CV2 e seus intérpretes patifes

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Nunca, mas nunca, nunca, nunca deixem picaretas (de qualquer matiz, liberais ou conservadores) te dizerem o que achar dos textos do Vaticano II. Leia você mesmo. Mil comentários não falam tanto quanto o texto original.

Fico p. da vida com gente jovem que fala do Concílio como quem tivesse estado lá, mas nunca leu uma vírgula do que aquilo produziu e é público.

Daí surgiram duas confusões demoníacas na Igreja: os que fizeram supostamente em nome do Concílio erros que nunca em nenhum momento nenhum documento conciliar mandou fazer (ou quiça condenava abertamente) e os que acusam, atacam e caluniam o Concílio sem razão e seus documentos até as raias do pecado grave de cisma.

Ambos grupos descritos acima prestarão contas severas ao Altíssimo. 

Quanto a vocês, vacinem-se contra estes patifes mentirosos estudando os documentos conciliares. Como mandou o Apóstolo sobre os documentos da Escritura: "Examinai tudo e fiqueis com o que é bom." Mas o que São Paulo não contava era com a ignávia, a preguiça intelectual, da nossa geração, que prefere ser atirada no Inferno por seguir "o que ouviu dizerem" sobre o assunto e nunca corre atrás de checar nada. 

Eu (e o Apóstolo antes de mim) só peço a vocês o esforço colossal de lerem e pensarem. 



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3 comentários:

  1. Padre, o que esta entao no CV2 que permitiu esta bagunca que se ve ?

    http://www.youtube.com/watch?v=zeP_EdQc5so

    http://www.youtube.com/watch?v=fHZtbnaXuGk

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  2. HÁ POR SOBRE O CV II UM PAU GERAL, COMO SE ELE TIVESSE SIDO UM CONCILIO ANÁRQUICO.
    Na época do CV II havia 3 grandes correntes teológicas: a primeira, conservadora, era a corrente tomista, dos que viam em Santo Tomás de Aquino um grande tesouro para a Igreja. A 2ª, denominada Teologia das Fontes mais para os lados da Patrística, na Bíblia, na Liturgia deveriam ser recuperadas. O 3º, mais para a filosofia e mundo modernos; queriam um diálogo com o mundo, que a Igreja falasse uma linguagem que os homens modernos compreendessem, mais acessível.
    O problema foi de os da 3ª corrente, também chamada de "Hermenêutica da ruptura" estavam presentes nas reuniões conciliares e esses teólogos raptaram o CV II, transformando-o no "Concílio das novidades" e elas artificialmente se tornaram o chamado "Espírito do Concílio", com ajuda da mídia dos inimigos externos da Igreja, sem se esquecer dos infiltrados maçons-comunistas e protestantes nesse intuito, bem sabemos, com textos que podem por ex., serem lidos sob a ótica católica ou protestante.
    O verdadeiro espírito do CV II é o católico, válido tanto quanto os outros.
    “O que mais importa ao Concílio Ecumênico é o seguinte: que o depósito sagrado da doutrina cristã seja guardado e ensinado de forma mais eficaz”, afirmava o beato Papa João XXIII no discurso de abertura".
    Portanto, não uma visão inaceitável de hermenêutica da descontinuidade e da ruptura, mas da continuidade e da reforma"; contudo, que os desafetos da Igreja têm se mantido no perene discurso de um "Antes" e "Depois" do V II é um fato incontestável, a ele injustamente atribuindo todas as atuais mazelas da Igreja.

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  3. Quem acha que o CVII se resume a seus documentos, nunca vai entender o que aconteceu... É como querer entender o Brasil lendo a constituição...

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