e na prática quem apanha é o cristianismo. O dia da liberdade de expressão deles para avacalhar com as religiões é o dia para avacalhar com Jesus Cristo, nunca com Maomé. É semelhante a um homem que tem a casa infestada de ratos, culpa todos os roedores pelo problema e começa a matar as capivaras do rio para resolver o problema. É como se hipotéticamente um país entrasse em guerra com a China, culpasse todos os asiáticos e começasse a bombardear o Japão em resposta.
Não adianta. O extremismo da religião de paz (como diria Barack Hussein Obama) decreta a morte de sues críticos, como foi com Salman Rushdie ou com os cartunistas dinamarqueses. Já o extremismo do cristianismo, o bode expiatório do mundo, no máximo tenta se defender em blogs conservadores... É muita covardia. Um filme como Código da Vinci vomitando esterco sobre Jesus e sua Igreja vira blockbuster. Já um filme duvidoso e piloto sobre Maomé no youtube mata um embaixador americano em sua embaixada (novamente, isto é a desculpa da administração Obama, é inocência achar que um ataque tão bem sucedido à embaixada americana seria espontâneo).
A covardia é tal que cada cristão, cansado de ver suas crenças e imagens sagradas enxovalhadas todo dia, é tentado a se perguntar que se agissem como os muçulmanos não obteria mais respeito, atacando o Mal com o Mal. Mas nós somos servos de Nosso Senhor Jesus Cristo, Verdadeiro Deus e Verdadeiro Homem. O Mal não é meio nem fim. Nunca mataríamos nossos detratores. A mesma crença que estes homens enxovalham é a mesma crença que garante suas vidas.
Não, mentirosos Sam Harris e Richard Dawkins! As religiões não são todas iguais! Esta fé cristã que vocês vilipendiam é a fé cristã que defende vossos pescoços.  Esta fé cristã que vocês humilham é a fé cristã que garante a vocês o direito de nos humilhar. Não, vocês não estão certos, estão errados! Mas aqueles da religião de paz (como diria Barack Hussein Obama) que desejam matar seus críticos também estão errados! Erradíssimos!
Ambos os grupos terão de prestar severas contas ao Altíssimo no dia de Sua Ira, quando o Filho do Homem vier entre os anjos como juiz.
Quando a nós, cercados de canalhices de todos os três blocos, temos de aprender a nos defender sem abandonar nossas convicções, caso contrário já teremos dado a vitória a nosso detratores.

(A parte II continua futuramente) 


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3 comentários:

  1. Os reis da terra alinharam-se em campanha
    e os magistrados se coligaram de comum acordo
    contra o Senhor e contra o seu Ungido. At 4,26
    Pois bem, conforme explicado no seguinte v 27, esse é o Cristo contra Quem os pagãos dos 3 grupos, a Trilateral, se rebelaram, que são os "Poderes" visiveis desse mundo que se odeiam e tentam subreporem uns aos outros ou coligarem-se, mas no fundo, sendo artífices de Satã, prevalecem as divisões dentro de cada grupo e entre si, apesar disso, o mesmo Cristo sustenta-lhes a vida, embora atacando seus servos nesse mundo, um teste de paciência e confiança dos cristãos em seu Senhor, quando muito dizendo a cada agressor: O Senhor o repreenda!
    Usam de tudo para dominarem o mundo e há tempos concluíram que o melhor caminho é o de perverterem os cristãos, como a Globo com seus programas alienantes, como dos beijos gays - sintonizar a Globo é convidar Satã para adentrar seu lar - daí, aliená-los e os afastarem da Igreja católica, último obstáculo a ser transposto para a globalização, por meio de falsas trilhas, como no Marxismo Cultural, doutrina comunista sob forma religiosa.
    A dominação mundial é meta de cada um dos grupos da Trilateral, ou juntos, se der, e o caso do atentado de 11 de setembro nos EUA: as evidências são de que Bin Laden tenha orquestrado o atentado, mas o timing foi tão oportuno para os Bilderberg que cabe perguntar se os serviços secretos não "ignoraram" e facilitaram deliberadamente o que estava sendo tramado. Afinal, após os ataques diminuíram as resistências à globalização e abriu-se caminho para maiores restrições às liberdades individuais e de expressão, um dos esquemas de controle das pessoas e países, agora na internet, como já executam, com desculpas de terroristas, eles mesmos seriam os maiores... .
    As facções acima, como ex., são os anti cristãos que na França perseguem os católicos parecidamente com os imperadores romanos em pleno século XXI só por defenderem a doutrina da Igreja; aliás, eles bem diferentemente dos católicos daqui nas manifestações que almejam: quero mais isso, mais aquilo, ou seja, mais se pareceria com uma fé baseada num ventre bem empanturrado de iguarias e o resto pouco importaria; teria fundamento?
    Mas, esses mesmos principados e potestades, injustos juízes, governantes e poderosos desse mundo - recordam-se aqui os graudões, os Stálin, Castro, Hitlers da vida e bem menores, como Lewandowski/Toffoli/Barroso e afins que, no Juízo Final mais temerosamente no desfecho abaixo se enquadrariam:
    E os reis da terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas; Ap 6,15.

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  2. Gostaria de saber em qual destes blocos os protestantes que também odeiam a Igreja Católica se aliam?. Tenho para mim que se alia ao segundo bloco, mas gostaria de saber a opinião do frei Clemente Rojão.

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  3. Frei, uma sugestão: publique estes textos! São ótimos! Você pode tentar através do Clube dos Autores, que nem o Alexandre Lima do Veritatis faz. Outra ideia é escrever em alguma destas revistas "conservadoras" como a Terminal, Vila Nova e Tom. Faço ese apelo, espalhe a sua dura boa nova!

    Abraços

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