A Regensburg de Francisco II - O que realmente disse Francisco

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2 Comentários

O que o senhor pretende fazer em relação ao monsenhor Ricca (acusado de ter amantes) e como o sr. pretende enfrentar toda esta questão do lobby gay?

Papa Francisco - Sobre monsenhor Ricca, fiz o que o direito canônico manda fazer, que é a investigação prévia. E nesta investigação, não tem nada do que o acusam. Não achamos nada. É a minha resposta. Mas eu gostaria de dizer outra coisa sobre isso. Vejo que muitas vezes na Igreja se busca os pecados de juventude, por exemplo. Abuso de menores é diferente. Mas, se uma pessoa, seja laica ou padre ou freira, pecou e esconde, o Senhor perdoa. Quando o senhor perdoa, o senhor esquece. E isso é importante para a nossa vida. Quando vamos confessar e nós dizemos que pecamos, o senhor esquece e nós não temos o direito de não esquecer. Isso é um perigo. O que é importante é uma teologia do pecado. Tantas vezes penso em São Pedro, que cometeu tantos pecados e venerava Cristo. E este pecador foi transformado em Papa. Neste caso, nós tivemos uma rápida investigação e não encontramos nada.

Vocês vêm muita coisa escrita sobre o gay lobby. Eu ainda não vi ninguém no Vaticano com uma carteira de identidade do Vaticano dizendo que é gay. Dizem que há alguns. Acho que quando alguém se vê com uma pessoa assim deve distinguir entre o fato de que uma pessoa é gay e fazer um lobby gay, porque todos os lobbys não são bons. Isso é o que é ruim. Se uma pessoa é gay e procura Deus e tem boa vontade, quem sou eu, por caridade, pra julgá-la? O catecismo da Igreja católica explica isso muito bem. Diz que eles não devem ser discriminados por causa disso, mas devem ser integrados na sociedade. O problema não é ter essa tendência. Não! Devemos ser como irmãos. O problema é fazer lobby, o lobby dos avaros, o lobby dos políticos, tantos lobbys. Esse é o pior problema. 

Nota do Frei: Vê se que o contexto é bem diferente do que se diz por ai, e a questão do jornalista surgiu num contexto de problema bem concreto. Aliás, ao final, Francisco invectiva o sindicalismo gay, a Gaystapo, que a serviço do marxismo cultural tanto mal faz à sociedade. 

Um ponto interessante e apimentado da entrevista é o que o papa fala da Renovação Carismática. Mas esta deixo para comentar depois. Aqui a ortodoxia católica é sem frescuras, mas as pessoas se surpreendem quando Frei Clemente Rojão é mais suave que elas. Tanto eu quanto ao papa querem nos colocar nos estereótipos. E se eu sou um cocozinho e querem me enquadrar, imagina ao papa!



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2 comentários:

  1. EM 2010 O ATUAL PAPA CONTESTOU CRISTINA KIRCHNER SOBRE A QUESTÃO GAY
    Àquela época, em viagem à China, ela o refutou publicamente sobre a afirmação de ser "uma guerra de Deus"; Kirchner acusou as lideranças religiosas adversas ao casamento gay de estarem nos "tempos das cruzadas".
    Na Argentina é conhecido pelo conservadorismo e anti kirchnerismo, idem como intenso defensor da ajuda aos pobres e apoiador de programas sociais, além de questionar políticas do livre mercado, apesar de até hoje inexistir em prática um regime ideal ou que não os explore; os social-comunistas então piores: além de os escravizarem, ainda reprimem as iniciativas pessoais.
    O atual papa é ortodoxo conservador em assuntos de sexualidade, aborto, uniões entre pessoas do mesmo sexo e o uso de métodos contraceptivos, como a pílula anti concepcional, provocadora dos ABORTOS OCULTOS, com certeza.
    A polemização de pronunciamentos papais debita-se à mídia anti Cristo: além de render bons dividendos, mantém ativado o "denuncismo anti católico"...

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  2. Frei,

    Não vale a pena falar sobre o elogio do Papa Francisco aos carismáticos. Se o fizer, por coerência você teria que falar também sobre o lava-pés feminino, sobre os Franciscanos da Imaculada, sobre a Francisca Imaculada, sobre Ricca, sobre os automóveis dos cardeais etc. e aí você não falaria de mais nada.

    Há coisas que é melhor não tentar explicar.

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