Minuto com um Papa - São João Paulo II

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No seu amor infinito pelo mundo, Deus deu o seu único Filho para ser Deus-conosco. Despojando-Se a Si mesmo para Se tornar igual a nós, Jesus nasceu da Virgem Maria em condições simples e pobres. E, mesmo completamente pobre e humilhado como aparece na Cruz, Ele é o Filho muito amado de Deus, o Salvador do mundo em toda a sua humilhação e pobreza. Quando veio habitar entre nós, Cristo proclamou a Boa Nova do Reino de Deus que chegou: um Reino de paz, justiça e verdade. Houve muitos, sobretudo pobres, necessitados e marginalizados, que O seguiram, mas a maioria dos poderosos do mundo revoltou-se contra Ele. Condenaram-n'O, pregando-O na Cruz. Esta morte ignominiosa, aceite pelo Pai como um sacrifício de amor pela salvação do mundo, abriu a estrada à ressurreição gloriosa pela força do amor do Pai. E assim Jesus foi estabelecido como Rei do universo, Profeta para todos os povos, e Sumo Sacerdote do santuário eterno. É Profeta, Sacerdote e Rei não só daqueles que O seguem, mas de todos os povos da terra. O Pai oferece-O como Caminho, Verdade e Vida a todos os homens e mulheres, a todas as famílias e comunidades, a todas as nações e a todas as gerações. 
Como Filho de Davi, Jesus não é apenas Rei mas também Bom Pastor daqueles que ouvem a sua voz. Ele conhece e ama os que O seguem. É o Pastor supremo das nossas almas, o Pastor de todos os povos. Guia a Igreja pelo poder do Espírito Santo que n'Ele habita em plenitude e que Ele, por sua vez, infunde nos seus discípulos (cf. Jo 20, 22). Com a força do amor, o Espírito guia a partir do mais íntimo das pessoas, tocando os corações e as mentes dos povos da Oceania e tornando-os livres para viverem a vida plena para que foram criados. 
Como Palavra de Deus, Jesus é o Profeta universal, a revelação total de Deus. Ele é a Verdade e convida as pessoas a crerem n'Ele e a partilharem a sua vida. O seu Espírito guia o baptizado na sua peregrinação diária rumo a novas profundezas desta verdade. Movidos pelo Espírito Santo, os Padres Sinodais debateram muitas questões nascidas da sua experiência pastoral e do seu amor pelo povo de Deus. Não foi possível encontrar todas as respostas durante os dias do Sínodo, porque muitas questões requerem mais reflexão, experiência e oração; na sua busca de esclarecimento, porém, os bispos compartilharam e professaram profundamente a convicção de que a verdade da salvação só se pode encontrar em Jesus Cristo, e que o seu Espírito dá conforto e orientação a quantos recorrem a Ele com os seus problemas e responsabilidades. 
O Senhor crucificado e ressuscitado é o Sumo Sacerdote que Se oferece a Si mesmo ao Pai como sacrifício eterno pela vida do mundo. Ele deu a vida por todos, e continua a cumular da sua própria vida os seus discípulos, sobretudo através dos sacramentos. Na sua oração, chegam ao Pai as preces de todos os crentes. Através do Espírito Santo, torna-os capazes de levar uma vida de íntima união com Deus e de caridade mais generosa para com os seus irmãos e irmãs, especialmente pobres e necessitados. Os debates sinodais puseram em evidência que a Igreja, ao apresentar Jesus, deve mostrar a sua amorosa compaixão por um mundo que necessita de cura. Todos os baptizados são chamados a formar o povo sacerdotal de Deus à imagem de Jesus, Sumo Sacerdote, e, como tal, devem ter compaixão de todos, sobretudo dos que estão mais carecidos, afastados, extraviados.
(Bem-aventurado João Paulo II, EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL ECCLESIA IN OCEANIA, 2001.)
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Nota do Frei: Observem e meditem este trecho: "A Igreja, ao apresentar Jesus, deve mostrar a sua amorosa compaixão por um mundo que necessita de cura".

Profundo, hein? Quanta doutrina condensada numa frase!!!

a) A Igreja deve apresentar Jesus, e não ficar com xurumelas economisticas e bricabaques sociológicos.

b) O mundo necessita de cura. O mundo não caminha para a perfeição sozinho, nem a História. É um mundo doente, manchado pelo pecado

c) Deus tem compaixão do mundo. Ele lamenta pelo estado do mundo, ele deseja ajudar. 

d) Amorosa. Deus ainda não vem ainda como um juiz, mas como um salvador. Ainda é o tempo da graça, ainda é o tempo de recolher os filhos de Jerusalém debaixo de suas asas

e) A Igreja deve. Deve de dever. A Igreja tem de mostrar. Mostrar Jesus é dever da Igreja. Mostrar. Se mostra é porque não estava a mostra. É porque não era óbvio. É porque não era claro. Mostrar Jesus é apenas a Igreja que pode fazer. 



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Um comentário:

  1. MUITO AO CONTRARIO DESEJADO POR MUITOS: A IGREJA DEVE SE MOSTRAR TAL QUAL É, NO ORIGINAL!
    Que não compartilhe do modernismo em suas diversas ideologias falaciosas, como:
    não se deixando fazer de trampolim como pretendem alguns, estilo Teologia da Libertação, querendo ajudar comunistas e usando sua doutrina adaptada para atrair entusiastas de um cristianismo relativizado.
    Que não permita uma segunda união; da vez anterior ainda não deu certo, quem sabe, dessa vez acertaria?
    Pecado? Que não permita depender da consciência de cada um; alguns argumentam que não precisaria ser tão exigente; seriam atitudes medievais e o mundo atual é flex.
    Para os casos acima e mais há seitas a rodo, de opções as mais variadas para atenderem os mais diversos gostos e tendências de mercado.
    Porém, ser a Igreja do Deus que apesar de tudo tem paciência conosco até ao extremo, mas que aos refratários poderá ser, na ocasião propicia, muito rígido.

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