Véspera do dia dos professores, lembremo-nos de Paulo Freire!

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1 Comentários
Paulo Freire, o Grande
Em homenagem ao dia dos professores, duas rapidinhas sobre o genial Paulo Freire:

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"Aluno é uma palavra de origem latina que significa SEM LUZ. Pedagogicamente não deve ser mais utilizada, pois, segundo Paulo Freire, toda criança traz consigo uma bagagem, portanto ela não é um papel em branco onde o professor irá escrever novos conteúdos."

O texto acima apareceu num fórum internético e foi considerado a melhor resposta à seguinte questão: "Qual é a origem da palavra aluno?". Reproduzo-o aqui porque, com sua marra politicamente correta, ele dá uma boa ideia da razão pela qual essa velha e furadíssima lenda etimológica tem vivido um momento de ouro nos últimos anos, circulando pela internet – inclusive em sites supostamente respeitáveis – em formulações parecidas com esta, que transcrevo de forma literal:

"A palavra "aluno" tem origem no latim, onde 'a' corresponde a "ausente ou sem" e 'luno', que deriva da palavra 'lumni', significa "luz". Portanto, aluno quer dizer sem luz, sem conhecimento."

Não é nada disso. Aluno veio do latim alumnus, "criança de peito, lactente, menino" e, por extensão de sentido, "discípulo". O verbo ao qual se liga é alere, "fazer aumentar, nutrir, alimentar". Uma consulta simples a qualquer dicionário etimológico resolveria a questão.

Curiosamente, isso parece estar fora do alcance de muita gente envolvida em atividades pedagógicas, campo em que a asneira tem vicejado. O fermento que nutre a desinformação é ideológico: a falsa etimologia, afinal, denunciaria a visão estreita da pedagogia que se recusa a ver o estudante como um igual do professor, alguém que tem tanto a ensinar quanto a aprender, coisa e tal.

O irônico é que, com professores assim, isso acaba sendo verdade, ainda que pelas razões erradas.

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Nota do Frei: Na ainda imbatível tradução da Ilíada de Manuel Odorico Mendes, Aquiles é chamado de "aluno de Jove". Por estes motivos mesmo. Ele foi nutrido por Júpiter. Mas foi aluno de Quíron :) 

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Não posso deixar de citar um trecho delicioso de Olavo de Carvalho falando sobre este gigante da educação nacional

"Não digo isso para criticar a nomeação póstuma desse personagem como "Patrono da Educação Nacional". Ao contrário: aprovo e aplaudo calorosamente a medida. Ninguém melhor que Paulo Freire pode representar o espírito da educação petista, que deu aos nossos estudantes os últimos lugares nos testes internacionais, tirou nossas universidades da lista das melhores do mundo e reduziu para um tiquinho de nada o número de citações de trabalhos acadêmicos brasileiros em revistas científicas internacionais. Quem poderia ser contra uma decisão tão coerente com as tradições pedagógicas do partido que nos governa? Sugiro até que a cerimônia de homenagem seja presidida pelo ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, aquele que escrevia "cabeçário" em vez de "cabeçalho", e tenha como mestre de cerimônias o principal teórico do Partido dos Trabalhadores, dr. Emir Sader, que escreve "Getúlio" com LH. A não ser que prefiram chamar logo, para alguma dessas funções, a própria presidenta Dilma Rousseff, aquela que não conseguia lembrar o título do livro que tanto a havia impressionado na semana anterior, ou o ex-presidente Lula, que não lia livros porque lhe davam dor de cabeça. "


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Um comentário:

  1. CADA POVO TEM OS EDUCADORES QUE MERECE!
    Paulo Freire é uma neoplasia maligna que adentrou o magistério docente nacional, e com suas raízes marxistas foi um dos maiores responsáveis pela falência da Educação no Brasil.
    Se o ensino era ruim o suficiente, agora piorou, pois uma lei decretou que doravante será o patrono da (des)educação brasileira.
    Paulo Freire, a não ser um esquerdista insano que defendia luta armada, escreveu um monte de idiotices em seus livros de uma boçalidade ímpar; é tido como educador, sendo que seus livros não falam do processo ensino-aprendizagem, não orientam o professor, não expõem a importância da família e nem sugestões para uma melhoria do cenário educacional. Seus livros apenas são cartilhas marxistas, num tempo onde o próprio marxismo já era anacrônico. Se bem que marxismo de fato nunca existiu, salvo na mente dos maconheiros das facurdadis de (pseudo)ciências Humanas que povoa a USP ou outro retiro de viciadinhos burgueses, que atacam o capitalismo tuitando com iPhones e usando calça de grife, mas sempre se arvorando como "defensores" dos pobres e dos "trabalhadores", como eles!
    Aquele livreco chamado "Pedagogia do Oprimido" é um libelo de tudo que não deveria ser usado, em que tudo resulta numa questão de luta de classes...
    Que sobrou disso? Professores idiotizados, nada mais, doutrinadores esquerdistas que pessoas imbuídas em ensinar; afinal, qual seu papel no cenário educacional? Nenhum, a não mandar se reescreverem livros, dicionários etc., dentro das novas normas ideológicas dos malucos marxistas, na NOVILINGUA DO PT, conf. na net., em que "ensinam" apenas como se comportar frente às exigências do deus-Estado e de seus ideólogos comunistas.
    Verifiquem as diferenças radicais entre Paulo Freire e Içami Tiba.
    Eis a receita de Paulo Freire para afundar ainda mais o Brasil esgoto adentro, logicamente, para que esse projeto de destruição social perpetue, contando com os votos dos anti cristãos e alienados eleitores do PT!

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