Fernando, Fernando, Fernando… O que eu poderia falar do Dom Fernando?

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Sim e não, muito pelo contrário!
Publico, sem tirar nem pôr, a segunda metade do post do excelente blog Ecclesia Una sobre a entrevista do bispo de Santo Amaro, Dom Fernando Antônio Figueiredo, franciscano (mas - pelas evidências abaixo - feito em um molde diferente de Santo Antônio e São Boaventura) e imortal da Academia Barsileira de Letras (academia esta já engrandecida pelos varões de Plutarco José Sarney e Roberto Marinho). Dom Fernando é  mais conhecido como "o bispo do Padre Marcelo"  e sua diocese em muito aufere os frutos espirituais e materiais do Santuário do Terço Bizantino.

Esta entrevista é uma foto correta da falta da virtude da Fortaleza em nosso episcopado. Por isto a Igreja brasileira ainda chora a morte de bispos corajosos como Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, enquanto os poltrões mitrados continuam a sua obra... ou melhor, falta de obras.

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Perguntado sobre o "kit gay" produzido por Haddad enquanto ministro da Educação, e sobre um programa similar – porém, mais genérico, não visando especificamente a abordagem de "preconceito sexual" – produzido por Serra, durante seu mandato no governo do estado, Dom Fernando "tirou o corpo fora": "Elaborar esse material pode ser considerado algo que desabone um candidato? Creio que essa questão é muito delicada. (…) Não colocaria essas questões num período eleitoral."

Questionado se a posição de Malafaia em condenar a campanha de Haddad foi preconceituosa, limitou-se a dizer que "não gostaria de julgar".

Quando indagado sobre como as lideranças religiosas deveriam participar no debate político, afirmou que "ninguém deveria dizer quem é o candidato" no qual vai votar, pois "é um abuso do contato e da credibilidade que os fiéis nos dão".

(Nota do Frei, interrompendo: Vamos ganchar o Lancellotti então?)

Por fim, perguntaram-lhe sua opinião sobre a atual ministra da Cultura, Marta Suplicy, famosa por sua militância frenética frente ao movimento LGBT, e também por ostentar a bandeira da descriminalização do aborto no Brasil. Dom Fernando falou pouco, e não disse nada: "Marta, Marta, Marta… O que eu poderia falar da Marta? Aqui na região sul… Ela tinha uma preocupação pela saúde. Vemos postos de saúde que ela incentivou. Isso foi importante."

A entrevista toda é reflexo de uma pusilanimidade aterradora. Dom Fernando chega ao ponto de afirmar que "há uma lei na igreja que, se a pessoa se aproxima para a comunhão, você não pode negá-la", quando o Código de Direito Canônico pede justamente o contrário: que "não sejam admitidos à sagrada comunhão os excomungados e os interditos, depois da aplicação ou declaração da pena, e outros que obstinadamente perseverem em pecado grave manifesto" (cân. 915).

O teor desta entrevista infeliz é digno de lástima, mas é a imagem exata de como andam muitos mitrados na América Latina: se não estão entregues ao demônio do socialismo e da esquerda laicista e anticristã, estão nas redes sufocantes do bom-mocismo ou da cumplicidade silenciosa… com os maus, com os abortistas, com os inimigos da família. São poucas as estrelas que brilham no escuro céu latino-americano, mas são elas, insufladas pela intercessão sempre eficaz da Virgem de Guadalupe, a verdadeira Igreja de Cristo. Porque, como já dizia Santo Atanásio de Alexandria, "ainda que os católicos fiéis à Tradição se reduzam a um punhado, são eles a verdadeira Igreja de Jesus".


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2 comentários:

  1. No blog do Reinaldo Azevedo sempre existe a apresentação de um personagem especial candidato a alguma coisa e pedindo a opinião do povo e depois a eleição.
    Eu li essa reportagem e fiquei pensando o seguinte, embora existam outros bons pro cargo:
    Quem v escolheria como campeão nacional do relativismo?
    1º Pe Fabio de Mello
    2º Pe Marcello Rossi
    3º D Fernando
    4º Leonardo Boff
    5º Pe Susin
    6º D Demetrio Valentini
    7º D Pedro Casaldáliga
    Sei que a escolha não é fácil, né, mas tem que escolher um e D Fernando é um dos fortes candidatos.
    Quando fiquei sabendo bem tempos atrás que D Fernando é que era o bispo do Pe Marcelo aí pensei: tem quem estava dando corda prá ele, muito bom, ah sim...
    È por isso, Frei Rojão, que a eleição do comunista do PT tem se mantido ainda por pessoas se comportando com relativistas, assim, não é, e daria dá na aplicação de Ez 20,22:... por causa de vossos procedimentos o nome do Senhor é desonrado entre os gentios.

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