"Política Eclesiástica para Conservadores" - Capítulo III

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"Política Eclesiástica para Conservadores"
Capítulo III
"Teorema Eclesiológico Tupiniquim" 

Diz a anedota que Napoleão, quando prendeu o papa Pio VII, ameaçou acabar com a Igreja. Pio VII respondeu calmamente para ele se esforçar, pois os padres vinham tentando acabar com a Igreja todos estes anos, mas não conseguiram.

Vocês tem a ilusão que a destruição de toda vida intelectual brasileira nas últimas décadas iria deixar o clero intacto??? O clero é ruim e mal-formado porque os brasileiros são ruins e mal-formados. Qual é o estímulo para os melhores alunos entrarem nos seminários? Qual é a produção intelectual diferenciada que as PUCs geram em relação às universidades mundanas? O povo tem o padre que reflete sua mediocridade, e isso se mostra no desleixo litúrgico e na fraqueza doutrinária. Não pensem que a Igreja não caminha com o povo, ela caminha com o povo rumo ao buraco geral!!!

Deixa eu explicar o texto anterior de maneira mais lógica. Pode chamar de TEOREMA ECLESIOLÓGICO-TUPINIQUIM DE ROJÃO 

a) O clero da Igreja no Brasil é composto na grande maioria de brasileiros
b) os brasileiros estão ficando cada vez mais ignorantes, mal-formados e cheios de preguiça intelectual

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c) O clero da Igreja no Brasil está ficando cada vez mais ignorante, mal-formado e cheio de preguiça intelectual

Agora de maneira matemática:

1. Padres brasileiros ESTAO CONTIDOS (C) no conjunto dos brasileiros
2. É propriedade dos elementos no conjunto dos brasileiros: burrificados por Paulo Freire, jumentalizados pelas escolas, embrutecidos pela esquerdopatia, currados intelectualmente por pedagogos criminosos, desumanizados pelo politicamente correto, além de terem horror a busca da verdade, preferirem a estética à certeza, serem presunçosos e orgulhosos de sua falta de cultura.

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3. Os padres brasileitos foram burrificados por Paulo Freire, jumentalizados pelas escolas, foram embrutecidos pela esquerdopatia, foram currados intelectualmente por pedagogos criminosos, foram desumanizados pelo politicamente correto, além de os padres brasileiros terem horror a busca da verdade, preferirem a estética à certeza, serem presunçosos e orgulhosos de sua falta de cultura.

Simples assim. Se alguém me contradizer como a noss ageração de padres e bispos sobreviveriam sozinhos à catástrofe geral do ensino e da moral no país, por favor (pelo amor de Deus, aliás!) negue as teses acima.

No fundo, a batalha conservadora dentro da Igreja é a mesma batalha conservadora que se faz na política! Natural! São vasos comunicantes! A verdade é que a Igreja deveria ser ambiente mais amistoso para as idéias conservadoras.

É, deveria... lembra o que disse do pecado? A Igreja, por ser este bastião de conservadorismo, foi especialmente mirada nos programas de engenharia social. Para virar um ONGona. Antes fosse uma ONGona de caridade, precisamos de ONGs de caridade, a Igreja fez muitas milênios antes do termo ONG surgir. Mas quiseram a fazer uma ONGona de politicamente correto. A estupidez do clero a faz uma ONGona. E o clero é avermelhado, já desvastado por lavagem cerebral paulofreiriana.

Sendo assim, o conservadorismo enfrenta dificuldades dentro da própria Igreja. Apesar da empatia que sinto por eles, também não posso deixar de lembrar os erros colossais dos lefrebistas (e no Brasil, a Montfort), que ao adotarem táticas completamente desastradas e que antes inspiravam ódio que simpatia puseram o pescoço no cepo se associaram aos conservadores que "queimaram o filme" do conservadorismo. Muitas vezes, somos chamados de  "neocons" por eles, de maneira satírica. E o somos mesmo. Somos neo, porque os "vetero"-cons, eles, falharam de maneira colossal, isto é uma crítica sim senhor. Se quiserem me atacar de volta com a costumeira estupidez e empolação pelas críticas, achando-se os últimos puro sangue do monopólio do conservadorismo, apenas demonstrarão meu ponto. Há um antigo adágio atribuído a Ulisses (ou Tancredo) que diz para nunca se atacar um aliado...

Eu prefiro ver resultados. E os resultados são dez a zero... contra nós. Os conservadores entraram na espiral do silêncio. 

Não quero o monopólio da Verdade, nem tenho esta pretensão. Muito pelo contrário, quero a Verdade a varejo em todas as prateleiras. Não quero ser puro-sangue de pedigree ideológico, quem tem pedigree de pureza é cachorro e cavalo. Quero só que o Mal não tenha o monopólio. O único homem com pureza de idéias e doutrina é Jesus Cristo, nós é que tentamos o imitar com graus variáveis de sucesso, que é a santidade, a imitação de Cristo. Na doutrina, quero ser seu papagaio. Nas idéias, quero usar minha cabeça naquilo que ele me deu liberdade para pensar. E não quero que meus irmãos se percam. Se ficar com mimimi de pureza doutrinal-liturgica, agir feito um burro e deixar meu irmão se perder na garra dos liberais e esquerdistas, Deus há de me cobrar. Toda seita começa julgando que o todo está perdido e se achando o último bastião de correção no mundo. Queremos conservadores, não seitas conservadoras.

Os conservadores devem jogar para ganhar. Como os esquerdistas fazem. Não foram eles que venceram, fomos nós que perdemos. 

"Ah, isto é relativismo". Relativismo nada! Quando a Igreja e os conservadores pararem de estar acuados ai sim os católicos podem sentar, fechar a porta e debater doutrina e teologia entre irmãos, unidos no bem comum e no amor ao corpo místico de Cristo. Eu é que não vou coar um mosquito para brigar com outro conservador e engolir um camelo nas mãos dos abortistas e outros idiotas úteis do marxismo cultural. Isso também se aplica a protestantes e católicos: Numa época em que o nome de Cristo está sendo varrido da vida pública, depois se discute iconoclastia e escritura. Por hora, vamos lutar juntos ou não haverá nem cristãos para discordarem entre si. 

Mas que não tenham, pelo amor de Jesus crucificado, ilusões que a maioria do clero, coitado e mal formado do clero, não vá se voltar contra os conservadores.


CONTINUA

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2 comentários:

  1. CONVÉM QUE DISTINGAMOS CONSERVADORES, INTERESSANTES; CONSERVADORISTAS, DISPENSÁVEIS.
    Sempre notei que os conservadores tiveram bom senso: a Igreja pode adaptar-se às inovações que se sucedem no mundo desde que a doutrina seja preservada. Doutro lado, os conservadoristas, querendo que não se mude nada, como nos ritos, no exterior, tudo esteja como principiou, desatendendo aos tempos outros em que a Igreja precisa estar à altura dos novos desafios e inovações - o homem não é um ser estático - e defendendo suas posições à base do vale-tudo.
    O pior disso que, ao lado dos modernistas querendo uma doutrina católica tutti-frutti, eles se situaram também em confronto com os conservadores, gerando mais tensões e divisões.
    E como foi relatado, aos invés de se preocuparem com o essencial - de defenderem o urgente, os católicos sendo atolados no pântano do marxismo - ficam querelando por picuinhas com os conservadores, os quais não são por ex., admitentes de erros doutrinários, supressões litúrgicas, como no tradução do Missal, patrocinadas pelos vinculados ao "BUAN." - da equipe dos "Irmãos-bodes" ou então dos associados à infernal dupla Marx/Engels.
    Esses desgastes entre os contendentes por coisas acessorias bem que poderia incidir em: "Mas ai de vós, fariseus, que dizimais a hortelã, e a arruda, e toda a hortaliça, e desprezais o juízo e o amor de Deus. Importava fazer estas coisas, e não deixar as outras. Lc 11:42
    Aliás, por causa dessas rixas internas o mais certo é que os marxistas sempre se aproveitaram para projetarem ainda mais uns contra os outros, pois dividirem as pessoas e grupos entre si para depois dominarem é uma das suas artimanhas!

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  2. Gostei muito desses últimos 3 artigos. É algo para salvar no computador.

    Destaco:
    "Os conservadores devem jogar para ganhar. Como os esquerdistas fazem. Não foram eles que venceram, fomos nós que perdemos. "

    Exatamente!!
    Há muito o que se aprender com as esquerdas, progressistas, etc Precisamos de uma espécie de Gramscismo reverso. Ocupar os espaços.
    É preciso um belo e completo exame de consciência, uma reflexão apurada.
    É necessário ter paciência.
    O que não pode, é continuar com o nariz empinado, pose blasé. Como bem escrito no texto, não precisamos de seitas, seitas com complexo de messias, soberbos.

    O conservadorismo tem carisma, é preciso propagar esse carisma. Descer para o povão.
    Imagina que lindo seria, quando a CNBB se reune em Aparecida, com uma massa de leigos piedosos, bem informados sobre e querendo a Tradição, a orotodoxia.

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