Chupa, Malthus! Chupa que esta manga é doce em Progressão Geométrica na produção de alimentos!

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Veja (trecho): A superpopulação, a falta de recursos como água e alimentos em muitas  regiões empobrecidas do planeta é uma realidade, mas não tão feia como o pessimismo de David Attenborough faz acreditar. Outro britânico, o economista Thomas Malthus (1766-1834), previu no século 19 que a população humana iria crescer em progressão geométrica, o que não se concretizou nem de longe. 

Relatórios mais sérios desautorizam previsões de massas famélicas vagando pelo planeta. Um estudo publicado em 2008 pela IIASA - International Institute for Applied Systems Analysis (Instituto Internacional para Análise Aplicada de Sistemas), organização não-governamental austríaca, estima que o mundo terá metade dos habitantes atuais em 2200 e mal chegará a 1 bilhão em 2300.   Quanto às áreas para plantio, cada vez mais a agrotecnologia quebra recordes, produzindo mais em espaços cada vez mais reduzidos. É bom lembrar que antes dos  fertilizantes e agrotóxicos, previsões desastrosas eram feitas sobre a capacidade da humanidade de produzir alimentos. Todas caíram por terra. Na prática, a produção de grãos cresceu 250% entre as décadas de 1950 e 1980. Apesar de ótimo naturalista, a fala catastrófica de Attenborough fica melhor na boca de personagens fictícios.

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Quando vejo vetustas batatadas pretensamente científicas como o malthusianismo e o aquecimento global caindo por terra como o ídolo de ouro da Babilônia, acho irônico que depois dizem que a Ressurreição de Cristo que é uma fábula...


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Um comentário:

  1. A primeira edição d ensaio sobre alimentação e população data de 1798. Seu autor, o reverendo Malthus, pertencia, então, ao clero anglicano e se apresentava como tal. Sendo ele próprio um homem excelente, sem dúvida até mesmo um cristão correto, ele não gostava, no entanto, de pobres. Ele nunca subscreveria o celebrado sermão de Bossuet “Da Eminente Dignidade dos Pobres na Igreja”. Alguns dos seus contemporâneos ficavam atônitos com seus sentimentos; “Vigário”, William Cobbett se dirigia a ele desdenhosamente, “durante a minha vida eu detestei muitos homens, mas nunca detestei alguém tanto como a você”. Ele não era um homem detestável, ele era simplesmente um homem com uma teoria, qual seja, que os pobres não deveriam existir, e se existirem, eles não têm um direito à assistência. Talvez ele tenha cometido o erro de se expressar como se os próprios pobres pudessem fazer alguma coisa sobre a sua própria pobreza. Seu consolo estava em que, ao confiá-los desde o nascimento às creches paroquiais, parte do problema estava resolvido, porque 99 por cento deles morriam por lá no curso do seu primeiro ano.
    Malthus não negava o fato, mas essa maneira de livrar-se dos futuros pobres parecia custosa, para ele. A causa imediata do mal era a Lei dos Pobres. Os detalhes dessa lei não nos dizem respeito. É suficiente saber que as taxas impostas aos não-pobres para a assistência aos pobres atingiram um tal nível que os respectivos contribuintes estavam aflitos. As casas de assistência paroquiais requeridas pela lei estavam naturalmente a cargo dos clérigos, e não se poderia estar muito enganado, talvez, caso pensássemos que a reação pessoal de Malthus contra a existência dos pobres e a necessidade de ajudá-los não lhe veio apesar do fato de ser clérigo, mas exatamente em razão disso.
    (etienne gilson, from aristotle to darwin and back again)

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