Da humildade

/
1 Comentários
Há muitas virtudes caras a Deus, e a humildade é uma delas. É verdade que não ocupa o pódio das virtudes teologais, fé, esperança e caridade, mas é filha primogênita delas. A humildade é tão importante quanto seu oposto, a Soberba, é o vício máximo, é o pecado diabólico por excelência. Havendo um oposto tão maligno, a humildade torna-se um santo remédio. A humildade também é componente das virtudes cardeais. É pela humildade que temos a paciência da Fortaleza. É pela humildade que temos Justiça em relação a nossos méritos. É pela humildade de reconhecer nossas forças que somos Prudentes. É pela humildade de nos reconhecer fracos que refreamos os apetites na Temperança. Ouso dizer que não há virtude que não tenha um componente de humildade consigo. Mesmo os atos de religião como a oração nascem da humildade: "A humildade é o fundamento da oração. «Não sabemos o que havemos de pedir para rezarmos como deve ser» (Rm 8, 26). A humildade é a disposição necessária para receber gratuitamente o dom da oração: o homem é um mendigo de Deus" (Catecismo da Igreja católica, 2559)

Definiu São Bernardo de Claraval com perfeição: "A humildade é a virtude pela qual o homem se reconhece como ele realmente é". Não ser humilde é pecar contra o mandamento do "Não mentirás". Achar-se mais do que a realidade é uma mentira. 

A humildade se mostra de várias maneiras e é desenvolvida pelo homem com simples atitudes básicas. Uma das atitudes é apenas ensinar o que recebeu, aquilo que se tem certeza, especialmente nas verdades de Fé. Vivemos épocas tão ruins de inversões de valores que a simples certeza dos ensinamentos de Fé é vista como soberba. Trata-se de contrafação grave, porque é chamar ao Bem de mal. 

Outra atitude é reconhecer que não se sabe tudo, que mais se há a aprender que a ensinar. Aliás, foi a Escritura, no livro dos provérbios, que disse que a humildade é a base de todo conhecimento. 

Estas atitudes são elencadas por São Tomás de Aquino na sua definição: "A virtude da humildade consiste em se manter dentro de seus próprios limites, não buscando coisas superiores, mas submetendo-se àquilo que é maior"

Finalmente não podemos deixar de lembrar a vida de Jesus Cristo, cuja vida, toda ela, foi um grande episódio de humildade. "Jesus fez-Se pobre por nós" (2Cor 8, 9). Não é possível lembrar um único episódio isoladamente da humildade de Jesus, houve tantos que até seu nascimento, vida e morte são atos de humildade. Humildade não só dele, mas de sua Santíssima Mãe, a que se declarou "serva do Senhor" na Anunciação.



Você também pode gostar

Um comentário:

  1. EIS O OPOSTO: ORGULHO OU SOBERBA
    O primeiro dos pecados mortais é o orgulho.
    Ele vem em primeiro pois em Pv 16.18: “O orgulho vem antes da destruição", precedendo os outros pecados, sendo a exaltação do ego, a condição mental em que uma pessoa se julga soberbamente superior a todos.
    Pv 16.5: “O Senhor detesta os orgulhosos de coração. Sem dúvida serão punidos”. E ainda no mesmo livro, em 29.23, lemos: “O orgulho do homem o humilha”.
    Deus detesta não é o respeito próprio ou o legítimo sentimento de dignidade pessoal; reprova o amor próprio, soberbo, superestimativo em detrimento alheio.
    Esse é o orgulho repugnante para Deus que não admite o orgulho. “ ...Não vou tolerar os homens de olhos arrogantes e de coração orgulhoso” (Sl 101.5).
    Esse é o pecado que impede a fraternidade pois o orgulho divide os homens".
    O orgulhoso não pede licença; atropela.
    O orgulhoso não pede perdão; justifica-se.
    O orgulhoso não dá explicações; ameaça.
    O orgulhoso não pede ajuda; exige que faça
    Não agradece; só cobra.
    Não perdoa; vinga-se.
    Não delega autoridade; faz tudo sozinho.
    O orgulhoso não elogia; só reclama..."
    Se acaso existir alguns desses sentimentos acima conosco, seria ideal que nos moldássemos segundo o post e refutássemos todo o teor do comentário!.
    A humildade deve ser o ideal cristão!

    ResponderExcluir

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.