O mundo jamais viu um esforço tão colossal em expulsar

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[UnBConservadora] O mundo jamais viu um esforço tão colossal em expulsar Deus de todas as esferas da vida humana do que o presenciado no século XX. A perseguição religiosa – não de qualquer religião, mas especialmente do Cristianismo – alcançou níveis inimagináveis. As maiores e mais mortíferas doutrinas políticas e sociais da nossa era – socialismo, nazismo, fascismo, comunismo – foram erguidas sobre sólidos alicerces anti-religiosos. Só que, hoje, a perseguição anticristã não é um privilégio exclusivo de regimes totalitários como os de outrora: ela é um dogma difuso que, como um vírus, tem se espalhado lentamente pelo Ocidente, conquistando mentes e corações incautos com discursos aparentemente libertários e progressistas. (...) 

Há decerto aquelas pessoas que advogam que Deus deve se manter somente na esfera privada da vida humana e que qualquer manifestação pública, sobretudo em assuntos políticos, deve ser veementemente rechaçada. Esse é o caminho mais curto para a barbárie. Não precisamos apontar casos específicos e pontuais para corroborar esse argumento: basta vermos que, em um país como o Brasil – que não se encontra oficialmente em guerra contra nenhuma nação, nem passa oficialmente por qualquer guerra civil –, mais de 1 milhão de pessoas foram assassinadas em 30 anos; isso equivale a mais de cem pessoas por dia, um número que é muito superior à maior parte dos conflitos armados do mesmo período. E, aqui mesmo, à margem do mundo civilizado, vemos esforços coordenados e diuturnos para empurrar Deus e os cristãos de volta para o tempo das catacumbas. A única forma de não cairmos no abismo do terror mais abjeto e puro é mantermos posição e mostrarmos que uma sociedade minimamente digna é aquela em que a adoração a Deus é um dos fundamentos do homem. E a própria história o mostra. 

Em 1914, eclodiu um dos conflitos armados mais sangrentos e desumanos da história: a Primeira Guerra Mundial. Solzhenitsyn, quando falou a respeito dela, disse que "a única explicação possível para essa guerra é um eclipse mental dos líderes da Europa causado por terem ignorado a existência de um Poder Supremo sobre eles". Nunca, até então, o esplendor tecnológico humano foi posto a serviço da carnificina. Entretanto, mesmo em meio a trincheiras cheias de homens sujos e cansados, embotados de dor e medo, Deus se fez presente naquele ano de uma maneira surpreendente. Ao longo do front ocidental, em que lutavam forças alemãs e inglesas, mais de cem mil soldados depuseram suas armas durante o Natal, saíram de suas trincheiras, cruzaram campos devastados e sem vida, e uniram-se a seus inimigos para comemorar o nascimento de Cristo Jesus. Inimigos que tentaram obstinadamente se matar em dias anteriores passaram a dividir mais do que o esforço para eliminar o outro lado: dividiram refeições, funerais, canções natalinas, e, em alguns casos, até mesmo presentes. 

(O texto é de 26/12) Ontem, nós cristãos comemoramos o Natal. Temos presenciado que, hoje em dia, nem mesmo a festa mais importante de toda a civilização ocidental passa incólume ao aviltante materialismo que tem destruído as bases da vida humana. No entanto, o verdadeiro espírito do Natal – o nascimento de Jesus Cristo, o Verbo Divino que se fez carne e habitou entre nós (João 1,14) – nunca poderá ser arrancado dos corações daqueles que se mantêm fiéis. Mas não basta manter a chama divina acesa em nossos corações. 

Nós, cristãos, devemos lutar e perseverar até o fim para que Deus não seja expurgado da vida social e pública de nossa nação; devemos, com nossas palavras e ações, levar Cristo a todos, injetando-o na corrente sanguínea da sociedade, e jamais esmorecer diante da intolerância, da perseguição, nem mesmo da morte. Afinal, o discípulo não é maior do que o Mestre (Mateus 10,24).



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2 comentários:

  1. Creio que a maçonaria, leia-se NWO-Nova Era, por meio se seus tributarios comunistas e socialistas, vem cada vez mais pressionando a Igreja após a década de 30, ordem pessoal de Stálin, com sistemáticas infiltrações de falsos membros, até de altos dignitarios, de fato existem, atuando na sua dissolução interna para facilitar a alienação externa, deixando os cristão incautos sem saberem a quem recorrer dadas as distorções doutrinarias repassadas no ensino, e assim facilitar a relativização, sectarização e exterminio da Igreja.
    Porém, em Mt 16, 18 sabemos que Cristo a mantém, mesmo eles, nem por isso desitem: amparam-se nas forças do Príncipe desse mundo e o contrario.
    Em nosso âmbito, cumprem à risca o mandamento 2 dos Decálogo de Lênin: "infiltre e depois controle os meios e comunicação em massa"; investem pesado na área e a partir daí apregoam suas farsas e após de 2 a 3 gerações seguidas começam a colher os primeiros resultados, é o que vemos depois desse período cada vez aguerridamente vencendo os obstáculos, com a ajuda dos neo seduzidos e dopados pelas ideologias niilistas.
    Os escândalos de sacerdotes e até bispos dissensos (infitrados?) seriam os grandes contaminadores, como explosão radiotiva que abrange todas as redondezas, ainda mais em tempos de rede mundial.
    Orar muito, manter a fé, procurando distinguir o que é do que parece, seria a receita base de vitoria.

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  2. Sr frei Rojão
    Gostaria que o sr. conferisse e acaso se justificar, comentasse dentro dos parâmetros de sempre O DOMINGO, de 13/01/13, CAMPANHA DA FRATERNIDADE, do Pe Luiz Carlos Dias, da nossa querida e muy amiga "SOCIALISTA" EDITORA PAULUS LTDA.
    Fez de tudo: apenas se "esqueceu" de que, para combatermos o pecado social, teremos que, por primeiro, extirpar o pecado pessoal, conversão pessoal, sem que, ou se promove o social-comunismo, o mais provável da nossa muy amiga editora Paulus, ou então entra-se no esquema de "enxugar gelo/chover no molhado.
    Aliás, transcendem-me maus odores "pecado social, libertação e correlatos" a marxismo, idem "curas, missas de curas e semelhantes" a pentecostalismo protestante, vinculados aos RCCs "auês" dissensos à Igreja, os tais dos supostos "exorcismos" e semelhantes como já vi.
    Já as tais missas de "curas e libertação" seriam dose dupla, a combinação de ambos acima...

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