Pout-pourri de preocupação ou porque Francisco me fez esquecer de Celso de Mello

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Publico aqui um pout-pourri de diversas notas que publiquei no Facebook sobre o que disse o Papa Francisco em sua entrevista. 

Ao final, vão três textos que não são meus. 

Ah sim, e a nefanda montagem de Francisco com uma bela bocarra :)

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Não questiono as melhores e boas intenções do papa no que disse, mas, honestamente, foi conveniente? Foi útil? Ou gerou escândalo que poderia ter sido evitado? 

"Tudo é permitido, mas nem tudo é conveniente" já dizia o apóstolo. Ao papa não é dado a mesma liberdade de iniciar polêmicas interpretativas como é dada a um reles sacerdote.



É inegável que o papa tenha de ponderar o mau uso que suas palavras podem ser feitas pelos inimigos da Igreja, e não dar tanta brecha. Tem de falar simples como as pombas, mas tem de ser prudente como as serpentes. Como Nosso Senhor fazia. Está nos evangelhos, os inimigos do Senhor buscavam o fazer cair por palavras e distorciam seus ensinamentos a todo momento. Se chamaram de Belzebu ao dono da casa, imagine ao empregado! Se distorceram o que disse Jesus, imagine ao pobre Bergoglio!

Enfim, por isto que não sou Papa. Não dormiria uma noite sequer esmagado sob tal responsabilidade. 

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Pelo Código de Direito Canônico vigente, um fiel tem todo o direito de expor suas preocupacoes com a Igreja à hierarquia. 

Sendo assim, criticar as palavras inadequadas do Papa NÃO É PECADO.

Cuidado com quem quer ser mais papista que o Papa!

A Igreja não é Cuba, não é Coréia do Norte, não é URSS para ter um "Grande Líder" perfeito nem prevê crime de lesa-majestade de quem ousa o contestar fora do escopo (muito restrito) de doutrina e moral, o que não foi o caso.

Amo o papa, amo a Igreja
Por isso me preocupo.
Se fosse um néscio como Tomaz Balduíno a dizer uma ratada, dava de ombros! 

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Confesso que depois do que disse Francisco até perdi o rebolado para apontar o dedo para o Celso de Mello... 

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É, é inegável que a Gaystapo move guerra inclemente e de extermínio à Igreja! 

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"Onde multiplicam-se as palavras, multiplicam-se os enganos" 

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Desrespeito ou crítica bem humorada? Em certo sentido, Paulo não desrespeitou Pedro o chamando de hipócrita? Maquiavel desrespeitou Alexandre VI dizendo que nunca cumpria sua palavra? E o que tem a ver Bento XVI ai? Você quer criar divisão entre Papas? A Igreja nao nos pede lealdade soviética ao Papa, mas a doutrina. Apenas Stálin na velha União era perfeito e nenhuma satira era admitida.

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E ai, católicos injuriados? Bora eleger um antipapa, ehehehe? Sugiro aclamarmos o Papa Fabiano II (ex Fábio de Melo) (Brincadeirinha!)

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O Papa é infalível em matéria de doutrina e moral. E nec plus ultra... 

Isto não significa que todas suas decisões ou palavras resultem em bem da Igreja. Alguns papas fizeram muito mal à Igreja por seus atos, palavras ou omissões. Uns por pecado, outros por engano humano mesmo. 
Às vezes se usam de táticas erradas. Simples assim. Vide Avignon et al

Os Papas medievais e renascentistas se perdiam na simonia e no nepotismo.

Os Papas hodiernos se perdem na frente de jornalistas. 

Pelo menos falar bobagens não é pecado comparável à simonia ou fornicação. 

Às vezes os Papas estão com boas intenções, mas põe os pés pelas mãos. Se visse o futuro, estaria JP2 em Puebla no inicio da TdL? Teria São Celestino V feito tantos cardeais franceses que levariam a Avignon? Teria B16 levantado a excomunhão à Williamson? Teria Clemente XIII dissolvido à Cia de Jesus?

Papas pecam.
Papas erram. 
Papas falam demais. 
Como nós...
(Logicamente estão numa posição mais grave e Deus cobrará proporcionalmente). 

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Definitivamente Francisco acabou de ter sua Regensburg. E desta vez foi comparável à questão honoriana... 

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Abaixo são palavras de Dom Henrique Soares da Costa, um Bispo de culhões.

O Papa também não disse que a Igreja deve deixar de denunciar o aborto. Ele disse que é preciso contextualizar a questão do aborto!

Compreendamos: no cristianismo, a moral decorre do dogma. Primeiro cremos em Jesus, amamo-Lo, entramos em comunhão com Ele na Palavra, nos sacramentos santos, na oração... Tudo isto obriga-nos à conversão: a viver uma vida segundo Cristo! Isto aparece bem na palavra de São Paulo: "Se ressuscitastes com Cristo (verdade de fé), procurai as coisas do Alto (consequência na vida)!"

O que o Santo Padre quis afirmar foi que a doutrina da Igreja sobre o aborto, o matrimônio e a sexualidade deve ser colocada no contexto do anúncio do Cristo como salvação enviada pelo Pai! Imagine uma Igreja que só fizesse falar sobre temas morais, sem anunciar Jesus... Como as pessoas que não conhecem o Senhor podem acolher Suas exigências? É o amor que torna as exigências aceitáveis. Do contrário, a Igreja não teria uma moral, mas um moralismo!

É somente isto que o Papa quis exprimir... E ele está correto, e não diz nada de novo! A Igreja continua e continuará contra o aborto, chamando a atenção para a desordem moral dos atos homossexuais e o absurdo da cultura gay. Continuará a insistir na indissolubilidade do matrimônio. Mas tudo isto, dentro de uma anúncio positivo: Deus enviou o Seu Filho ao mundo para salvá-lo! Convertamo-nos todos, deixemos a vida velha! Creiamos nesse Evangelho de salvação! - É o anúncio do próprio Jesus, do qual nem o Papa nem cristão algum pode abrir mão! 

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Abaixo são palavras de Reinaldo Azevedo:

"A fala de Francisco atrai a atenção e a simpatia dos que acham que a Igreja Católica só passará a ser aceitável quando deixar de ser a Igreja Católica, transformando-se, quem sabe?, numa ONG. Ao contrário do que se diz, dadas as grandes religiões, o catolicismo é a que busca mais obsessivamente a "modernidade", ajustando o seu discurso aos grupos influentes. A despeito disso, é alvo frequente da fúria antirreligiosa na imprensa ocidental, o que, é visível, não acontece com o islamismo, por exemplo. A ironia é que as vertentes que mais crescem no Islã são as de cunho fundamentalista — inclusive no Ocidente. Não obstante, os "analistas" são sempre muito cuidadosos em distinguir aquela que seria a "essência" da religião de suas supostas deformações extremistas. (...) Com Francisco, por enquanto, antevejo uma Igreja tratada com mais simpatia por seus críticos habituais, mas ainda menor: não atrai os que a repudiam por princípio e corre o risco de perder os fieis que já tem. Igreja não é ONG, e papa não é um livre-pensador. (...)

Respeito, como católico, a autoridade religiosa do Papa. Mas não tenho respeito nenhum por seus erros." 

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Abaixo são palavras de Olavo de Carvalho, nosso Jeremias, o profeta que ninguém ouviu.

"O Papa Francisco traça um retrato unilateral dos homossexuais como vítimas, e nem de longe menciona o poder político gayzista e a guerra sem quartel que, com o apoio da mídia, de vários governos, de fundações bilionárias e de organismos internacionais, ele move contra a Igreja em toda parte. Isso não é admissível, não é tolerável e, simplesmente, não é honesto."



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4 comentários:

  1. O PAPA FRANCISCO PODERIA, AO NÃO SER CONTUNDENTE COMO OS ANTECESSORES, FACILITAR A IMPRENSA INIMIGA DA IGREJA APROVEITAR-SE DAS OPORTUNIDADES; ELA SOBREVIVE DISSO.
    Em geral vinculada a ideologias e seitas seculares inimigas da Igreja, como os maçons, comunistas e protestantes, além disso mais convém à imprensa hoje em dia, raras exceções, por sinal controlada por globalistas, é o "frisson" da noticia; se verdade ou não depois se vê.
    O terreno em que o Sumo PontÍfice caminha é minado, ardiloso e os hostis à Igreja se aproveitarem de sua fala - truncam como via de regra palavras, textos ou relatam frases soltas noutros contextos para confundirem os incautos católicos - imaginemos quando sua fala é mais suave e gentil com os infratores católicos, gerariam-lhes mais chances de interpretações duvidosas, convenientes aos interesses das ideologias niilistas.
    O Papa nada tem dito que a Igreja já não o faça sempre, embora se arriscaria na forma como se expresse de manifestar-se sempre em favor das pessoas marginalizadas as acolhendo, oportunizando de o interpretarem como de igual modo conivente para com seus erros, como se acolhesse os membros da DITADURA DO RELATIVISMO, em nome de uma suposta "compreensão, fraternidade e pacifismo".
    O único problema no caso seria de tratar a imprensa mundial repelente à Igreja como que o interpretaria corretamente, bem intencionada; muito ao contrario, deveria sempre às entrevistas se considerar, salvo poucas exceções, em meio a uma alcateia de lobos vorazes.

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  2. Precavendo-se de repórteres da mídia geral - GLOBO, SBT, BAND, REDETV!, RECORD ETC., REVISTAS E JORNAIS NACIONAIS OU ESTRANGEIROS a pronunciamentos do papa Francisco!
    SEJA SELETIVO; PROCURAR APENAS AS FONTES SEGURAS E CREDENCIADAS PELA IGREJA!
    Para o papa - segundo os repórteres globalistas - "A Igreja não poderia interferir espiritualmente na vida dos gays, abre-a a eles, aos divorciados e às mulheres que abortam ou seja, doravante vale tudo e a Igreja insiste demais em homossexualidade e aborto e o papa critica obsessão da Igreja por aborto, casamento gay e contracepção etc.".
    Trata-se de uma entrevista, o Papa responde a uma pergunta específica, e portanto é óbvio que o alcance de suas palavras deve estar circunscrito ao contexto dela.
    SOBRE O ABORTO, HOMOSSEXUALISMO, RE-UNIÕES ETC., CORRIGINDO AS DISTORÇÕES DE QUE FOI VÍTIMA DOS FALSOS REPÓRTERES:
    EM ÂMBITO GERAL:
    Existem cristãos que vivem em situações não regulares para a Igreja ou, de qualquer modo, em situações complexas, cristãos que, de um modo ou de outro, vivem feridas abertas. Penso nos divorciados recasados, casais homossexuais, outras situações difíceis. Como fazer uma pastoral missionária nestes casos? Em que insistir?
    ABORTO E MAIS:
    Penso também na situação de uma mulher que carregou consigo um matrimónio fracassado, no qual chegou a abortar. Depois esta mulher voltou a casar e agora está serena, com cinco filhos. O aborto pesa-lhe muito e está sinceramente arrependida. Gostaria de avançar na vida cristã. O que faz o confessor?
    Numa audiência uma delegação de médicos católicos, o papa Francisco foi mais longe e disse que as crianças que são “condenadas ao aborto” têm “o rosto do Senhor”, tal como os idosos cujo direito à vida não é respeitado. Por isto, a atenção à vida humana na sua totalidade se tornou nos últimos tempos uma verdadeira e própria prioridade do Magistério da Igreja, particularmente àquela mais indefesa, isto é, ao inválido, ao doente, ao nascituro, à criança, ao ancião – que são as vidas mais indefesas”.
    Ele ainda vai mais longe: "Trata-se de é um mandato: sede testemunhos e difusores desta “cultura da vida”. O vosso ser católico comporta uma responsabilidade maior: antes de tudo com relação a vós mesmos, pelo empenho de coerência com a vocação cristã; e depois diante da cultura contemporânea, para contribuir a reconhecer na vida humana sua dimensão transcendente, marca [impronta] da obra criadora de Deus, desde o primeiro instante de sua concepção. Este é um empenho da nova evangelização que muitas vezes exige andar contra a corrente, pessoalmente [pagando di persona].
    E CONCLUI:
    Nunca deixem de rezar ao Senhor e à Virgem Maria para terem sempre a força de cumprir bem o trabalho de vocês, testemunhando com coragem – com coragem! Hoje se exige coragem! -, testemunhando com coragem o “Evangelho da Vida”. Muito obrigado!
    Lembra-se da farsa montada por Stálin, idolatrado por alguns partidos comunistas brasileiros: "Pio XII, o papa de Hitler", bem mais tarde desmascarada?

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  3. A cada dia sinto mais falta de Bento XVI...

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  4. Leonardo S. de Oliveira.21 de outubro de 2013 14:43

    A cada dia sinto mais falta de Bento XVI... 2

    O Papa Francisco anda muito políticamente correto.
    Estamos em plena guerra cultural onde ateus, pagãos, hereges se unem para destruir a Igreja Catolica.
    Tentam de todas as formas criarem leis que criminalizem os católicos ( PNDH,PLC122,LEI DE ABORTOS ETC...), e ele não condena essas coisas.
    Está ocorrendo um genocidio silêncioso em todo mundo que é a morte de crianças inocentes no útero materno e ele trata essa questão como no "contexto".
    Condenar quem mata crianças inocentes é dever do Papa e não tem que usar de Eufemismos.
    Faço minhas as palavras de Reinaldo, Respeito;
    "Respeito, como católico, a autoridade religiosa do Papa. Mas não tenho respeito nenhum por seus erros."

    In Corde Jesu, semper.

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