"Política Eclesiástica para Conservadores" - Capítulo I

/
2 Comentários


"Política Eclesiástica para Conservadores"
Capítulo I 

É o pecado, estúpido!!!
ou
 Sucesso no Apostolado, apesar do nosso pecado

A Igreja é uma, santa, católica e apostólica, e fora dela não há salvação, já dizia o grande papa Bonifácio VIII em outras épocas. É verdade que se salvam os que sem culpa própria desconhecem a Igreja e obedecem a Lei Natural. Mas estes parênteses que a sensibilidade moderna precisou agregar não pode nos ocultar que EX ECCLESIA NULLA SALUS.

Jesus Cristo, Deus de Deus, Luz da Luz, se fez verdadeiro homem sem deixar de ser verdadeiro Deus. Este é um mistério da fé, é maravilhoso. Porém há um “submistério da fé”, se me permitem o trocadilho, que é ele fazer uma instituição tão santa, tão nobre, tão justa e tão correta como a Igreja católica de... homens. Deus conseguiu se fazer homem, e conseguiu fazer que seu corpo místico seja composto de homens. Eis a questão: Jesus Cristo não pecou, não porque fosse Imaculado como sua mãe, porque não poderia sendo Deus pecar se “auto-desobedecendo”. A Virgem Maria, santíssima, era Imaculada por uma constatação lógica, o pecado não poderia tocar Deus, muito menos o gerir e o parir. Porém seu corpo místico, que é a Igreja, é composto por pecadores. Através de nosso pecado, o pecado “toca” a Deus. Não só quando nossas línguas as vezes impuras tocam o Santíssimo Sacramento. Quem dera que a pureza batismal se mantivesse sempre em nós! Eis o problema, a Igreja é santa, mas composta de pecadores.

E como somos pecadores! Demais, demais! Os sermões dos profetas e os santos, até as aparições da Virgem, não cessam de se queixar de como nosso fedor chega até o Altíssimo. Deus tem muita paciência em nos aturar. A constatação de nosso extremo pecado já transtornou muita gente: Santo Agostinho ia até o desespero considerando sua incapacidade de vencer seus próprios maus hábitos. Santo Inácio de Loyola recomendou cuidado na meditação do Inferno e dos efeitos do Mal para não enlouquecer. Martinho Lutero, de tão convicto que o pecado era inevitável, desistiu de lutar e criou uma nova doutrina que faz do pecado inevitável, e Deus que se conformasse em perdoar a todos os crentes.  Jansen considerou o pecado tão feio que começou a restringir os sacramentos para evitar blasfêmia.

Portanto começo este pequeno tratado com o fundamento teológico: É o pecado dos cristãos que causa todos os males da Igreja. Parodiando aquela ditado atribuído ao marqueteiro de Clinton (“É a economia, estúpido!”) eu digo “É o pecado, estúpido!

É o pecado que causou e causa todos os problemas dos últimos 2000 anos na Igreja católica. É o pecado que causou, aliás, todos os problemas desde que o mundo é mundo. Porém que o mundo esteja na zorra é esperado, mas como a Igreja é a escada de Jacó de Betel, “lugar terrível, porta do céu e casa de Deus” como disse o patriarca, o contraste fica mais nítido. E até o mundo, hipócrita mundo que ama o pecado, torna-se um belo fariseu para apontar os pecados da igreja. Lá está Michael Foucault consagrado em todas as prateleiras universitárias querendo comer criancinhas, mas o problema, afinal, é a pedofilia de uns poucos padres mais do Inferno que da Igreja. Jacó chamou Betel de lugar terrível mesmo sendo a porta do Céu. É porque a luz divina permite enxergar melhor o quão baixo somos pelo pecado. A Casa de Deus é um lugar terrível para quem está sujo pelo pecado, todos nós. É por isto que o rei Deus não tolerou um convidado na festa em sua casa que não estivesse vestido corretamente. Kyrie eleison! Este homem era eu!

Se fôssemos mais ao confessionário, teríamos menos problemas. Mas vamos pouco, vamos mal. Por isto temos que ficar entrando e saindo do caminho do Mal, como diria Maquiavel, mas se perdendo na hora de sair. O mal é como pixe, gruda. O mal é como cabelo de ralo, acumula até entupir.

Portanto, o objetivo deste tratado é “Sucesso no Apostolado, apesar do nosso pecado”.


CONTINUA

***

Quer continuar a ler??? Siga os links:


Capítulo II - Parte I

Capítulo VI - Parte II

Capítulo VII  - Parte II
Capítulo VIII - Parte II 
Capítulo XI - Parte II 

DIVULGUE!!!


Você também pode gostar

2 comentários:

  1. Se Deus quisesse criar seres perfeitos os teria feito, mas poderia ter permitido essa situação em que a pessoa incide no erro e, tendo a vontade livre, pode se subtrair-se ao ele e demonstrar a Deus que O prefere às coisas que o acerca, nada mais justo de um premio por essa preferencia: Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus. Fi 3:12
    Todavia, convém sublinhar que Cristo é um Mestre muito exigente e inadmite partilha de sua preferencia por coisas ou seja o que for que não Ele, por primeiro, e quem desejar O servir esteja no mesmo barco que é a sua Igreja, extensão de seu Corpo.
    E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência. Cl 1:18..
    E os protestantes nas igrejas cristãs paralelas? Veremos se conseguirão se justificarem ao optarem por se juntarem ao relativismo religioso, de igrejas fundadas e orientadas pelas ideias de "Seu" Zé ou D Maria - e mesmo do autônomo participante - que se apresentam como um caminho mais perfeito para os levar a Ele, cabendo no contexto: E Jesus lhe disse: ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus. Lucas 9:62.
    E aí está nosso atual problema de sermos cristãos católicos de fachada, dentre outros: governados pelos inimigos de Deus e da Igreja com suas leis satanistas com nosso aval, também muitos praticando uma moral de corar de vergonha a pagãos, vendo em todas as esquinas: mães vestidas como prostitutas, filhas quase desnudas...
    E que disse o papa Pio XII: “Enquanto a modéstia não for colocada em prática, a sociedade vai continuar a degradar”.
    “A sociedade revela o que é pelas roupas que veste."!
    .

    ResponderExcluir

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.