Pelas barbas que Nasser não tinha! Explicando de maneira simples os problemas do Egito...

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2 Comentários
Hosni Mubarak, Faraó do Egito
Muhammed Mursi, Faraó do Egito
Mubarak-Mursi, Tout le meme!!
Muito simples, foi coroado um faraó que não conhecia José e passou a escravizar Israel...

Ops, o novo problema do Egito! 

Ah, sim, o anjo vingador do Senhor passou matando os primogênitos do Egito...

Não? O mais novo problema do Egito?

O rei Nabucodonosor da Babilônia colocou seu trono em Mênfis, conforme profetizou Jeremias...

Não ainda? 

Augusto derrotou Cleópatra e Marco Antônio e o Egito virou uma província romana...

O mais novo problema ainda? Deste século? De ontem? Ah, tá, por favor, expliquem...

Mubarak, numa façanha digna de Pepi ou Ramsés, governava o Egito há 30 anos numa ditadura laica. Sim, era laica. 

Parênteses: Nem tudo que é religioso é bom. Um governo laico é ótimo, porque dá a César o que é de César e a Deus o que é de Deus e não fica se metendo na religião. O cristianismo é uma religião boa. E ponto final. Não vou além. Ser religioso não é valor em si. Senão Deus não condenaria os adoradores de Moloc, eles eram religiosos, mas sacrificavam seus filhos no fogo. Foi a adoração ao César da vez que perseguiu a Igreja. Quando estado e religião se misturam, dá caca, e caca feia. Por isto que Jesus instituiu sua Igreja, que é completamente separada do Estado. Podem se colaborar, mas historicamente mais os Estados quiseram se usar da Igreja que vice-versa. Quem estudar a história dos catolicíssimos reis dos séculos XVII e XVIII, verá que muitas vezes usaram a Igreja para seus fins, não o Estado para o bem comum. A Ordem de Cristo, cujos Grão-Mestres eram da casa real, financiava caravelas para pregar às almas dos povos além-mar, que entravam para o Império Luso. A Inquisição Espanhola foi mais da coroa que da Igreja. Um sacerdote tem mais liberdade na nossa frágil democracia que na Lisboa do catolicíssimo D. João V com seu patriarca, duas dioceses e igrejas decoradas de ouro e pedras (se bem que das belas igrejas sinto saudades). Quanto a Luis XIV, atacou os protestantes franceses nem tanto por ser um católico zeloso, mas porque desde a época de sua infância sob Mazarino eram um partido contra a coroa. E falando da França, como não lembrar de Filipe IV que em plena Idade Média (oh, que os professores de história mentirosos e esquerdopatas dizem ser o "apogeu" da Igreja) tenta nomear bispos, prende o papa Bonifácio VIII em seu próprio palácio e o tortura, pedindo a renúncia de um velho? E D. Pedro II, o nosso mesmo, defendendo bispos maçons contra as ordens de Roma? Falarei de Bismarck pisando na Igreja alemã? Falarei dos crimes dos soviéticos contra a Igreja russa? Falarei dos príncipes alemães que viraram protestantes para tungar mosteiros?

Enfim, com o apoio do exército egípcio, o tirano Mubarak foi deposto. Fique registrado que Mubarak governava com o apoio do exército. Mas caiu. O exército assumiu o poder, organizou um governo provisório, fez-se uma Constituição e houve eleições. 

A única organização realmente capaz de mobilizar venceu, a Irmandade Muçulmana, de cujo berço saiu a Al-Qaeda. Venceu as eleições o presidente Mursi. Ai começou um processo de islamização do Estado egípcio, com Mursi tentando dar pequenos golpes nas leis e nos seus apoiadores, muitos miolo-moles democratas. Mursi tentou passar uma lei lhe dando plenos poderes acima dos tribunais. Mursi colocou seus asseclas da irmandade em postos-chave do exército. Os cristãos foram perseguidos por muçulmanos sob o olhar leniente do governo, coisa que não ocorria sob Mubarak. Enfim, o pais se incendiou. E os mesmos que pediram a queda de Mubarak. pediram a queda de Mursi. O exército, como fiador do poder no Egito, deu um golpe em Mursi que queria dar um golpe. Mursi tripudiou nas leis que o elegeram e caiu. Semelhança seja feita com João Goulart, que também investiu na bagunça e ele mesmo se derrubou. Logicamente Jango era mais burro e amador que Mursi. Sic semper tyrannis.

A tal primavera árabe virou um inverno islâmico. Sofreu a igreja cristã copta em muito. 

O problema, meus caros, é que no Islã não há separação entre lei religiosa e lei do Estado. A Sharia, a lei islâmica, é a lei de Deus, é perfeita. Então por que não organizar a sociedade por ela? NUNCA um grupo islâmico realmente fiel ao Islã vai aceitar este negócio de estado laico, estado laico que protege, por exemplo, os cristãos do Egito. Pela sharia, um cristão deve ser submisso ao Islã e é proibido de pregar e converter.

Já a lei de Deus cristã não tem pretensão alguma de organizar a sociedade. A lei cristã opera nas consciências dos homens. Não tem pretensões sobre a sociedade. Tanto é que São Paulo nas escrituras faz recomendações sobre o traje feminino que hoje em dia são solenemente ultrapassadas. Natural, não usamos mais togas nem túnicas! Não se pode dizer que calças sejam roupas de homens nem que a mulher se travista de homem ao usar calças femininas, nem havia calças como as nossas na época de São Paulo! A lei cristã condena a mentira, mas não legisla sobre o perjúrio. A lei cristã condena o roubo, mas não legisla sobre o furto, nem prevaricação, nem concussão. Que a consciência do homem o acuse se de pecado mortal ou venial, o tribunal de Deus julgará. E deixam-se para os homens decidir se é culposo ou doloso, delito continuado, crime hediondo, com progressão de pena, com multa, em regime fechado ou não. Isso é para os homens decidirem, cristãos e não-cristãos. Se os cristãos tiverem leis francamente anti-cristãs, como a legalização do aborto, ainda assim podem escolher não abortar e farão bem aos olhos de Deus, mesmo que lamentem os assassinatos cometidos pelos que agem legalmente abortando. 

Eis o busílis egípcio. Como fazer um governo democrático em que democraticamente não seja eleito um grupo islâmico que quer derrubar a democracia? A democracia se pode tudo, menos a derrubar. Opa, alguém está fazendo a comparação com as democracias na América Latina e o Fórum de São Paulo? Pois é... Eis o busílis brasileiro...


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2 comentários:

  1. FARINHA DO MESMO SACO!
    O termo "Islã" significa submissão, agradável a Deus etc. - seria um a deus muito radicalista - pelo fato de, desde que os conhecemos serem em quase totalidade, além de ferrenhos inimigos entre si - xiitas x sunitas... - identificarem-se muito com ideólogos niilistas, como os nazistas, vindo desde os conchavos com Hitler e sequenciando com seus irmãos gêmeos, os comunistas, a começar do Nasser em aliança total com a ex URSS.
    E à atualidade, quem está como a comunista Dilma e seu PT fazendo diabruras? Nada menos que comuno-islamita Obama, agindo da mesma forma quando determinado partido social-islamita vence as eleições no país por sobre outros idem grupos age de igual forma: pratica a mesma "democracia"; quem não se associar àquele grupo fica automaticamente tido como inimigo, levando-se em conta as múltis fratricidas guerras empreendidas internas e entre nações ditas islamitas e, quanto a eventuais grupos existentes cristãos então, a ordem é convertê-los à força ou então exterminá-los.
    Inclui-se a guerra midiática por se igualar ou ser mais forte que batalha campal.
    O momento presente para os árabes é muito dubio e nebuloso, e será sempre em continuas futuras disputas e noutras estranhas alianças nos mesmos moldes por causa de sua suposta religião, além de desagregadora, ainda se aliar a ideologias autoras das maiores barbáries conhecidas até então: às dos satanistas comunistas.

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