Os dois mentirosos da Babilônia

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Augusto Nunes, Lula e Eike Batista nasceram um para o outro: são vendedores de núvens - Nenhuma farsa dura para sempre, avisou em 23 de abril o post abaixo reproduzido, inspirado nas semelhanças que transformaram Eike Batista e Lula numa dupla muito afinada. Nesta quarta-feira, o império imaginário de Eike sucumbiu ao peso de uma dívida sem garantias que soma U$ 5,1 bilhões. "Pedido de recuperação judicial", como o formulado pela petroleira OGX, é o codinome do velho e manjado calote quando aplicado por gente fina. A tapeação chegou ao fim. O candidato a empresário mais rico do mundo faliu. O ex-presidente continua empinando seus malabares. Mas está condenado a descobrir, não importa quando, que a freguesia dos camelôs de palanque sumiu. Lula é Eike amanhã.

Lula é o Eike Batista da política. Eike é o Lula do empresariado. Um inventou o Brasil Maravilha. Só existe na papelada que registrou em cartório. Outro ergueu o Império do X. No  caso, X é igual a nada.

O pernambucano falastrão que inaugurava uma proeza por dia se elogia de meia em meia hora por ter feito o que não fez. O mineiro gabola que ganhava uma tonelada de dólares por minuto se cumprimentava o tempo todo pelo que disse que faria e não fez.

O presidente incomparável prometeu para 2010 a transposição das águas do São Francisco. O rio segue no mesmo leito. O empreendedor sem similares adora gerúndios e só conjuga verbos no futuro. Estava fazendo um buquê de portos. Iria fazer coisas de que até Deus duvida. Não concluiu nem a reforma do Hotel Glória.

Lula se apresenta como o maior dos governantes desde Tomé de Souza sem ter concluído uma única obra visível. Eike entrou e saiu do ranking dos bilionários da revista Forbes sem que alguém conseguisse enxergar a cor do dinheiro.

Lula berrou em 2007 que a Petrobras tornara autossuficiente em petróleo o país que, graças às jazidas do pré-sal, logo estaria dando as cartas na OPEP. A estatal agora coleciona prejuízos e o Brasil importa combustível. Eike vivia enchendo milhões de barris na demasia de jazidas que continuam enterradas no fundo do Atlântico. Não vendeu um único litro.

Político de nascença, Lula agora enriquece como camelô de empreiteiros. Filho de um empresário muito competente, Eike adiou a falência graças a empréstimos fabulosos do BNDES (com juros de mãe e prestações a perder de vista), parcerias com estatais (sempre prontas para financiar aliados do PT com o dinheiro dos pagadores de impostos) e adjutórios obscenos do governo federal.

Lula só poderia chegar ao coração do poder num lugar onde tanta gente confia em eikes batistas. Eike só poderia ter posado de gênio dos negócios num país que acredita em lulas.

É natural que tenham viajado tantas vezes no mesmo jatinho. É natural que se tenham entendido tão bem. Nasceram um para o outro. Os dois são vendedores de nuvens.


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Um comentário:

  1. ESTARIAM ACHANDO O SÃO JORGE DA LUA COM PINTA DE IDIOTA?
    Eu, por ex., de forma alguma; uma porque não é santo católico; outra: enquanto existir cavalo não andará a pé!
    Desde que vejo Lula se apresentar - só de ser comuno-marxista dispensam-se comentários - em que leio algo e acompanho seus procedimentos à luz da fé católica venho afirmando que, desde que ele milita na política há algo oculto por detrás de seu sucesso, está fora dele, seria um fantoche comandado por forças ocultas - outras também sediadas além mar.
    Assim, tudo o que explica o sucesso do Lula está no destinatário da sua fala e o direito ao voto universal não convive com um eleitorado sem escola e desescolado propositalmente, e a qualidade da mensagem revela como o destinatário é visto pelo remetente, e o Lula nos acharia a todos uns idiotas, bastando para tal até hoje estar se elegendo e se mantendo na mídia com essa empáfia toda; ele sabe com quem está mexendo - salvo exceções.
    Sempre que ouço o Lula, acidentalmente, me vejo xingado de toupeira, apesar de ser minoria e nunca nele ter votado.
    O eleitor brasuca, na sua maioria seria um superficial - veria num político apenas interesses imediatos e financeiros, o resto seriam qualidades dispensáveis - como sua ética-moral cristãs; idem, compra o que não entende e pior, não cobra a entrega do que comprou, e se o vendedor souber se desculpar direitinho de algum contratempo para com o cliente ainda exclama: puxa vida, como tem considerações, ele mostrou que o culpado foi outro: ele fora traído pelos amigos!
    E quer saber de uma coisa: bem que merece uma nova chance!

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