Os guardiães se corromperam, caro Platão

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"Quando os guardiães das leis e da cidade são guardiães apenas na aparência, vês que a arruínam de alto a baixo, enquanto, por outro lado, são os únicos a ter o poder de administrá-la bem e torná-la feliz”. - Platão, A República, livro IV

E não é o que vemos? A decomposição moral acelerada da nação sob o PT é o que, afinal? Os guardiães das leis apenas são na aparência, vivem de bacharelismo e formalismo. Os tribunais forma aparelhados, assim o Ministério Público, as Escolas, as Universidades, a Imprensa, tudo, tudo, tudo. Até mesmo a Igreja! A CNBB é uma correia de transmissão das idéias do PT. Sim, a Cidade de Deus foi instrumentalizada para servir aos homens.

É por isso que um padrão perverso se desenrola: Temos instituições que na teoria são boas, mas prática a inércia de caso pensado as torna ruins. A qualidade da vida intelectual como que sumiu, despareceu. A alta cultura se foi, tomada por  farsantes. A população é enganada pensando nesta intelligentsia que apenas é uma propagandista de um regime de poder. E o debate, envenenado, apenas valida o discurso do Moderno Príncipe de Gramsci.

Um país que insiste em chamar o PSDB de direita está doente. Doente de tudo na vida intelectual e moral. A confusão destes conceitos leva à confusão na prática, na vida pública. É impressionante como o desmazelo e o desgoverno em noção nação começam ai. Políticos que pensam apenas no bem próprio em detrimento do resto (como bem apontou Platão), e um povo absolutamente deixado a mercê de farsantes regendo sua vida cultural e intelectual. 

Direita e esquerda são politizações de símbolos mitológicos cujo conteúdo originário se tornou inalcançável na experiência comum. Elas existirão enquanto permanecermos no ciclo moderno, cujo destino essencial, como bem viu Napoleão Bonaparte, é politizar tudo e ignorar o que esteja acima da política. Não existirão para sempre. Mas, quando cessarem de existir, a política terá perdido pelo menos boa parte do espaço que usurpou de outras dimensões da existência. - Olavo de Carvalho, 1 de novembro de 2005



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