Meditações no ano da fé IV

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Dentro do Cárcere Marmertino,
onde São Pedro foi preso em Roma

O Mal é forte, mas o Bem é mais forte ainda. Mas é irônico - e talvez seja este o maior castigo que Deus nos permitiu após a Queda - que Bem e Mal, Graça e Pecado, estejam tão misturados no mundo. A parábola do joio e trigo é perfeita, trigo é trigo, joio é joio, mas eles estão tão entrelaçados no campo que é impossível separá-los enquanto crescem, só na colheita. Cabe aqui um alerta, Nosso Senhor disse que não se colhem figos de espinheiros nem cardos de figueiras. Ainda que no campo do mundo o Bem e Mal estejam misturados, as plantas individualmente devem ser coerentes, quem é da luz que dê frutos da luz. Temos de viver com os maus ao nosso lado, mas temos que continuar produzindo o trigo do Bem, cento por um até! Atualizando a parábola do joio e trigo (já que o joio está extinto, pelo menos na agricultura), se o Bem e o Mal são água e óleo, vivemos numa maionese, uma emulsão de água e óleo tão divididas que na prática estão misturadas ainda que não se misturem de fato. O Bem e o Mal não estão como um sorvete napolitano, mas sim como num sorvete de flocos.
 
Por falar assim, chega a parecer que sou um maniqueu e vejo tudo como dualidade. Não. Bem e Mal são diferentes. O Bem tem como apanágio a existência criada, o Mal a corrupção de seu sentido. Deus criou o mundo e viu que era BOM. A Existência só pode vir de Deus, o Sumo Bem, e o único propriamente eterno e existente (YHWH=Yaveh = Eu sou). Deus criou a tudo. Inclusive Satanás e aos demônios. Que optaram pelo Mal que foi a corrupção. Feitos anjos, escolheram agir como demônios. Assim foi o homem, feito a imagem e semelhança de Deus, escolheu desobeceder. O Bem é um substantivo, o Mal é o verbo corromper. O Mal não cria. Satanás não criou um átomo ou espírito neste universo. Mas corrompe e perverte o sentido daquilo que foi criado. Se o Bem é o número 1, o Mal não é o -1 e sim o 1/x, aquilo que vem diminuir pela divisão, mas sem nunca levar ao zero. Porque assim como o Mal não cria, o Mal não destrói. Remover da existência é a
apanágio da omnipotência que nos tirou da não existência.

Tenhamos firme a fé na bondade da criação, mesmo que ela ande por caminhos ruins. Porque o Filho do Homem veio recuperar o que estava perdido. Trazer de volta a ovelha perdida. Trazer de volta. Não ter ovelhas novas, mas trazer de volta a antiga.
 
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!




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