Na festa de Cristo-Rei, o arrependimento que faz a diferença

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A solenidade de Cristo-Rei é uma das que mais gosto. O fato de ser pertinho da Proclamação da República faz-me pensar mais ainda. A festa de Cristo-Rei coloca verdadeiramente os "pingos nos is" do que é importante. É tentador, nesta época anti-religiosa nossa, colocarmos no Estado a função de ser nosso Deus provedor. Balela. O Estado é algo bem prosaico e pragmático, como asfaltar ruas e cunhar moeda (dêem a César ou Mariana o que é de César ou Mariana). O Estado não é Deus, é uma retro-escavadeira acéfala. Uma retro-escavadeira numa pazada consegue fazer o serviço de vários homens com pás e picaretas. Assim é o Estado. Tem de fazer com sua potência aquilo que os indivíduos não são eficientes. Construa  Estado as estradas, e deixem os homens trafegarem e negociarem por si mesmos.
 
E Cristo-Rei? Cristo sendo o rei dos homens garantirá que estes homens ajam bem individualmente e coletivamente, como pessoas e como cidadãos, na moral individual e na política. Um homem honesto, que presta contas a Cristo-Rei, é sempre um bom cidadão, que nunca terá problemas com a Constituição, ou com o Código Penal,  Civil e Tributário. O Rei Jesus Cristo é quem governa os súditos da República de Mariana, é o governo de Cristo que permite que a República não dissolva no caos. Porque não haveria controladorias nem polícia nem tribunais capazes de manter a ordem pública se todas as pessoas fossem desonestas. A melhor coisa para nossos prosaicos Estados, organizem-se como Repúblicas ou Monarquias, é terem como cidadãos os súditos de Cristo-Rei.
No mesmo domingo da solenidade de Cristo-Rei explode mais um escândalo de corrupção em nossa República. Mais uma vez algúem próximo ao Lula, o ex-presidente que mais parece monarca. O problema com a nossa República é que nos falta republicanismo. Falta pararem de achar que o Estado pertence aos donos do poder da vez e ao partido, o PT, o Moderno Príncipe. Tem muita graça acusarem aos velhos Bragança de D. João V de se acharem donos do reino no século XVIII, quando hoje em dia nossos políticos se acham donos do Brasil. Quem se sente mais dono do Brasil, D. João V ou Lula? Sou tentado a arriscar que é este último. Pelo menos D. João era realista ao saber que havia um oceano atrasando suas ordens e dependendo da competência dos governadores e vice-reis para executá-las. Este mal não é só do Brasil, mas também aflige nossos vizinhos. Kirschner e Chavez, por exemplo, oprimem mais a Argentina e a Venezuela que séculos das coroas dos Habsburgo ou Bourbon fizeram em Madri.
 
Enfim, que os corruptos do escãndalo da vez sejam levados às barras dos tribunais! Mas é interessantíssimo pensar no que desencadeou a investigação. Um funcionário do Tribunal de Contas foi corrompido, cooptado pelo esquema. Recebeu a propina, mas se arrependeu, devolveu e denunciou o esquema à Polícia Federal.

Pensem!

O ponto de inflexão foi o arrependimento do funcionário. Arrependimento. Não foram os controles do Tribunal de Contas. Não foram as sentenças do Judiciário. Não foi a investigação do Ministério Público. Não foi a Majestade do Poder Executivo. Não foram as Comissões do Poder Legislativo. Não foram as diligências da Polícia Federal. Não foi a fiscalização dos agentes tributários. Foi um homem que no seu fórum interno se arrependeu. E a propina em jogo não foi pequena, 300 mil reais, com 100 mil pagos a vista. Tentador. Ah, tentador.

Nada adiantaria se tal homem não tivesse se arrependido. E quantos não prosseguiram impenitentes no esquema? Se tal homem não tivesse agido bem, agido moralmente, não teria começado o fio das investigações. Foi uma ação de virtude individual que desmanchou o esquema de corrupção de vários.

"Ah, Frei, mas este arrependimento pode ter sido causado pelo temor da descoberta e das penas, não pela religião" - Não disse que foi a religião. Digo que foi um movimento de virtude. Quer ele tenha se arrependido porque pensou em Cristo, quer tenha se arrependido porque temeu a cana-brava de um esquema desastrado de corrupção, o importante - para a República - é a ação virtuosa. Deus verá o íntimo deste homem e lhe dará justo prêmio.

Nada substitui a virtude. Nada substitui os homens bons. Nada substitui aquele fórum íntimo que é governado pelo Cristo-Rei. Não pensem que vivemos em sociedade porque temos controles, leis, poderes coercitivos e preventivos. Nananinanão. É nossa virtude individual que faz a prosperidade. É nossa virtude que faz o bem. É o governo do Cristo-Rei como lei Supra-Constitucional em nossos corações que mantém a Sociedade inteira. Sem bons homens não há cidadania. Não se iludam.


LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO!


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