E o sindicalismo gay francês derrapou... ou "Reacionário é o silêncio das falsas conciliações"

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O sindicalismo gay e o "petit con" do governo Hollande não esperava uma derrapada dessas. Meio milhão nas ruas!

Ainda que seja injusto ilustrar com um Air France estatelado (sem vitimas fatais, registro), porque não ganhou o selo Pink Approved. Não estou brincando não, um sindicato gay condecorou as Companhias Aéreas mais amigas do movimento LGBT-XPTO-WTF. Eles se descrevem : "Our Pink Approved™ concept ensures quality, reliability and the assurance that for every supplier, vendor, airline or hotel you make contact with, you will experience a team that is there to provide you great service regardless of your sexual orientation.". (Adoro este TMzinho a tiracolo, fico bege, menina!).  Eu só acho engraçadíssimo discurso do sindicalismo gay: "Ter um serviço adequado a despeito de suas orientações sexuais" não é uma conquista do sindicalismo gay, é uma conquista legal do Estado de Direito e dos Fundamentos Cristãos, da doutrina católica, não só para os gays, mas para qualquer pessoa, a despeito de orientações sexual, credo, raça, filosofia, origem, etc! Tratar as pessoas iguais e sem racismo e discriminação não é mérito, é obrigação. Quem não discrimina não faz mais que a obrigação. E quem discrimina não merece ser evitado, merece cadeia mesmo. Parece óbvio, mas não é. Recentemente um famosos médico católico teve sua nomeação posta em dúvida num conselho médico europeu por sua crença, a esquerdália dominante cogitava se por ser católico ele não iria contra a doxa do aborto e contracepção livres. Isto sim é discriminação religiosa. E da feia. E da brava. Mas é parte do credo leninista, né, "acuse-os do que fazemos". Ai vão os peitos murchos e ventres estéreis na praça de São Pedro protestar contra a Igreja que trouxe ao Ocidente a igualdade entre homens e mulheres, senhores e escravos, ricos e pobres...

Quanto ao movimento francês, registro aqui um trecco da precisa análise de Reinaldo Azevedo sobre nosso bom mocismo de não-enfrentamento intelectual nem ideólógico, deixando as esquerdas livres:

"A França tem 66 milhões de habitantes, pouco menos de um terço da população brasileira. Vamos supor, pela estimativa menor, que houvesse no domingo 350 mil pessoas na praça. É como se 750 mil brasileiros decidissem marchar contra o casamento gay em Banânia, com o apoio de eventuais partidos de oposição. Seria um deus nos acuda. Analistas alarmistas logo enxergariam, sei lá, o risco de "fascistização" do Brasil. Houvesse o apoio da Igreja Católica e dos evangélicos ao protesto, como houve na França, seríamos confrontados com tratados sobre o caráter laico do estado, a influência do fundamentalismo cristão na política e bobagens congêneres.

Dei uma passeada pela imprensa francesa. Nem as esquerdas embarcaram nessa porque, afinal, se reconhece o direito que têm as pessoas que discordam de dizer "não". E NOTEM, LEITORES, COMO OS QUE SE OPÕEM AO PARTIDO SOCIALISTA NÃO TÊM RECEIO DE DIZER O QUE PENSAM E DE OCUPAR A PRAÇA. Atenção: pesquisas de opinião indicavam uma maioria folgada em favor do projeto do governo. O apoio caiu bastante, mas, consta, ainda é majoritário. A oposição ocupou as ruas contras um real — ou suposto — pensamento majoritário.

(...) Entenderam o meu ponto? A realização plena da democracia só se dá com o confronto de ideias e de posições. Não existe uma política que se exerça negando a política. A menos que o governo Dilma se desconstitua em meio a uma crise que não está no horizonte, será muito difícil às oposições construir um discurso alternativo. E olhem que o governo é ruim pra chuchu. Uma coisa é certa: com conversa econômico-administrativista, não se vai muito longe.

As democracias, reitero, costumam exacerbar, nos limites da legalidade e da institucionalidade, as divergências porque isso é próprio do sistema. No Brasil, a regra tem sido a acomodação. (...) É assim que se fabrica uma das piores escolas do mundo, uma das piores saúdes do mundo, uma das piores seguranças do mundo, uma das maiores cargas tributárias do mundo. E, sem dúvida, uma das maiores desigualdades do mundo. Tenta-se viver, no país, uma política que é, de fato, a morte da política. Trata-se de uma condenação ao atraso.

Volto à França. Pouco importa se você é favor do casamento gay ou contra; a favor da adoção de crianças por homossexuais ou contra. O fato é que o protesto dos "conservadores" franceses foi uma evidência de que a França ainda respira; de que ainda há por lá uma sociedade "progressista", que aposta no confronto de ideias.

Reacionário é o silêncio das falsas conciliações."


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