Tributo à Arquitetura Sacra Moderna - I

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Estava eu com os padres diocesanos daqui de Anhangá-Açu que não cessavam de cantar loas e hosanas a ("São") Oscar Niemeyer ("do Gulag"). Os mesmos padres que muitas vezes criticaram as construções "faraônicas" da Roma papal ou do medievo gótico como "ostentação que afastava os fiéis" (SIC) nas palavras do Padre Hedger.

Há uma paróquia aqui que irá se dividir em duas. A nova paróquia foi dedica a Santa Cecília. Eu critiquei a escolha. Não que a mártir Cecília não merecesse a paróquia, é que tem muito "C" no nome, e o clero de Anhangá-Açu, como padres modernos que são, é notoriamente iletrado (aqui é lucro quando não escrevem "Gezuis" ou "Egreja"). Afinal, aprender latim no seminário é coisa de reacionários, aprender português então é coisa digna do rei da Assíria e outros opressores. Quando Paulo Freire e Leonardo Boff são os doutores, as antas são livres-docentes.

Estavam questionando nos fundos para se erigir a nova igreja. Eu aceitei passar a coleta na minha paróquia desde que eu fizesse o projeto arquitetônico. Rapidamente recebi as críticas ferinas do Vigário, o Padre Hedger, que é maçom, sodomita e marxista:

- Lá vem o Frei Rojão com suas idéias congeladas no tempo, sonhando em trazer de volta a idade das Trevas em pedra para nossa diocese.

Respondi:

- Garanto, Padre Hedger, que farei um projeto de igreja completamente alinhado com o espírito do tempo atual e de acordo com o alto status e dignidade de nossa diocese na Igreja universal.

Os outros padres concordaram felizes dizendo que finalmente o Frei se abria aos ventos novos da moderna evangelização.

Bom, fiz o projeto. Está ai no alto da página. O que vocês acham? Sou um homem de palavra, fiz perfeitamente de acordo com o espírito de arquitetura eclesástica atual.


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