Amor à... Mentira

/
3 Comentários

Nota do Frei: Quanto digo que estamos lidando com delinquentes intelectuais, com mentirosos profissionais, não exagero. Leiam este excelente post de Reinaldo Azevedo (e seu complemento) sobre o Merchandising abortista na novela da Globo. Sua argumentação é lógica e desmonta as mentiras que a Globo coloca em horário nobre. Mas e daí? Um tolo joga uma pedra no buraco, mil sábios não conseguem removê-la, dizia o ditado chinês. Globo locuta, causa finita. Eu costumo defender a Globo, não que ela seja uma Rede Vida, mas é melhor ter uma emissora livre do Mundo que uma subjulgada pelo Governo. Mas honestamente, a Globo está está tomando a canga petista com gosto e sabujisse. A pergunta está certa: Controle da mídia para quê? Eles já rezam por vontade própria a cartilha do Foro de São Paulo. 

Eu nem mais reclamo da propaganda gayzista nas novelas. Sabendo quais são as preferências sexuais deste meio, é natura fazer apologia a qualquer coisa que não seja "pai e mãe". 

Venceste, Antônio Gramsci! Venceste!

A propósito, o texto original de Reinaldo Azevedo não tem imagens. Eu preenchi com imagens padrão sobre a Globo mas coloquei algumas de Gramsci. Sabe como é, tem de se dar o devido crédito a quem é devido. E o que a Globo fez é gramscianismo útero adentro. Ou rectum adentro, no caso de sua apologia gayzista.

***

Estava programada para esta quinta uma manifestação de militantes de esquerda no Congresso Nacional em defesa do controle da mídia. Nem sei se aconteceu. Acompanhei depois o julgamento do mensalão, fiquei estudando o caso da saúde, li sobre as barbaridades na Síria e deixei de lado os pterodáctilos. Escrevi no começo da tarde um post a respeito. Perguntei, então, por que as esquerdas querem tanto controlar essa tal mídia se controlada ela já está. E citei o caso da Globo. Indaguei se havia como a emissora ser mais de esquerda — em qualquer área que se escolha, incluindo as novelas.

Vi há pouco uma cena chocante de "Amor à Vida". Está inaugurado o merchandising militante pró-aborto. Nunca houve antes nada parecido. Como há no enredo um hospital, lugar preferencial paras as maldades de Félix, o vilão que caiu no gosto popular, eis que, do nada, chega uma paciente com hemorragia. Mobiliza-se o socorro de emergência. Um médico então diz: "Eu não posso atender!"

A equipe tenta salvar a moça, mas em vão. Ela morre. E começa a discurseira. O médico mais velho diz que ela fez um aborto ilegal, que o procedimento foi malfeito e que a mulher morreu por isso. Vai mais longe: "Infelizmente, essa é uma das principais causas da morte de mulheres no Brasil". É mentira! É mentira escandalosa! Já chego lá. A enfermeira, com o cadáver ainda à sua frente, quentinho, dispara: "Morte de mulheres pobres, né? Porque as ricas fazem aborto em segurança" (se a fala não é exata, tratou-se de algo ainda mais primitivo). Foi mais longe, dizendo que essas mulheres também são vítimas da miséria e da ignorância. Ainda era pouco. O médico mais velho vai, então, procurar o outro, que havia dito que não poderia fazer o atendimento.


— Por que você não quis atender a paciente?
— Porque ela fez aborto. Isso é contra as leis divinas.

O chefe lhe dá uma carraspana. O rapaz, então, reproduzindo uma caricatura do discurso religioso, emenda:

— Me recuso a atender uma pecadora!
— Você está fora do corpo de residentes deste hospital!

Vergonha

Fiquei com vergonha de assistir à cena. As peças didáticas de Padre Anchieta para convencer os índios de que sua cultura original estava cheia de demônios eram mais complexas, mais sofisticadas, com mais nuances. Estou lendo "Sussurros", de Orlando Figes, sobre a vida cotidiana na URSS de Stálin. O didatismo brucutu dos comunas, nas escolas, contra os reacionários, era mais sutil e nuançado. Prometi a mim mesmo que não vejo a novela nunca mais, nem excepcionalmente, como hoje. Como vocês sabem, de hábito, estou trabalhando a essa hora. E nunca mais verei não porque ofenda as minhas convicções, mas porque ofende a minha inteligência. O merchandising social — a morte de fetos se insere nessa categoria? — tem um compromisso com a verdade.

Principal causa de mortes?

Eu não sei, ou sei, por que os abortistas precisam mentir tanto. Qual é o problema dessa gente com os fatos e os fetos? Até outro dia, os mentirosos contumazes diziam que 200 mil mulheres morriam, por ano, vítimas de aborto. Eleonora Menicucci, a abortista e ex-aborteira que é ministra das Mulheres, chegou a levar esses números a uma reunião da ONU. Em fevereiro de 2012, fiz uma conta com os dados disponíveis, todos oficiais.

Acompanhem

Em 2010, o Censo do IBGE passou a investigar a ocorrência de óbitos de pessoas que haviam residido como moradoras no domicílio pesquisado. ATENÇÃO! Entre agosto de 2009 e julho de 2010, foram contabilizadas 1.034.418 mortes, sendo 591.252 homens (57,2%) e 443.166 mulheres (42,8%). Houve, pois, 133,4 mortes de homens para cada grupo de 100 óbitos de mulheres.

Vocês começam a se dar conta da estupidez fantasiosa daquele número? Segundo o Mapa da Violência, dos 49.932 homicídios havidos no país em 2010, 4.273 eram mulheres. Muito bem: dados oficiais demonstram que as doenças circulatórias respondem por 27,9% das mortes no Brasil — 123.643 mulheres. Em seguida, vem o câncer, com 13,7% (no caso das mulheres, 60.713). Adiante. Em 2009, morreram no trânsito 37.594 brasileiros — 6.496 eram mulheres. As doenças do aparelho respiratório matam 9,3% dos brasileiros — 41.214 mulheres. As infecciosas e parasitárias levam outros 4,7% (20.828). A lista seria extensa.

Agora eu os convido a um exercício aritmético elementar. Peguemos aquele grupo de 443.166 óbitos de mulheres e subtraiamos as que morreram assassinadas, de doenças circulatórias, câncer, acidentes de trânsito, doenças do aparelho respiratório, infecções (e olhem que não esgotei as causas). Chegamos a este número: 185.999!!!

Já começou a faltar mulher. Ora, para que pudessem morrer 200 mil mulheres vítimas de abortos de risco, é forçoso reconhecer, então, que essas mortes teriam se dado na chamada idade reprodutiva — entre 15 e 49 anos. É mesmo? Ocorre que, segundo o IBGE, 43,9% dos óbitos são de idosos, e 3,4% de crianças com menos de um ano. Então vejam que fabuloso:

Total de mortes de mulheres – 443.166
Idosas mortas – 194.549
Meninas mortas com menos de um ano – 15.067
Sobra – 233.550

Dessas, segundo os delirantes de então, 200 mil teriam morrido em decorrência do aborto — e necessariamente na faixa dos 15 aos 49 anos!!!

Cessou a mentira

Quando desmoralizei, COM NÚMEROS OFICIAIS, a mentira das 200 mil mortes, essa bobagem parou de ser veiculada no país. O doutor que disse aquela besteira na novela, fosse de verdade, seria um mentiroso, um mistificador, um vigarista. Vejam acima as principais causas da morte de mulheres no Brasil, ricas ou pobres. Se a enfermeira histérica faz seu trabalho tão bem quanto pensa, coitados dos pacientes!

Os números reais

O número de mortes maternas, no Brasil, está abaixo de 2.000 por ano! Atenção! Estou me referindo à morte de mulheres em decorrência da gravidez. O aborto, segundo dados do DataSUS, corresponde a 5% dessas mortes, entenderam? Ocorre que esse número inclui tanto o aborto espontâneo como o provocado. Assim:

a) o aborto não é a principal causa da morte de mulheres;
b) o aborto não é nem mesmo a principal causa de morte materna.

Não gosto de merchandising, de nenhuma natureza, comercial, social ou, como é o caso, ideológico. Repugna-me a ideia de que se deve pegar o telespectador distraído para, então, "pimba!" Sabem por que jamais defenderia a sua proibição? Porque a engenharia legal para isso resultaria, com certeza, em algo ainda pior. Então que permaneça o mal menor — mas que chamo de "mal" ainda assim.

Demonização da religião

Aquele médico que se negou a atender a paciente que chegou morrendo, exibido na novela, não existe. Criou-se uma caricatura para, no fundo, demonizar o discurso religioso. Os índios caracterizados como diabos nas peças de Anchieta, no século XVI, eram personagens mais complexas e verossímeis. Imaginem se alguém formado em medicina se referiria a uma paciente terminal como "pecadora"; se diria a seu chefe que o aborto atenta "contra as leis divinas". Usa-se, então, o discurso ridículo de um médico para ridicularizar os que se opõem ao aborto por motivos religiosos, o que é um direito num país em que há liberdade de crença.

Há um outro nível de falsificação nessa história. Existem médicos às pencas que são agnósticos, mas que se recusam a praticar o aborto mesmo nos casos em que ele é legalmente permitido. O Código de Ética Médica lhes assegura o direito de alegar objeção de consciência. Nesse caso, sua obrigação é informar a paciente dos seus direitos e encaminhá-la para um colega. "E no caso de não haver quem faça, num rincão do Brasil qualquer?" Assegurado um direito a ser conferido pelo poder público, o estado tem a obrigação de prover os meios. Que se crie, sei lá, uma central nacional, com um número de telefone, para ocorrências dessa natureza e garantia de atendimento.

Uma coisa é certa: obrigar um médico a fazer um procedimento que viola a sua consciência seria um absurdo. Mas há uma pressão nesse sentido. Que eu saiba, nem os cubanos poderão se encarregar da tarefa… A novela entrou de forma grosseira nessa questão. "Amor à Vida" faz proselitismo em favor da adoção de crianças por gays e levou ao ar, nesta quinta, essa cena patética, mentirosa e patrulheira, sobre aborto. No Globo Repórter, a gente aprendeu que só uma família deve ser chata: a que tem papai e mamãe. Dia desses, um programa discutia a descriminação das drogas na base de quatro (a favor) a um (contra). Certamente não reproduz os percentuais que estão na sociedade.

E os pterodáctilos ainda querem fazer o controle social da mídia, muito especialmente da Globo, acusando-a, imaginem só!, de ser conservadora, reacionária. Pois é! Com todo o suposto conservadorismo e reacionarismo, um "médico" foi demitido. Deus nos livre da versão progressista. O coitado teria sido fuzilado em nome do povo e da vida.

Pode não parecer, eu sei, mas o que se viu em "Amor à Vida" foi uma manifestação absurda de intolerância. Intolerância com a divergência (os que se opõem ao aborto — e que, curiosamente, são maioria absoluta no Brasil) e intolerância com a religião, reduzida a uma patética caricatura. Deus nos livre da intolerância dos tolerantes! Sabem ser obscurantistas em nome das luzes.

Finalmente

A militância pró-aborto não tente tomar de assalto a área de comentários. Será inútil. E não porque eu me oponha à descriminação, mas porque este texto não propõe um debate de mérito. Admito, sim, uma contestação: quero que provem que os dados com os quais trabalho são falsos. Mas têm de provar. Não basta apenas repudiá-los porque eles desmontam as teses pró-aborto. Eu estou é contestando uma mentira transmitida a milhões de brasileiros. (...)

Escrevi naquele post sobre a novela "Amor à Vida" (mas nem tanto…) que sabia por que a militância pró-aborto mentia tanto sobre o número de mulheres mortas, mas acabei não explicitando o motivo. Ele é escandalosamente claro. É preciso haver uma razão moralmente forte para justificar a eliminação dos fetos. Então se cria essa falácia. Assim, uma opinião que é de matriz ideológica ganha um verniz humanitário. Por isso pilantras afirmavam, até o ano passado, que morriam, a cada ano, 200 mil mulheres vítimas de aborto. Não chegam a duas mil, como já escrevi, as que morrem em decorrência da gravidez — e o aborto, natural ou espontâneo, responde por 5% desse total. Façam as contas.

Igualmente fantasiosa é a história de que se faz 1,5 milhão de abortos clandestinos por ano no país. Por clandestinos, não há notificação. Sem notificação, o resto é chute. Ou alguém calcula o número de aborto por estimativa? Ora… Mas pensemos um pouco mais. Como sabem os médicos, cerca de 30% das fecundações não prosperam. São os abortos espontâneos, muitos deles nem mesmo percebidos pelas mulheres porque ocorrem logo nos primeiros dias. Por ano, nascem no Brasil, estima-se, 2,8 milhões de crianças. Pois bem, se nasce esse número e se os abortos provocados chegassem a 1,5 milhão, deveríamos concluir, então, que a soma dessas duas grandezas (4,3 milhões) corresponderia àqueles 70% que sobreviveram ao aborto espontâneo, certo? Não percam o fio.

Se, pois, 4,3 milhões de concepções correspondem a apenas 70%, os 100% somariam 6,142 milhões. Em 2010, a população feminina entre 15 e 49 anos somava, segundo o IBGE (dados de 2010), 53.675.289 mulheres. Assim, teríamos de concluir que, todo ano, 11,44% delas engravidariam. Isso é uma alucinação! Cada um defenda a causa que quiser. Essa gente deveria ter um pouco de pudor e fazer com que a sua convicção convivesse minimamente com a matemática. Querem eliminar os fetos? Pois que tenham a coragem de fazer a defesa dessa eliminação de cara limpa, sem inventar números que não resistem a um confronto mínimo com a realidade.

Não gostam de mim? Sou um carola reacionário? Tudo bem! Basta-me que passem a gostar da matemática e dos fatos.



Você também pode gostar

3 comentários:

  1. A MAIORIA ABSOLUTA, SEM O PERCEBER, DE MANHÃ À NOITE PENSA E AGE À ANTONIO GRAMSCI
    Antônio Gramsci “terrenizou" o pensamento para efetivar o socialismo; era um teórico socialista e militante do PC italiano, impressionado com a violência perpetrada pelos comunistas para dominarem as massas, descobriu uma diabólica e eficiente solução.
    Ele instruiu a condicionar o povo antes de fazer a revolução: doutrinar todos a pensarem, sentirem e agirem como membros de um Estado comunista, embora vivendo num país capitalista. Quando viesse o golpe comunista, as resistências já estariam anuladas e todos aceitariam o novo regime com poucas resistências, daí mudarem as estruturas de pensamento: os valores os símbolos, a linguagem etc. idem deturpar os valores do tronco judaico-cristão relativizando-os, sempre negando ser propaganda comunista.
    Disso, criaria um NOVO SENSO COMUM: todos julgarão doutra forma, sendo necessário, num processo lento mas imperceptível. Gramsci percebeu a necessidade de infiltrar nas organizações dedicadas à cultura, na mídia geral, nas comunidades religiosas, em especial usando a Igreja Católica e sua doutrina sutilmente socializada, deslanchando isso no Brasil a partir de D Helder, depois D Arns etc. - aliás, suspeitos de cooptados pela KGB - e dos Ds Casaldáligas e freis Boffs-TL & Cia asseclas hoje infiltrados na ala socialista da CNBB etc., deslocando a fé católica transcendente – oração, santidade, virtudes, vida eterna, salvação, pecados, inferno etc. – para o imanente, dos humanismos – salário, moradia, emprego, suposta justiça social – apelando para as farsas de "caridade" cristã ao pobres para se propagarem, transformando a doutrina católica em ensinamento revolucionario comunista revestido de aparências cristãs e, com os apelos acima, ergueram o PT e subverteram a população do Brasil para o comunismo.
    Eis aí a tática gramsciana marxista aplicando o melhor método que, para chegar ao poder, é dominando a cultura num processo continuo de influência subversiva na religião, nas escolas, nos meios de comunicação e especialmente nas universidades, disseminando os projetos ideológicos de 2 assumidos satanistas Engels e Marx, e teria à retaguarda o erguimento do projeto material-ateísta dos globalistas da NWO-Nova Era.

    ResponderExcluir
  2. Parabéns Frei pelo texto e ao Reinaldo Azevedo.
    Sua benção!

    ResponderExcluir
  3. A Globo tem uma politica de morde e assopra com a Igreja Católica ( e agora estão fazendo esta mesma politica com o evangélicos) a unica religião em que a Globo ama é a religião espirita, o resto, é tudo fantasia, é só da uma olhada nas novelas em que as pessoas mais religiosas são sempre as beatas chatas e mau humoradas, em contra pondo a isto, se vê nos noticiários como na JMJ noticias todas elas boazinhas, mas quando foi para mostrar aquele vergonhoso protesto das vadias e aqueles dois filhos do diabo que profanaram imagens sagradas, as notícias foram todas de relançe, e dizer que quem alimentam em parte aqueles protestos é justamente a rede globo de televisão. Como seria bom que o povo católico fossem unidos e deixassem de ver a programação não somente da Globo como também da Record, outras grande inimiga da Igreja Católica, por razões bastante obvias.

    ResponderExcluir

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.