Importante: Papa proclama jejum dia 7 de Setembro, pela paz na Síria

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Nota do Frei: Vocês ouviram o bispo de Roma, não? Jejum dia 7 de setembro. Ah, é o feriado de Independência que cai no sábado. Tanto melhor para a penitência! Mais penitência ainda ter de jejuar no sábado onde estamos livres.

E os protestos? Honestamente, quero que os protestos se protestem. Eu tenho minhas dúvidas que sem o PT insulfando algo sai. Veremos. Quanto a mim, protestarei com meu terço pela paz na Síria. Todo dia pode ser dia de protesto no Brasil. 

Vejam que Francisco disse que o jejum deve ser feito de modo mais oportuno. Então que cada um pense como fará. Pular uma refeição, evitar carnes vermelhas, privar-se de algum prazer (lícito), cada um escolha o seu. Eu mesmo devo decidir o meu.

Vocês sabem que sempre sobrará para os cristãos da síria no final. Tem sido assim no Iraque, na Líbia, no Egito... os cristãos são o saco de pancada. Qualquer facção que ganhe, seja a sunita rebelde, seja a alauita/xiita fará os cristãos serem presa deles.

É importante, gente. Vamos clamar ao Altíssimo pela paz da Síria. Lá estão também nossas raízes da fé, além "do Jordão e das terras do Hermon, e do Monte Misar" (Sl 41). A Síria é vizinha da Galiléia de Nosso Senhor, e várias vezes na história do Antigo Testamento o reino sírio se aliou ou entrou em guerra com Israel. Mesmo Naamã, general sírio, foi curado pelas águas do Jordão em respeito à palavra do profeta Eliseu. Foi com o reino helenístico da Síria que Antíoco Epífanes e os selêucidas oprimiram Israel a época dos Macabeus. Foi após vencer a Síria Selêucida que Pompeu entrou em Jerusalém e anexou a Judeia, até caminhando no Santo dos Santos do Templo. Não se esqueçam que São Pedro foi bispo de Antioquia da Síria antes de ser de Roma. E foi na estrada de Damasco que São Paulo se converteu. E que a Síria foi campo de batalha entre romanos já se cristianizando e persas sassânidas então pagãos. É da Síria que vem a venerabilíssima Igreja católica de tradição melquita, em comunhão com Roma e com o Santo Padre. O deserto da Síria foi berço de muitos santos eremitas e grandes mosteiros. E mesmo que a Síria não tivesse tantas ligações históricas com nossa religião, o que está havendo lá é cruel demais para com o povo. 

Oremos pela Síria. Jejuemos dia 7 pela Síria em obediência ao Santo Padre. É um sacrifício muito pequeno perto do que passa o povo de lá.

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Papa Francisco no Angelus de 1 de setembro - Hoje, queridos irmãos e irmãs, queria fazer-me intérprete do grito que se eleva, com crescente angústia, em todos os cantos da terra, em todos os povos, em cada coração, na única grande família que é a humanidade: o grito da paz! É um grito que diz com força: queremos um mundo de paz, queremos ser homens e mulheres de paz, queremos que nesta nossa sociedade, dilacerada por divisões e conflitos, possa irromper a paz! Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra! A paz é um dom demasiado precioso, que deve ser promovido e tutelado.
Vivo com particular sofrimento e com preocupação as várias situações de conflito que existem na nossa terra; mas, nestes dias, o meu coração ficou profundamente ferido por aquilo que está acontecendo na Síria, e fica angustiado pelos desenvolvimentos dramáticos que se preanunciam. 
Dirijo um forte Apelo pela paz, um Apelo que nasce do íntimo de mim mesmo! Quanto sofrimento, quanta destruição, quanta dor causou e está causando o uso das armas naquele país atormentado, especialmente entre a população civil e indefesa! Pensemos em quantas crianças não poderão ver a luz do futuro! Condeno com uma firmeza particular o uso das armas químicas! Ainda tenho gravadas na mente e no coração as imagens terríveis dos dias passados! Existe um juízo de Deus e também um juízo da história sobre as nossas ações aos quais não se pode escapar! O uso da violência nunca conduz à paz. Guerra chama mais guerra, violência chama mais violência. 
Com todas as minhas forças, peço às partes envolvidas no conflito que escutem a voz da sua consciência, que não se fechem nos próprios interesses, mas que olhem para o outro como um irmão e que assumam com coragem e decisão o caminho do encontro e da negociação, superando o confronto cego. Com a mesma força, exorto também a Comunidade Internacional a fazer todo o esforço para promover, sem mais demora, iniciativas claras a favor da paz naquela nação, baseadas no diálogo e na negociação, para o bem de toda a população síria. 
Que não se poupe nenhum esforço para garantir a ajuda humanitária às vítimas deste terrível conflito, particularmente os deslocados no país e os numerosos refugiados nos países vizinhos. Que os agentes humanitários, dedicados a aliviar os sofrimentos da população, tenham garantida a possibilidade de prestar a ajuda necessária.
O que podemos fazer pela paz no mundo? Como dizia o Papa João XXIII, a todos corresponde a tarefa de estabelecer um novo sistema de relações de convivência baseados na justiça e no amor (cf. Pacem in terris, [11 de abril de 1963]: AAS 55 [1963], 301-302).
Possa uma corrente de compromisso pela paz unir todos os homens e mulheres de boa vontade! Trata-se de um forte e premente convite que dirijo a toda a Igreja Católica, mas que estendo a todos os cristãos de outras confissões, aos homens e mulheres de todas as religiões e também àqueles irmãos e irmãs que não creem: a paz é um bem que supera qualquer barreira, porque é um bem de toda a humanidade. 
Repito em alta voz: não é a cultura do confronto, a cultura do conflito, aquela que constrói a convivência nos povos e entre os povos, mas sim esta: a cultura do encontro, a cultura do diálogo: este é o único caminho para a paz.
Que o grito da paz se erga alto para que chegue até o coração de cada um, e que todos abandonem as armas e se deixem guiar pelo desejo de paz. 
Por isso, irmãos e irmãs, decidi convocar para toda a Igreja, no próximo dia 7 de setembro, véspera da Natividade de Maria, Rainha da Paz, um dia de jejum e de oração pela paz na Síria, no Oriente Médio, e no mundo inteiro, e convido também a unir-se a esta iniciativa, no modo que considerem mais oportuno, os irmãos cristãos não católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade.
No dia 7 de setembro, na Praça de São Pedro, aqui, das 19h00min até as 24h00min, nos reuniremos em oração e em espírito de penitência para invocar de Deus este grande dom para a amada nação síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo. A humanidade precisa ver gestos de paz e escutar palavras de esperança e de paz! Peço a todas as Igrejas particulares que, além de viver este dia de jejum, organizem algum ato litúrgico por esta intenção.
Peçamos a Maria que nos ajude a responder à violência, ao conflito e à guerra com a força do diálogo, da reconciliação e do amor. Ela é mãe: que Ela nos ajude a encontrar a paz; todos nós somos seus filhos! Ajudai-nos, Maria, a superar este momento difícil e a nos comprometer a construir, todos os dias e em todo lugar, uma autêntica cultura do encontro e da paz. Maria, Rainha da paz, rogai por nós!



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2 comentários:

  1. Frei,
    .
    Veja essa carta de um sacerdote sírio: http://praelio.blogspot.com/2013/09/carta-de-um-sacerdote-sirio.html

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  2. PAPA FRANCISCO: CONTE CONOSCO, OS CATÓLICOS DE BOA VONTADE!
    Há muitos católicos que comportam-se desassumidamente em relação à fé, pouco vão às Eucaristias, menos ainda jejuar; deveria ser normal na vida, mas transformado em algo tão extraordinário que muitos só o fazem, olhe lá, talvez na quarta feira de cinzas ou sexta feira santa.
    Convém dedicar-se a esta causa sendo dócil ao pedido do Santo Padre.
    Desde que não comprometa uma saúde frágil, tome o café da manhã de forma mais sóbria e pule uma refeição durante o dia.
    Faça uma oração oferecendo o período de jejum pelas intenções do Santo Padre, de suas intenções particulares e anexadas a seu pedido, pela paz na Siria.
    Recolha-se ao silêncio o máximo que for possível.
    Na pior das hipóteses, poderá penitenciar-se dando uma contribuição extra para igreja com os recursos, por ex., de cervejas e aperitivos etc.

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