Mapas do Islã

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O Triunfo dos Porcos ensina de maneira notável como o Islamismo divide o mundo. E nós, no Brasil, estamos onde? No Dar-Al-Suhl, provavalemente. Lembro, com alerta, que Portugal é Dar-Al-Islam. O Dar-Al-Islam é todo aquela região que já foi dominada por muçulmanos. São Tiago MM, rogai por nós!
O Islão (qualquer que seja a corrente) alimenta uma ideia de superioridade moral que fundamenta uma visão essencialmente tripartida do mundo. O mundo, visto da perspectiva muçulmana, mapeia-se de uma forma simples e eficaz: ( há outras divisões menores, mas que não tocam na coerência do mapa maior) 

Dar-Al-Islam 
O mundo onde os muçulmanos mandam é a casa do Islão, a terra da submissão, o epítome da perfeição, o mundo tal como deve ser. 
"Vós formais a melhor comunidade suscitada entre os homens" (Alcorão, III, 110). 
Os muçulmanos exercem aí a plena soberania. O dar-al-islam aglutina o temporal e o espiritual. César é Deus, o laicismo é repudiado, e a sharia deve comandar a vida política. 
O dar-al-islam admite a presença de infiéis, mas dentro de condições bem definidas pela lei divina. Com melhor estatuto estão as "Gentes do Livro", fiéis das religiões de que o Islão se considera o estádio fechado e definitivo. São dhimnis (protegidos), protecção que resulta do facto de se submeterem. Osdhimmis devem um imposto especial (jiziyya, que paga o direito de viver na umma), não podem usar armas, chefiar muçulmanos, manifestar publicamente a sua fé, exercer proselitismo, ou ter relações sexuais com muçulmanos. Os seus testemunhos são inadmissíveis perante tribunais muçulmanos. 
São sujeitos a humilhações, porque "para o verdadeiro crente é uma obra pia expressar publicamente a sua aversão para com o dhimmi" (Juifs et Chrétiens sous l'Islam, Bat Ye'or, 1994).
Os infiéis que não sejam "Gentes do Livro", são idólatras, pagãos, "o que há de mais impuro no género humano". O seu destino é a escravatura ou a morte, excepto se aceitarem converter-se ao Islão. O que de resto aconteceu no Irão aos esquerdistas que apoiaram Khomeiny. 

Dar-Al-Harb 
É a casa da guerra, o espaço geográfico jurídico, político e espiritual dominado pelos ímpios. Nesse espaço os muçulmanos devem mentir e dissimular (taqiyya) se necessário mas, se e quando a relação de forças evoluir a seu favor, é seu dever fazer a guerra (jihad) para trazer para o dar-al-islam a parte do dar-al-harb onde se encontram. 
"não apeleis à paz quando tiverdes superioridade " (Alcorão, XLVII, 35) 

Dar-Al-Suhl 
É a terra do armistício. Tal como no dar-al-harb, os muçulmanos são minoritários, mas há uma atitude conciliadora para com os muçulmanos. Tal não anula a compulsão divina para submeter o território ao Islão, trata-se apenas de uma situação provisória ditada por razões tácticas. O infiel é amigavelmente desaconselhado de se esquivar ao proselitismo islâmico "pois a quem quer que se separe do Apóstolo depois do caminho lhe ter sido mostrado, far-lhe-emos enfrentar o inferno" (Alcorão, IV, 15) 
O estatuto legal dos infiéis e este mapeamento do mundo recolhem unanimidade nas 4 escolas jurídicas do sunismo e na tradição xiita, o mesmo acontecendo com a necessidade e intemporalidade da jihad, vista praticamente como o pilar adicional do Islão. 
Segundo a visão islamista, a sharia deverá reinar finalmente sobre a humanidade e todas as escolas religiosas, "moderadas" ou "radicais", ensinam isto. 
E todos estes conceitos jurídico-religiosos (jihad, dhimmi, dar-al-harb, etc) encontram ilustrações concretas nos diversos aspectos internos e externos de certos países muçulmanos. Com tendência para aumentar, na onda do Ressurgimento Islâmico que está a ocorrer desde o fim da 2ª Guerra Mundial. 
O Irão é um dos melhores exemplos, tendo ultrapassando em fervor e atitude a República Islâmica do Paquistão. A sua Constituição reintroduziu legalmente a dhimmitude, devidamente pormenorizada nos artigos 13º e 14º. 

O artº 20º, estabelece claramente que os direitos individuais são iguais para todos, mas dentro dos critérios da lei islâmica 
Externamente, o Irão entende que Israel ocupa uma parte do dar-al-islam, o que justifica e exige a jihad. Os judeus, sendo gente do livro, não devem ser exterminados, mas também não podem ser aceites na região senão na condição de dhimmis, estatuto incompatível com soberania política. Logo não é possível, à luz da lei islâmica, aceitar um Estado Hebraico. Esta é a razão pela qual nem o Irão nem os movimentos islamistas (Hamas, Hezbolah, etc) podem aceitar a existência de Israel. Opõem-se por isso à solução dos dois estados e entendem que deverá apenas haver um estado, no qual os judeus poderão ser autorizados a viver, com o estatuto que a lei islâmica para eles prevê. 
No campo sunita, a Arábia Saudita tem usado o seu poder financeiro para influenciar a atitude europeia, tentando acantoná-la numa espécie dedhimmitude. 
As redes terroristas islâmicas aplicam também os conceitos jurídico-religiosos na sua luta contra os infiéis. Se estes se comportarem como bonsdhimmis, podem se poupados aos atentados. Se agem contra os interesses da umma, são ameaçados e castigados. 

Por exemplo o Reino Unido foi encarado pelos islamistas como parte do dar-al-suhl, porque aí se acolhiam, e aí pregavam, as organizações e personalidades islamistas mais radicais, contando com a tolerância do governo inglês (o que valeu a Londres o título de Londonistão), que procurava colocar-se ao abrigo do terrorismo islâmico. 
A intervenção no Iraque e no Afeganistão fez com que o Reino Unido fosse colocado no dar-al-harb, passando por isso a ser alvo legítimo de ataques. 
Com a Espanha passou-se o contrário. A Espanha é por definição alvo da jihad, como Israel, uma vez que já fez parte do dar-al-islam. Aznar exacerbou essa ideia ao aliar-se objectivamente aos EUA. Os atentados de Madrid sancionaram a recusa da dhimmitude. Zapatero acedeu às exigências islamistas, agiu como um bom dhimmi, e a Espanha passou a fazer parte do dar-al-suhl, embora hoje já esteja outra vez no seu lugar correcto no mapa. 

Nos dias que correm, os muçulmanos que residem em Espanha, e que já são uma forte minoria, passaram à provocação ostensiva, conforme relata este artigo do The Independent, segundo o qual existem planos para transformar Córdova num local de peregrinação para os milhões de muçulmanos da Europa, uma espécie de Meca europeia, como refere este editorial do ABC. 
Os muçulmanos espanhóis exigiram até ser autorizados a fazer as suas liturgias no espaço da antiga mesquita, que agora é ocupado por uma catedral católica. 
Estes conceitos são fascinantes pela sua eficácia em matéria de conquista do poder. Foram eles que permitiram alargar o Islão à Europa, à África e à Ásia, nas duas primeiras jihads globais (640-750) e (1020-1689). 

Neste momento o Islão parte de novo à conquista do planeta, disse-o Amadinejad não há muito tempo: o objectivo último da política externa iraniana "é o governo unificado do mundo". 
Não se trata de mera fanfarronada, bluff, ou gaffe. A convicção da decadência do Ocidente está profundamente enraizada nos responsáveis e pensadores islâmicos e o pensamento totalitário tem uma psicologia própria. 

Hitler é um alerta notável. Ninguém levou a serio aquilo que dizia e que tinha escrito no Mein Kampf, era apenas um homenzinho magro e ridículo, à cabeça de uma nação empobrecida (com menos habitantes do que o Irão tem hoje) e sem músculo militar. 

Daí a poucos anos, esse homenzinho exercia o poder desde o Atlântico aos Urais, e fazia planos para o Reich dos Mil Anos e o domínio do mundo.  




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