"Ora acontece que os radicais de um dos lados pintam cartoons, e os do outro agridem, queimam e matam. Parecendo que não, há uma diferençazinha de nada."

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Nota do Frei: Depois que um comentarista me acusou de "ser a mesma moeda dos muçulamanos que decapitaram um padre" porque neguei que o Islã fosse uma religião de paz, vou abordar com mais freqüência a adorável religião do profeta Bafomé para tentar pôr juízo na cabeça de meus leitores. Que São Tiago, naquele título que é politicamente incorreto invocar, rogue por nós e nos proteja.

Publico aqui um post do meu favorito blog português, O Triunfo dos Porcos. O post é antigo, de 2007, mas ainda atualíssimo. É sobre aquelas malfadas charges de Maomé. Enquanto um lado publica charges, o outro mata quem publicou. É o "outro lado da mesma moeda" de meu comentarista. 


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Do blog Triunfo dos Porcos: "Radicais" - A imprensa dinamarquesa, em resposta ao planeado assassínio de um dos autores dos famosos cartoons sobre Maomé, decidiu republicá-los.O Secretário-Geral da Organização da Conferência Islâmica, ameaçou imediatamente que tal gesto levaria a confrontações entre muçulmanos e cristãos e que os dois lados ficariam reféns dos seus radicais.

Ora acontece que os "radicais " de um dos lados pintam cartoons, e os do outro agridem, queimam e matam. Parecendo que não, há uma diferençazinha de nada.


O senhor Ihsanoglu (um turco), na sua notável benevolência, deu-se ao trabalho de verter ensinamentos sobre o modo como nós devemos usar as nossas liberdades explicando que a liberdade de expressão não deve ser usada para insultar os valores e símbolos sagrados dos outros, porque isso incita ao ódio.

Talvez eu não seja tão sagaz como o Sr Ihsanoglu , mas parece-me que quem está aqui a incitar ao ódio é justamente o Sr Ihsanoglu ao sugerir que a violência muçulmana é uma resposta natural aos rabiscos de alguém.

A ver se nos entendemos: insultar os valores e símbolos dos outros, é feio e desagradável mas, e daí? Se isso fosse crime susceptível de punição física, então os valores de uma cultura específica teriam de ser vistos como universais, o que implicaria que aqueles que os não aceitam teriam de agir como se os aceitassem. O que, neste caso, equivaleria a forçar o Ocidente a aceitar a sacralização do islamismo, impedido a livre expressão de qualquer pensamento fora da ortodoxia islâmica. Implicação que conduz directamente à aceitação da prioridade e superioridade dos valores islâmicos sobre tudo o resto.


Ora isso é inaceitável.

Assim, embora o Sr Ihsanoglu e aqueles que ele diz representar se possam legitimamente sentir ofendidos, o direito dos cartoonistas desenharem o que bem entenderem prevalece sobre as suas susceptibilidades. E esse direito deve ser reafirmando e exercitado como principio, justamente em casos como este, face à intolerável intimidação que é feita às claras pelo Islão e seus representantes.

Na nossa cultura as pessoas têm diferentes pontos de vista sobre muitos assuntos e têm o direito de os expressar, mesmo que sejam pontos de vista idiotas como acontece frequentemente com o que dizem e escrevem o Daniel Oliveira, a Srª Ana Gomes, ou o Dr. Miguel Portas. E sabem que o contraponto desse direito é a disposição para ouvir também aquilo de que não gostam.

Qual a alternativa? Forçar a vontade das pessoas, obrigando-as a submeter a sua liberdade ao sistema de valores de alguns, afinal de contas o objectivo do Islão que significa literalmente "Submissão".


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