''Talvez só a Corte de Dario, no Império Persa, fosse menos modesta do que a Corte de Brasília.''

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(...) Dilma e parte de sua comitiva se hospedaram no luxuoso hotel Westin Excelsior, na Via Veneto. Só ali ocuparam 30 quartos. Outros 22 foram alugados em hotel próximo — 52 ao todo. A diária da suíte presidencial é de R$ 7.700; o quarto mais barato sai por R$ 910. Informa ainda a reportagem: "Já a frota alugada inclui sete veículos sedã com motorista, um carro blindado de luxo, quatro vans executivas com capacidade para 15 pessoas cada, um micro-ônibus e um veículo destinado aos seguranças."

Caramba! E isso tudo porque Dilma, de fato, não tinha agenda nenhuma na capital italiana que não assistir à missa de entronização do papa Francisco no Vaticano. (...)

Dilma não tinha agenda de trabalho nenhuma em Roma, zero! Mesmo assim, leva tal comitiva junto que se faz necessário alugar 52 quartos e 14 veículos (segundo o Estadão, 17), o que inclui micro-ônibus, vans etc. Talvez só a Corte de Dario, no Império Persa, fosse menos modesta do que a Corte de Brasília. (...) Numa de suas primeiras manifestações públicas, o papa Francisco instou seus conterrâneos argentinos a não gastar dinheiro se deslocando para Roma. Pediu que doassem o valor correspondente aos pobres. Dilma deslocou a Corte de Dario até Roma e lá reiterou seu compromisso com os despossuídos. - Reinaldo Azevedo

*** 

O mesmo, em outro texto - Quando a presidente fazia a sua graça, já passavam de 20 os mortos pela chuva em Petrópolis. Deus é brasileiro? Acho que não. Mas Dilma é. Sérgio Cabral é. As autoridades de Petrópolis são. O Nordeste assiste à pior seca dos últimos 40 anos — anunciadíssima, e parte do semiárido já está esfaimando. Deus é brasileiro? Acho que não. Mas todos aqueles que não tomaram as medidas preventivas para que a rotina de miséria se repetisse são brasileiros. Brasileira, mais uma vez, é Dilma, que prometeu na Paraíba o Bolsa Bode quando voltar a chover. Eu sei que ela estava brincando, eu sei… Mas, definitivamente, é preciso parar com essa cafonice. Os brasileiros é que são brasileiros. Para o bem e para o mal, Deus não tem nada com isso. (***)

O deslocamento da Corte de Dario de Dilma Rousseff à Itália custou R$ 324 mil só em hospedagem. Coloquem aí todos os demais custos, a coisa passa fácil dos R$ 500 mil. Não foi inútil. Agora sabemos:

a: o papa é argentino, mas Deus é brasileiro;
b: o papa é uma pessoa normal porque fala portunhol e entende português;
c: o papa deu um livro a Dilma, mas apostou que ela não terá paciência para lê-lo;
d: o Brasil começou a combater a pobreza há apenas dez anos.

***

Agora, Celso Arnaldo captura os piores momentos - todos - de Dilma comentando o encontro com o papa:

Pelo que disse Dilma Rousseff na entrevista coletiva em Roma, a conversa de meia hora com o Papa Francisco foi tão cordial que só não o chamou de Chico para não matar Lula de inveja. Confira  os melhores-piores momentos do palavrório em dilmês castiço, extraídos do vídeo de cinco minutos (sem dublagem nem legendas) e publicados sem correções nem retoques:

O PAPA E O BRASIL MARAVILHA

Ele é uma pessoa extremamente carismática e, ao mesmo tempo, cum grande compromisso com os pobres, o que torna a relação com o Brasil uma relação muito importante para nós porque o governo brasileiro vem aos últimos 10 anos, a partir do Lula, focando a questão da superação da pobreza. E é uma política de Estado, eu inclusive, expliquei para ele como é que nós estamos, e ele conhecia bastante bem, não é, não houve nenhuma surpresa da parte dele, ele sabia o que nós estávamos fazendo.

O PAPA E O PAPELEIRO

Uma coisa que para mim foi muito interessante, ele falou que teve um papeleiro, vestido de papeleiro. Papeleiro é o nosso catador de papel. Ele trabalhava com o papeleiro e teve um papeleiro aqui no dia da entronização representando os papeleiros argentinos e eu falei para ele que nós geralmente fazemos – como vocês sabem – o nosso Natal, nós fazemos uma missa sempre na época do Natal com os papeleiros.

O PAPA E OS JOVENS

No que se refere à nossa Jornada Mundial da Juventude, a importância da juventude na construção do futuro da humanidade, e a Igreja como uma instituição secular tem no jovem, né, uma… um foco muito grande e ele estava me dizendo que ele espera uma presença grande dos jovens na medida em que ele é o primeiro papa, ele é várias coisas primeiro: ele é o primeiro Francisco, o primeiro jesuíta, o primeiro latino-americano, o primeiro argentino, e ele espera a presença massiva de jovens. Nós conversamos … muito entusiasmado … nós conversamos sobre a questão dos jovens, sobre essa questão das drogas, do crack, do reforço de valores, de princípios e de símbolos para a juventude.

O PAPA E APARECIDA DO NORTE

Ele me disse que ele vai a… vai comparecer a Aparecida, ele vai, logo depois da grande participação dele ir em Aparecida e até me lembrou que em 2007 ele esteve em Aparecida e me deu, inclusive, um livro que é a síntese do que eles fizeram em Aparecida em 2007, que foi uma conferência de bispos latino-americanos. E me disse assim: "Você não lê tudo, porque você pode se aborrecê. Então você pegue o índice e olhe os assuntos que te interessá vai lendo aos poucos".

O QUE DILMA ESPERA DO PAPA

Eu acho que ele será um papa muito importante para o momento em que todos nós vivemos.

O QUE O PAPA ESPERA DO BRASIL

Olha, eu tenho a impressão que ele, em vez de fazer um pedido, ele mais disse que tava com o Brasil, que estava com a América Latina, a forma dele falar é mais nesse sentido.

OS CONSELHOS DO PAPA A DILMA

Ele disse que tinha de evitá orgulho, o papa é muito, eu diria assim, muito modesto. Ele comentou que não se pode ter orgulho, nem pretensões, você tem que lutá para fazê as coisas direito, e lembrar sempre que tem um peso nas costas. Ele é um papa muito normal, viu?

O comboio de fantasias desandou já no fim da entrevista, quando uma jornalista quis saber em qual idioma Dilma e Francisco viraram amigos de infância. Resposta:

"Ele fala em portunhol igual à gente", respondeu a entrevistada, caprichando na expressão beatífica de quem jamais cometeu um único e escasso pecado venial. "Ele entende português bem, ele não tem tradução". 

Poliglota e argentino, o Papa decerto entende português. Quem não entende é a presidente que se expressa em dilmês, ramificação degenerada do idioma oficial do Brasil. O subdialeto é uma usina de frases sem pé nem cabeça, metáforas amalucadas, raciocínios sem começo ou sem fim, brigas de foice entre sujeito e predicado e outras perversões linguísticas.

Caprichando na expressão beatífica de quem jamais cometeu um único e escasso pecado venial, a chefe de governo garante que o novo chefe da Igreja Católica entende tão bem esse espanto que não chamou o intérprete para ajudá-lo a decifrar o que ela disse em dilmês com sotaque cucaracha. Ou Dilma mentiu de novo ou Francisco é muito mais que Papa. É o próprio Espírito Santo.



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Um comentário:

  1. PREFERIREI QUE ESSES VERSOS POR SI SÓ O FAÇAM PELO QUE REDIGIRIA.
    RETRATO DE QUEM PÕE FÉ NO DIABO!
    VERSOS PARA SE COPIAREM, SEREM MEDITADOS E GUARDADOS!
    Do aluizioamorim.blc, cantor gaúcho José Fighera Salgado.

    Que heróis são esses que ergueram massas
    Pregando o fim de alheias propriedades!
    Tramando golpes com base em mentiras,
    Ideologias de falsa igualdade!
    Que heróis fajutos, que com mil falácias
    Organizaram hordas de iludidos!
    Disseminando ódio entre as classes
    Com seus conceitos falsos e falidos!
    Que heróis de araque que até hoje guiam
    Servos que travam inúteis contendas;
    E assim militam por ruas e becos,
    E cortam cercas pra invadir fazendas!
    Que heróis bandidos que pregaram roubo
    E caridade com dinheiro alheio!
    Mas cujo bolsos de seus seguidores
    Não se abstém de os manterem cheios!
    Legado tosco o destes heróis,
    que greves tolas vão influenciando!
    Pelas escolas, poluindo livros;
    Nas faculdades, mitos se tornando!
    E os seguidores dos heróis de barro,
    Que alcançando pleno poder,
    Confiscam armas do povo que, assim,
    Nem mais a vida pode defender!
    Sagaz macabras as destes heróis,
    Cujos ideais, pátrias degeneram!
    Destroem jovens, corrompendo mentes
    Com utopias que nunca prosperam!
    São cultuados em todas as partes;
    Cidades, campus e universidades!
    E assim, aos poucos, seus servis soldados
    Calam as vozes que falam verdades!
    Triste destino o dos que lutaram
    Nas intentonas dos heróis falsários!
    Fortalecendo o perigo vermelho,
    Feito de ódio e rancor proletário!
    Pobre cabeça que acata as ideias
    De um falso herói mal-intencionado!
    Pobre do homem, que iludido entrega
    Sua devoção aos heróis errados!

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