Bem-aventurados os pobres... de espírito

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Globo O bilionário saudita Al-Walid ben Talal acusou a revista "Forbes" de subavaliar sua fortuna. Na classificação de 2013, publicada na segunda-feira, a revista americana projetou a fortuna do príncipe em US$ 20 bilhões, tornando-o o 26º homem mais rico do planeta. O grupo do príncipe, sobrinho do rei Abdallah, diz preferir o ranking de bilionários da agência Bloomberg, que estima a fortuna dele em US$ 28 bilhões.

Segundo o Kingdom Holding, a avaliação da Forbes não leva em conta os ativos do príncipe listados na Bolsa saudita que seriam alvo de suposta manipulação.

"Com a constatação de que a Forbes não tem a menor intenção de melhorar seu método de avaliação, decidimos terminar nossa colaboração com a revista", diz o grupo, em comunicado.

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Sou um interiorano. Os ricos que conheci choravam pobreza até te convencerem a dar uma cesta básica para eles. O suposto silêncio do mineiro não é porque ele era nascido em Minas Gerais, mas vem da época que eram as minas mesmo. Um mineiro - que extrai minério - guarda a sete chaves a capacidade da sua lavra, para ninguém saber quando vai ficar sem minério e sem ouro. Os mineiros mais descolados, empresas inclusive, ocultam de outra maneira, dizem que a mina dura trinta anos, onde ninguém se lembrará de contar, nem é exagerado o bastante para duvidarem do filão. em 1980 a mina dura trinta anos de extração, em 1990 e 2000 a mina ainda dura trinta anos de extração.

Mas não deixa de ser curioso a reação destes nababos sauditas, de um país wahabita que consegue fazer o Irã xiita um bando de liberais. É uma ofensa ser o vigésimo sexto homem mais rico do mundo, é verdadeiramente o espectro da miséria e de viver sob a fome. 

Pobre príncipe. Vamos mandar uma cesta básica para ele.



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